Arquivo diário: 25/05/2013

Spurs (2) @ Grizzlies (0) – Final do Oeste

San Antonio Spurs @ Memphis Grizzlies – Final da Conferência Oeste

Data: 25/05/2013

Horário: 22h00 (Horário de Brasília)

Local: FedEX Forum

Na TV: ESPN

Cotação no Apostas Online: Spurs 2,75 @ Grizzlies 1,46 (favorito)

O San Antonio Spurs fez a sua parte em casa na série contra o Memphis Grizzlies, válida pela final da Conferência Oeste, vencendo os dois jogos iniciais em seus domínios. Agora, para confirmar a boa fase contra o rival que eliminou o time alvinegro em 2011, a equipe texana cai na estrada, buscando vencer os donos da casa e abrir o irremediável 3 a 0.

Série nos playoffs (2-0)

19/05/2013 – Spurs 105 vs 83 Grizzlies

O Spurs surpreendeu massacrando o Grizzlies no primeiro jogo. Se no garrafão a missão de defender Marc Gasol e Zach Randolph era difícil, no perímetro a equipe de San Antonio deu show, conquistando uma vitória fácil.

21/05/2013 – Spurs 93 vs 89 Grizzlies

O Spurs caminhava para conseguir mais uma vitória tranquila dentro de casa, mas acabou vacilando no fim e deixou os visitantes empatarem. O jogo foi para a prorrogação, e, com a ajuda de Tim Duncan, os texanos venceram.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Tim Duncan

C – Tiago Splitter

Fique de Olho – O francês Tony Parker está fazendo uma série incrível. Se no primeiro jogo o armador fez 20 pontos, sendo o cestinha em quadra, no segundo jogo ele surpreendeu com incríveis 18 assistências, recorde em sua carreira.

PG – Mike Conley

SG – Tony Allen

SF – Tayshaun Prince

PF – Zach Randolph

C – Marc Gasol

Fique de Olho – Especialistas chegaram a afirmar que a derrota do Grizzlies no jogo 2 foi uma espécie de vitória moral. O grande motivo disso é que o ala-pivô Zach Randolph acordou para a série. Com um ótimo segundo tempo, Z-Bo fechou o jogo com 15 pontos e 18 rebotes.

Obrigado, Duncan!

Nossa geração de torcedores do San Antonio Spurs é privilegiada. Assim como os torcedores do Chicago Bulls que puderam acompanhar Michael Jordan jogando e os do Boston Celtics que vira Larry Bird em quadra, estamos presenciando a carreira do maior jogador da história da nossa franquia predileta, Tim Duncan. No auge de seus 37 anos de idade, o ala-pivô ainda consegue ser um fator de impacto dos dois lados da quadra e desequilibrar uma série difícil como a contra o Memphis Grizzlies, válida pela final da Conferência Oeste e que terá seu jogo 3 neste sábado (25), Por isso, só nos resta admirar e agradecer.

Nem o adversário consegue resistir (Reprodução/sportige.com/)

Nesta temporada, Duncan foi escolhido para integrar o time ideal da NBA. Foi escalado como pivô em um quinteto que contava ainda com Chris Paul, Kobe Bryant, LeBron James e Kevin Durant. Olhando esses nomes, é possível se ter uma noção do tamanho do feito. E a realização é ainda maior justamente por conta dos 37 anos de idade do ala-pivô, que o tornam o segundo jogador mais velho da história a integrar a seleção. Só Kareem Abdul-Jabbar, indicado aos 38, o supera. É mole?

O currículo de Duncan é de fazer inveja a qualquer um. São quatro títulos da NBA acompanhados de três MVPs das finais e dois da temporada regular. Além disso, o ídolo do Spurs participou 14 vezes do All-Star Game, sendo eleito o jogador mais valioso do evento em 2000. Na sua coleção de realizações, ainda está o troféu de novato do ano em 1998, a indicação para a seleção de novatos daquele mesmo ano, dez figurações no time ideal da liga e oito no quinteto defensivo ideal. É difícil pensar que um outro atleta da franquia texana conseguirá algum dia algo parecido. Mas não para por aí.

Ao longo da temporada 2010/2011, Duncan deu claros sinais de decadência, principalmente física. As médias do big man naquela temporada foram de 13,4 pontos e 8,9 rebotes, as mais baixas de sua carreira, em 28,4 minutos por exibição. A partir daí, o camisa #21 percebeu que era necessário melhorar. O astro, então, decidiu mudar sua alimentação para aliviar o peso no claramente avariado joelho esquerdo. Deu certo.

Em um passe de mágica, Duncan começou a melhorar fisicamente ao invés de piorar mesmo passando da barreira dos 35 anos de idade. Neste campeonato, suas médias saltaram para 17,8 pontos e 9,9 rebotes em 30,1 minutos por partida, seus melhores números desde então. Alguém aí notou mais alguma coincidência entre as temporadas 2010/2011 e 2012/2013?

No ano em que Duncan deu sinais de decadência física, o Spurs enfrentou o Grizzlies na primeira rodada dos playoffs. Com seu principal defensor de garrafão limitado em mobilidade, sem conseguir acompanhar alas-pivôs mais ágeis, a missão de limitar Zach Randolph ficou a cargo de Antonio McDyess, Matt Bonner e DeJuan Blair. Não preciso lembrar vocês do tamanho do estrago, certo? Ainda dói olhar os números de Z-Bo naquela série: 21,5 pontos e 9,2 rebotes em cerca de 37,2 minutos por exibição.

Dessa vez, Duncan, mais saudável, é quem tem ido para o mano a mano com Randolph. E o resultado fica evidente: o ala-pivô do Grizzlies, que abusou de jogadores mais pesados como Serge Ibaka e Kendrick Perkins na série contra o Oklahoma City Thunder, tem tido dificuldade para produzir contra The Big Fundamental e apresentado médias de apenas 8,5 pontos em 37 minutos por partida.

Claro que o trabalho coletivo da defesa do Spurs e a maturidade de Tiago Splitter, hoje pronto para defender um pivô do calibre de Marc Gasol, ajudam. Mas o impacto de Duncan é inegável. Tanto que, no jogo 2, que terminou em vitória da equipe texana por 93 a 89, Z-Bo só deslanchou quando o ídolo do Spurs teve problemas com faltas – um risco que a equipe texana corre nessa série ao executar este plano.

Duncan é um ídolo, um mito, talvez o maior que o Spurs produzirá em toda a sua história. Nós, torcedores do time texano, temos de nos sentir orgulhosos por testemunhá-lo – principalmente nós, brasileiros, que vivemos na época em que a NBA tem a sua maior exposição no país. Para nós, resta agradecer e admirar. Quem sabe não sobra um espaço para comemorar?