Adaptação é a palavra da vez

Muito bem, para compensar a semana passada:

Saudações, torcedores do San Antonio Spurs (#SóFaltaUma), Austin Toros e San Antonio Silver Stars! Um viva ao espaço democrático que é a caixa de comentários desse blog! É muito legal saber que San Antonio tem uma franquia de basquete capaz de conquistar torcedores e fãs em todas as suas modalidades.

Na sexta-feira (24), a temporada da WNBA finalmente teve início, justamente com o San Antonio Silver Stars, no AT&T Center, puxando a carruagem da competição neste ano. O duelo foi contra o Indiana Fever e o resultado não foi lá dos mais felizes: 79 a 64 para as visitantes. Esse placar aponta as principais dificuldades que o time terá de enfrentar enquanto estiver sem suas principais jogadoras, Becky Hammon (mais umas três semanas fora das quadras devido a uma lesão no dedo do meio da mão direita) e Sophia Young (uma lesão no ligamento cruzado anterior a deixa sem previsão de retorno – o mais otimista seria em agosto).

Desse modo, Dan Hughes precisa analisar suas cartas e montar a melhor sequência para colocar na mesa. E, para que isso dê certo, a melhor opção é adaptar o esquema de jogo do San Antonio Silver Stars para um estilo mais favorável aos arremessos de três pontos e longa distância. Com Becky Hammon e Sophia Young, o playbook da equipe texana está centrado em diversas penetrações que favorecem, principalmente, a movimentação dessas jogadoras.

O San Antonio Silver Stars precisa de um novo estilo de jogo durante o tempo em que suas principais jogadoras ficam fora de quadra devido a lesões

A partida de sexta-feira foi um bom exemplo de que esse é o melhor caminho a se seguir – apesar de ser muito perigoso, e mais embaixo explico o porquê.

O nome que deve assumir a posição de líder enquanto Hammon não volta é Danielle Robinson. A armadora ainda é nova, porém é a que mais tem as características necessárias para essa função. D-Rob, como é chamada, conhece bem as jogadoras do Silver Stars e tem uma postura de comando, talvez até mesmo por causa de sua posição em quadra (1). Dentre as melhores opções do elenco, é a mais completa: tem boa pontaria a média distância, é habilidosa, faz boas infiltrações e distribui as jogadas. Em relação à parte de pontuar, seus arremessos são eficientes e vão ajudar muito.

Agora, analisando por grupo, podemos colocar DeLisha Milton-Jones, Jia Perkins, Shameka Christon e Danielle Adams entre as arremessadoras de três pontos e Danielle Robinson e Shenise Johnson entre as de média distância. Vale ressaltar que Adams pode estar tanto entre aquelas mais eficazes na linha mais distante da cesta quanto ente as que fazem as jogadas a média distância e até mesmo no garrafão. Sim, a mais improvável é a que mais dá resultado.

Essa abertura de jogo, no entanto, causa problemas porque não há muitas opções para o time de San Antonio. Então, fica fácil de as outras equipes sacarem onde precisam neutralizar o ataque. O Indiana Fever entendeu isso e conseguiu anular o Stars, de modo a transformar um placar com um revés de dez pontos de diferença em uma vitória mais larga do que isso.

Um olhar mais profundo

Nessa temporada, em cada edição da coluna vou fazer uma breve sessão sobre coisas importantes que acontecem na WNBA. Como no Brasil as informações sobre a liga ainda são escassas – quanto mais as análises -, gostaria de apresentá-los um contexto do que está acontecendo. Afinal, é o espaço onde o San Antonio Silver Stars atua!

Então, hoje coloco aqui três observações que podem fazer a diferença em 2013:

1 – A regra de três segundos no garrafão passa a valer

Essa é uma novidade na WNBA e já criou problemas para as equipes. No próprio jogo da sexta-feira, contra o Indiana Fever, o Stars foi beneficiado com uma falta técnica logo nos primeiros segundos. Depois disso, não houve mais sinais de confusão quanto a essa regra. Sábado, no entanto, no Atlanta Dream x Tulsa Shock, diversas penalidades foram dadas pelos árbitros devido a essa irregularidade na defesa.

2 – Linha do arremesso de três pontos mais longe

Para este ano e os que estão por vir, a WNBA adotou a medida da FIBA para as linhas de três pontos das quadras, algo próximo dos sete metros da NBA.

3 – Replays em jogadas duvidosas

Assim como na NBA, quando uma jogada for mais difícil de ser analisada pelos árbitros, eles poderão utilizar o recurso do replay para conferir se sua decisão foi correta. Muito bom!

Espero que essas informações ajudem aqueles que não são tão familiarizados com a WNBA a acompanhar os jogos. Os do San Antonio Silver Stars só voltam no sábado (01 de junho), contra o Los Angeles Sparks. Será um duelo importante, com o elenco adversário intacto.

Para fechar essa semana, deixo aqui duas fotos que a Becky Hammon postou em seu Twitter com a mão engessada, um tanto quanto engraçadas!

De acordo com Becky Hammon, nessa foto ela está “andando como um egípcio”

…e nessa ela “chama isso de cobra”. This is Becky Hammon! (fotos publicadas pela jogadora em sua página no Twitter: @BeckyHammon)

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Publicado em 26/05/2013, em San Antonio Silver Stars, Vestiário Feminino e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. viniciusnordiesperanca

    Ótimo texto! Eu não assisti o jogo (por sinal, por onde eu posso assistir?), mas eu vi o recap e o boxscore. Aparentemente as meninas pecaram nos lance livre, e tiveram um aproveitamento de 40% de FG. Mas jogaram contra as atuais campeãs, o que dá pra dar um desconto rs

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