Arquivo mensal: maio 2013

Spurs (4) vs Grizzlies (0) – No topo do Oeste

93×86

Pela quinta vez na história, o San Antonio Spurs está na Final da NBA. A classificação foi sacramentada com a vitória por 93 a 87 diante do Memphis Grizzlies, nesta segunda-feira (27), resultado que fechou a decisão da Conferência Oeste com uma varrida a favor dos texanos: 4 a 0. O alvinegro, agora, aguarda o vencedor do confronto entre Miami Heat e Indiana Pacers para conhecer seu adversário. O time da Flórida lidera a série por 2 a 1.

Seis anos depois, o Spurs volta a faturar o título do Oeste (NBAE/Getty Images)

Brilliant, Parker!

Impossível não iniciar falando de Tony Parker. O francês apresentou sua melhor performance nos playoffs (e talvez de toda a temporada) até agora. Não apenas por seus 37 pontos, mas também pela forma que esta pontuação foi alcançada.

O francês acertou 15 de seus 21 arremessos de quadra e todos os seis lances livres que tentou, mostrando uma pontaria calibradíssima. Além disso, apresentou variedade em seu jogo, alternando infiltrações e arremessos de média distância, ambos com muita eficiência. Pior para Marc Gasol, que ficou sem saber o que fazer quando precisou fazer a cobertura no armador.

Adeus, fantasma!

Zach Randolph não encontrou o caminho da cesta na série (NBAE/Getty Images)

Para quem acompanhou a traumática eliminação do Spurs em 2011 diante do Memphis Grizzlies, na primeira rodada dos playoffs daquela temporada, Zach Randolph ainda estava engasgado na garganta. O ala-pivô foi simplesmente arrasador naquela série, castigando o garrafão texano com rebotes ofensivos, cestas conseguidas “na marra” e muito jogo físico embaixo da cesta.

O alvinegro texano, no entanto, mostrou ter aprendido a lição. Foi exemplar a maneira como os texanos anularam a principal arma do ataque adversário desde a primeira partida. Z-Bo simplesmente não conseguiu jogar. Tiago Splitter, Matt Bonner, Boris Diaw e Tim Duncan, todos passaram pela marcação do rival em algum momento e até mesmo o quase sempre criticado Red Rocket não decepcionou. Jogando com a mesma intensidade, os pivôs alvinegros adotaram a estratégia de marcá-lo pela frente, sempre que possível, sem se render às trombadas. Randolph foi errando, se frustando e nem de longe foi uma ameaça como naquela fatídica série, há dois anos.

Manu em marcha lenta

Que Manu Ginobili é peça fundamental do Spurs, disso ninguém duvida. Mas o camisa #20 ainda não conseguiu apresentar seu melhor basquete nos playoffs. No jogo 4 contra o Grizzlies, o argentino alternou passes geniais e alguns desperdícios tolos. Ao todo, anotou seis pontos, seis assistências, seis rebotes e seis bolas perdidas. Com o banco produzindo pouco no setor ofensivo, é preciso que o ala-armador seja mais preciso em suas jogadas.

Miami ou Indiana?

Com o 4 a 0 definido e a vaga na Final assegurada, o Spurs assiste de camarote aos duelos finais entre Miami Heat e Indiana Pacers. O time de LeBron James e cia. lidera a série por 2 a 1 e entra em quadra novamente nesta terça, em Indianápolis. Para o time de San Antonio, quanto mais longa a série, melhor, pois terá pela frente um adversário mais desgastado.

Em jogo também está o mando de quadra na decisão. Em caso de classificação do Miami, o time da Flórida tem a vantagem de jogar quatro das sete partidas em seus domínios, por ter feito melhor campanha ao longo da temporada regular. Contra o Indiana, a situação e inverteria e o mando passaria para as mãos do time do Texas.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 37 pontos e 6 assistências

Tim Duncan – 15 pontos, 8 rebotes e 4 tocos

Kawhi Leonard – 11 pontos, 6 rebotes e 5 roubos de bola

Memphis Grizzlies

Quincy Pondexter – 22 pontos

Marc Gasol – 14 pontos, 5 rebotes e 5 assistências

Zach Randolph – 13 pontos e 8 rebotes

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Robinson é eleito para o Hall da Fama da Fiba

Nesta segunda-feira (27), a Fiba anunciou a lista de 12 personalidades do basquete internacional que entrarão para o Hall da Fama da entidade neste ano. Entre os que receberão a honraria, está David Robinson, ex-pivô e ídolo do San Antonio Spurs.

Robinson foi bicampeão da NBA pelo Spurs (Jesse D. Garrabrant/NBAE via Getty Images)

Robinson defendeu a camisa do Spurs entre 1989 e 2003, sendo campeão da NBA em 1999 e no ano de sua despedida. Ele ainda foi eleito o melhor defensor da liga em 1992, o MVP em 1995 e apareceu quatro vezes no time ideal do campeonato e dez vezes no All-Star Game. Em sua carreira no basquete profissional americano, o pivô teve médias de 21,1 pontos, 10,6 rebotes e 2,9 tocos em 34,7 minutos por partida.

Além disso, o ídolo do Spurs participou da lendária seleção americana que conquistou o ouro nas Olimpíadas de 1992 e ficou conhecida como Dream Team. Na competição, Robinson teve médias de 11,9 pontos, 5,6 rebotes e 1,8 tocos por partida.

Vale lembrar que Robinson já integra o quadro de indicados ao Hall da Fama do Naismith Memorial, outra condecoração importante no mundo do basquete.

Além de Robinson, a brasileira Magic Paula, uma das maiores jogadoras da história do país, também foi indicada para o Hall da Fama da Fiba. A cerimônia oficial de condecoração dos indicados será dia 19 de junho, em Genebra, na Suíça, sede da entidade.

Spurs (3) @ Grizzlies (0) – Final do Oeste

San Antonio Spurs @ Memphis Grizzlies – Final da Conferência Oeste

Data: 27/05/2013

Horário: 22h00 (Horário de Brasília)

Local: FedEX Forum

Na TV: ESPN

Cotação no Apostas Online: Spurs 2,16 @ Grizzlies 1,70 (favorito)

O San Antonio Spurs está muito perto de conseguir aquilo que, antes da série começar, nem o mais otimista torcedor apostaria. Depois de vencer os dois primeiros jogos em casa e roubar o terceiro no Tennessee, os texanos podem varrer o Memphis Grizzlies nesta segunda-feira e fechar a final da Conferência Oeste com um impiedoso 4 a 0 se repetirem o triunfo fora de casa. Para os mandantes, resta vencer para depois tentar o milagre. Nunca na história da NBA uma equipe reverteu uma série após estar perdendo por 3 a 0.

Série nos playoffs (3-0)

19/05/2013 – Spurs 105 vs 83 Grizzlies

O Spurs surpreendeu massacrando o Grizzlies no primeiro jogo. Se no garrafão a missão de defender Marc Gasol e Zach Randolph era difícil, no perímetro a equipe de San Antonio deu show, conquistando uma vitória fácil.

21/05/2013 – Spurs 93 vs 89 Grizzlies

O Spurs caminhava para conseguir mais uma vitória tranquila dentro de casa, mas acabou vacilando no fim e deixou os visitantes empatarem. O jogo foi para a prorrogação, e, com a ajuda de Tim Duncan, os texanos venceram.

25/05/2013 – Spurs 104 vs 93 Grizzlies

Mais uma vez os texanos foram à prorrogação contra o Grizzlies e novamente saíram vencedores. O Spurs chegou a estar 18 pontos atrás no início do segundo período, mas conseguiu se recuperar para abrir 3 a 0 na série.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Tim Duncan

C – Tiago Splitter

Fique de Olho – Como não reverenciar Tim Duncan? Aos 37 anos de idade e escolhido para o time ideal da NBA, o ala-pivô continua fundamental para o time de San Antonio. Foi ele o principal responsável pela vitória na prorrogação no jogo 3, anotando sete dos 18 pontos da equipe no tempo extra. Um verdadeiro mito!

PG – Mike Conley

SG – Tony Allen

SF – Tayshaun Prince/Quincy Pondexter

PF – Zach Randolph

C – Marc Gasol

Fique de Olho – A segunda unidade do Grizzlies não é das mais fortes da NBA, mas um jogador tem mostrado ser útil saindo do banco de reservas neste playoffs. Com o titular Tayshaun Prince tendo atuações apagadas, Quincy Pondexter ganhou mais minutos na rotação da equipe. Com o ala em quadra, o time do Tenneesse adiciona uma arma pouco usada em seu repertório, o arremesso de três pontos.

Adaptação é a palavra da vez

Muito bem, para compensar a semana passada:

Saudações, torcedores do San Antonio Spurs (#SóFaltaUma), Austin Toros e San Antonio Silver Stars! Um viva ao espaço democrático que é a caixa de comentários desse blog! É muito legal saber que San Antonio tem uma franquia de basquete capaz de conquistar torcedores e fãs em todas as suas modalidades.

Na sexta-feira (24), a temporada da WNBA finalmente teve início, justamente com o San Antonio Silver Stars, no AT&T Center, puxando a carruagem da competição neste ano. O duelo foi contra o Indiana Fever e o resultado não foi lá dos mais felizes: 79 a 64 para as visitantes. Esse placar aponta as principais dificuldades que o time terá de enfrentar enquanto estiver sem suas principais jogadoras, Becky Hammon (mais umas três semanas fora das quadras devido a uma lesão no dedo do meio da mão direita) e Sophia Young (uma lesão no ligamento cruzado anterior a deixa sem previsão de retorno – o mais otimista seria em agosto).

Desse modo, Dan Hughes precisa analisar suas cartas e montar a melhor sequência para colocar na mesa. E, para que isso dê certo, a melhor opção é adaptar o esquema de jogo do San Antonio Silver Stars para um estilo mais favorável aos arremessos de três pontos e longa distância. Com Becky Hammon e Sophia Young, o playbook da equipe texana está centrado em diversas penetrações que favorecem, principalmente, a movimentação dessas jogadoras.

O San Antonio Silver Stars precisa de um novo estilo de jogo durante o tempo em que suas principais jogadoras ficam fora de quadra devido a lesões

A partida de sexta-feira foi um bom exemplo de que esse é o melhor caminho a se seguir – apesar de ser muito perigoso, e mais embaixo explico o porquê.

O nome que deve assumir a posição de líder enquanto Hammon não volta é Danielle Robinson. A armadora ainda é nova, porém é a que mais tem as características necessárias para essa função. D-Rob, como é chamada, conhece bem as jogadoras do Silver Stars e tem uma postura de comando, talvez até mesmo por causa de sua posição em quadra (1). Dentre as melhores opções do elenco, é a mais completa: tem boa pontaria a média distância, é habilidosa, faz boas infiltrações e distribui as jogadas. Em relação à parte de pontuar, seus arremessos são eficientes e vão ajudar muito.

Agora, analisando por grupo, podemos colocar DeLisha Milton-Jones, Jia Perkins, Shameka Christon e Danielle Adams entre as arremessadoras de três pontos e Danielle Robinson e Shenise Johnson entre as de média distância. Vale ressaltar que Adams pode estar tanto entre aquelas mais eficazes na linha mais distante da cesta quanto ente as que fazem as jogadas a média distância e até mesmo no garrafão. Sim, a mais improvável é a que mais dá resultado.

Essa abertura de jogo, no entanto, causa problemas porque não há muitas opções para o time de San Antonio. Então, fica fácil de as outras equipes sacarem onde precisam neutralizar o ataque. O Indiana Fever entendeu isso e conseguiu anular o Stars, de modo a transformar um placar com um revés de dez pontos de diferença em uma vitória mais larga do que isso.

Um olhar mais profundo

Nessa temporada, em cada edição da coluna vou fazer uma breve sessão sobre coisas importantes que acontecem na WNBA. Como no Brasil as informações sobre a liga ainda são escassas – quanto mais as análises -, gostaria de apresentá-los um contexto do que está acontecendo. Afinal, é o espaço onde o San Antonio Silver Stars atua!

Então, hoje coloco aqui três observações que podem fazer a diferença em 2013:

1 – A regra de três segundos no garrafão passa a valer

Essa é uma novidade na WNBA e já criou problemas para as equipes. No próprio jogo da sexta-feira, contra o Indiana Fever, o Stars foi beneficiado com uma falta técnica logo nos primeiros segundos. Depois disso, não houve mais sinais de confusão quanto a essa regra. Sábado, no entanto, no Atlanta Dream x Tulsa Shock, diversas penalidades foram dadas pelos árbitros devido a essa irregularidade na defesa.

2 – Linha do arremesso de três pontos mais longe

Para este ano e os que estão por vir, a WNBA adotou a medida da FIBA para as linhas de três pontos das quadras, algo próximo dos sete metros da NBA.

3 – Replays em jogadas duvidosas

Assim como na NBA, quando uma jogada for mais difícil de ser analisada pelos árbitros, eles poderão utilizar o recurso do replay para conferir se sua decisão foi correta. Muito bom!

Espero que essas informações ajudem aqueles que não são tão familiarizados com a WNBA a acompanhar os jogos. Os do San Antonio Silver Stars só voltam no sábado (01 de junho), contra o Los Angeles Sparks. Será um duelo importante, com o elenco adversário intacto.

Para fechar essa semana, deixo aqui duas fotos que a Becky Hammon postou em seu Twitter com a mão engessada, um tanto quanto engraçadas!

De acordo com Becky Hammon, nessa foto ela está “andando como um egípcio”

…e nessa ela “chama isso de cobra”. This is Becky Hammon! (fotos publicadas pela jogadora em sua página no Twitter: @BeckyHammon)

Spurs (3) vs Grizzlies (0) – Só falta uma!

104×93

O San Antonio Spurs venceu na prorrogação mais um jogo em que chegou a estar perdendo por 18 pontos de. No Tennessee, o time texano superou o Memphis Grizzlies e abriu 3 a 0 na série, válida pela final da Conferência Oeste. Agora, o próximo jogo acontece na segunda-feira, ainda na casa dos rivais. Em caso de vitória, a franquia texana fecha o confronto com mais uma varrida no ano e parte para sua quinta final da NBA.

Esse jogo é do Spurs, na marra (NBAE/Getty Images)

Trio 

O Spurs conseguiu uma vitória que relembrou os velhos tempos. Nos últimos anos, para o time texano vencer, pelo menos um dos jogadores do Big Three, formado por Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan, teria de atuar bem. No caso da partida em questão, todos os três tiveram atuações sólidas. O armador, o ala-armador e o ala-pivô combinaram para 69 pontos. O francês foi o cestinha com 26 pontos, enquanto o camisa #21 fez 24 e o argentino 19.

Parker se destacou novamente pelo Spurs (NBA/Getty Images)

Virada

O Spurs conseguiu se recuperar mesmo depois de um péssimo começo de jogo. Ao fim do primeiro quarto, o placar já estava de 29 a 13 para os donos da casa. O time texano acertou apenas quatro arremessos, errando os outros 15 que tentou. Já no segundo período, tudo mudou. Convertendo 11 de seus 17 tiros de quadra, a equipe comandada por Gregg Popovich foi para os vestiários perdendo por apenas 44 a 40 – ou seja, no lucro!

Time de chegada

O Spurs só assumiu o liderança no placar pela primeira vez no começo do quarto período. O time mais uma vez soube mostrar qualidade no fechamento dos jogos. Apesar de ter tido a chance de vencer ainda no tempo normal, na prorrogação, a equipe texana foi muito superior.

Estatística

O Spurs tem agora a chance de varrer o Grizzlies e voltar para às finais da NBA pela primeira vez desde 2007. Foram 107 vezes na história da liga americana de basquete que um time abriu 3 a 0, e em nenhuma delas houve uma virada.

Bom trabalho 

Zach Randolph anotou 14 pontos e 15 rebotes, e Marc Gasol 16 pontos e 14 rebotes. Apesar dos números parecerem altos, o garrafão do Spurs tem feito uma boa marcação nos dois. Sempre mudando de marcador, Tim Duncan, Tiago Splitter, Boris Diaw… e até Matt Bonner tem se esforçado para limitar a produção da dupla.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 26 pontos e 5 assistências

Tim Duncan – 24 pontos e 10 rebotes

Manu Ginobili – 19 pontos e 7 rebotes

Tiago Splitter – 11 pontos e 6 rebotes

Memphis Grizzlies

Mike Conley – 20 pontos e 4 assistências

Marc Gasol – 16 pontos e 14 rebotes

Quincy Pondexter – 15 pontos

Zach Randolph – 14 pontos e 15 rebotes