Arquivo diário: 19/05/2013

A WNBA em 2013

Saudações, torcedores do San Antonio Spurs!

Chegou a época do ano aqui no Spurs Brasil em que as garotas começam a entrar em quadra. Pela terceira temporada consecutiva da WNBA, terei o prazer de conversar com vocês sobre o San Antonio Silver Stars e suas ações em 2013. Mas enquanto a bola não é colocada em jogo, escreverei, hoje, sobre alguns pontos importantes da liga feminina que merecem ser observados, a fim de contextualiza-los sobre essa nova era da competição.

1 – Acordo com ESPN, mudança de logo e novos uniformes

Há pouco mais de um mês, a WNBA anunciou a extensão do seu contrato de transmissão com a ESPN para até 2022. Dentro dessa parceria, a quantidade de jogos televisionados também aumentou, de 28 para 30 partidas por temporada, a partir de 2013. Ou seja: a competição terá uma maior visibilidade, mesmo que ainda não muito grande, e mostra que merece algum esforço do canal – sem contar que a exposição internacional também cresce.

Palavra desta que vos escreve: ponto para Laurel Ritchie, nova presidente da WNBA, que encontrou, na chegada de três grandes nomes do basquete universitário (próximo tópico) ao profissional, uma oportunidade de arrecadar investimentos para a liga.

No mesmo dia, a WNBA também apresentou sua nova identidade visual, representada pela mudança de logo. A visível semelhança com o logo da NBA foi completamente abandonada. As cores azul e vermelho não aparecem mais, e foram substituídas por um completo laranja, ainda com a silhueta de uma jogadora no meio, mas em uma situação bem diferente daquela do símbolo anterior. O “WNBA” superior também recebeu uma nova fonte. Dessa nova silhueta, o marketing da liga lançou a campanha “#iamlogowoman”, na qual, por meio de redes sociais, os internautas tentam descobrir quem é a jogadora que inspirou o logo (até agora, isso não foi respondido, apesar de diversas especulações).

Para terminar as revelações desse que foi anunciado como o “major announcement of all times” (“o maior anúncio de todos os tempos”, em português), Laurel Ritchie também afirmou que a Adidas assumiu o compromisso de fazer novos uniformes para as equipes da WNBA. Essa ação será válida somente a partir de 2014, mas vale a pena a espera. Seria legal se voltassem a dar aos times uma identidade particular, ao invés de manterem os mesmos padrões, como acontece hoje (os uniformes são padronizados, com diferença só nas cores).

2 – Three to see, as novatas que prometem trazer uma nova vida à WNBA

Elena Delle Donne, Brittney Griner e Sylar Diggins

Brittney Griner, Elena Delle Donne e Skylar Diggins. Esses nomes são conhecidos há algum tempo, mas só chegaram à liga profissional neste ano.

A primeira causa frisson entre os entusiastas do basquete desde o ensino médio devido à sua incrível habilidade de enterrar. Não qualquer enterrada com um pulo mais alto e uma das mãos alcançando o aro (como já aconteceu com Lisa Leslie, Candace Parker e Liz Cambage – e até mesmo a baixinha Deanna Nolan), mas um impulso incrível a ponto de se pendurar no aro com as duas mãos, ficar por lá com os joelhos flexionados e depois saltar para o chão com a maior empolgação do mundo. O resultado de sua fama foi ser a primeira escolha do Draft, por um Phoenix Mercury que se arrastou no ano passado sem as suas principais jogadoras e experimentou a ausência dos playoffs.

Elena Delle Donne foi polêmica. Escolhida para o programa da Universidade de Connecticut (quem acompanha sabe que isso não é pouca coisa), decidiu voltar para sua cidade, no estado de Delaware, antes mesmo de sua temporada como rookie (novata) na NCAA começar. O motivo? A família. A jovem gigante não conseguiu ficar longe por muito tempo, principalmente de sua irmã, Lizzie, que nasceu com diversas síndromes (alguns acreditam que isso pode ter sido consequência da participação de seu pai na Guerra do Vietnã e das armas químicas usadas pelos norte-americanos por lá). No retorno à sua terra natal, Elena começou a jogar vôlei, mas acabou entrando na equipe de basquete da Universidade de Delaware, que, bem diferente da “UConn”, não tem tradição alguma na competição universitária. Seu talento, no entanto, levou as Blue Hens às primeiras aparições nas fases nacionais da NCAA (qualquer semelhança com a heroína do San Antonio Silver Stars, Becky Hammon, é mera coincidência). A coroação da pivô com habilidades de armadora foi no Draft, sendo a segunda escolha no geral, pelo Chicago Sky (apesar de todos os esforços, o time nunca foi aos playoffs da WNBA).

Skylar Diggins é sinônimo de beleza e popularidade – ela é a atleta universitária que mais tem seguidores no Twitter. Porém, por trás do rostinho bonito (o blogueiro Lucas Pastore, que vocês conhecem, que o diga) está a armadora que liderou a tradicional Universidade de Notre Dame durante quatro anos em excepcionais campanhas na NCAA. Escolhida em terceiro lugar pelo Tulsa Shock, Diggins tem em mãos o desafio de dar alguma vida a essa equipe que até agora é o coringa da WNBA.

3 – New York Liberty, ou Detroit Shock remake

Bill Laimbeer, aquele da época dos bad boys do Detroit Pistons, voltou à WNBA nessa temporada. À frente do New Liberty, o head coach já mexeu os pauzinhos e deixou a formação da equipe um tanto quanto familiar: Kara Braxton, Cheryl Ford, Plenette Pierson e Katie Smith já estiveram sob o comando do técnico da equipe que foi tricampeã da liga. Para completar a semelhança com o elenco da antiga franquia, Taj McWilliams-Franklin estreia como assistente. Junto a todos esses nomes, encontram-se Cappie Pondexter, Leilani Mitchell (jamais esquecer do crossover da Becky Hammon que a deixou sentada no Madison Square Garden) em quadra, e Teresa Weatherspoon também como assistente.

Ou seja, o New York Liberty, apesar de estar com jogadoras mais velhas, é um forte concorrente ao título da Conferência Leste. Vai dar trabalho, e, no mínimo, vai ser muito interessante de se assistir.

4 – Agora, o San Antonio Silver Stars

Nova quadra, adaptada à nova identidade visual da WNBA

Nesta temporada, o San Antonio Silver Stars vai ter de encarar a terrível realidade de que é um dos times que corre por fora. Phoenix Mercury, Minnesota Lynx, Los Angeles Sparks e, pasmem, Tulsa Shock estão com seus elencos completos ou renovados e são os mais fortes concorrentes às quatro vagas dos playoffs da Conferência Oeste. O Seattle Storm é considerado caso perdido, principalmente porque Lauren Jackson e Sue Bird não vão jogar.

O Stars ainda se encontra em fase de selecionar as jogadoras para a lista final, mas a base da equipe texana, acreditem, será a mesma:

Danielle Adams
Jayne Appel (pois é…)
Shameka Christon
Becky Hammon
Shenise Johnson
Delisha Milton-Jones
Ziomara Morrison
Jia Perkins
Danielle Robinson
Sophia Young

Das novatas, três ainda serão escolhidas, e eu acredito que serão Kayla Anderson, Davellyn Whyte e Julie Wojta (analisando a tabela do jogo contra o Indiana Fever na pré-temporada). A má notícia é que Sophia Young está machucada. A lesão aconteceu enquanto a ala jogava na China. Apesar de já ter feito cirurgia e até ter batido bola com o time durante os training camps, ainda não há uma data para o seu retorno às quadras.

O primeiro jogo do San Antonio Silver Stars será na próxima sexta-feira, dia 24 de maio, contra o atual campeão Indiana Fever. No Brasil, será às 21h e pode ser acompanhado através do Live Access. Neste ano, a equipe texana terá o privilégio de abrir a temporada.

Não sei quanto a vocês, mas eu não via a hora de a WNBA voltar!

Até a semana que vem!

Spurs (1) vs Grizzlies (0) – Para incendiar a torcida

105×83

O Memphis Grizzlies está entalado na garganta do San Antonio Spurs desde 2011, quando eliminou o alvinegro na primeira rodada dos playoffs. Porém, neste domingo (19), o time texano deu mostras de que a desforra pode vir neste ano. Jogando em casa no primeiro jogo da final da Conferência Oeste, a equipe não deu chances para o adversário e massacrou, vencendo por mais de 20 pontos de diferença. Confira, a seguir, como foi a partida.

Spurs levou a melhor neste domingo (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Vantagem “inédita”

Em 2011, quando foi eliminado pelo Grizzlies, o Spurs, que também tinha o mando de quadra naquele confronto, foi derrotado pelo adversário no jogo 1 por 101 a 98 e passou o resto da série sob pressão. Dessa vez, não poderíamos esperar um começo melhor. Logo no primeiro período, o Spurs conseguiu abrir incríveis 17 pontos de vantagem sobre o adversário. No segundo, a diferença chegou aos 20. Os visitantes só chegaram a ameaçar na terceira parcial, quando Quincy Pondexter acertou seguidos arremessos de três, mas, após tempo pedido pelo técnico Gregg Popovich, a equipe da casa voltou aos trilhos e não perdeu mais a dianteira.

Parker deu show (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Defesa no garrafão…

É impossível pedir que o Spurs marque melhor o ponto forte do Grizzlies: a dupla de garrafão. Zach Randolph converteu somente um dos oito arremessos de quadra que tentou, deixando a quadra com apenas dois pontos, além de sete rebotes. Marc Gasol foi um pouco melhor, com 15 pontos, sete rebotes e dois tocos, mas o pivô espanhol precisou tentar 16 arremessos – e acertar sete deles – para conseguir chegar à marca. E o principal reserva do time, Darrell Arthur, também marcou somente dois pontos (1-2 FG).

Apesar da defesa impecável do Spurs, é bom manter a atenção em alta para as próximas partidas. Primeiro porque é difícil pensar que será possível segurar Z-Bo a uma pontuação tão baixa novamente. Além disso, mesmo com o saldo extremamente positivo, o time texano perdeu a batalha pelos rebotes, pegando 33, dois a menos que o adversário. Se ater uma boa vitória como essa e relaxar pode ser fatal diante de um rival tão perigoso.

… ataque no perímetro!

Com a energia que gastaram na defesa, os pivôs do Spurs tiveram dificuldade para impor um jogo físico no ataque. Tim Duncan deixou a quadra com apenas seis pontos (3-9 FG), além de dez rebotes, quatro assistências e dois tocos. Tiago Splitter anotou um ponto (0-1 FG, 1-2 FT) e duas assistências. E Boris Diaw conseguiu dois pontos (0-2 FG, 2-2 FT) e duas assistências.

Com isso, a maioria dos pontos do Spurs veio do perímetro. Tony Parker foi o destaque com uma verdadeira clínica: foram 20 pontos com apenas 14 arremessos de quadra (9-14 FG, 2-2 FT), somados a nove assistências. Além dele, também chegaram aos dígitos duplos Kawhi Leonard, com 18 pontos; Danny Green, com 16; Gary Neal, com 11; e Matt Bonner, com 12 – que, apesar de ser um ala-pivô, produziu seus pontos em quatro arremessos de três. E, por falar nos tiros do perímetro, a equipe da casa fez 14 no jogo, estabelecendo assim um novo recorde da história da franquia nos playoffs.

Descanso bem-vindo

Em uma série tão física quanto essa, nada melhor do que poder poupar um pouco seus titulares. Graças à facilidade da partida, Pop pôde sacar seus principais jogadores já na metade do último período. Quem mais ficou em quadra foi Tony Parker, com pouco menos de 33 minutos. Além dele, os mais acionados foram Kawhi Leonard, com pouco menos de 30, e Tim Duncan, com cerca de 27,5. Manu Ginobili atuou por 21 minutos e deixou a quadra com oito pontos, cinco assistências e três rebotes.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 20 pontos, 9 assistências e 2 roubadas de bola

Kawhi Leonard – 18 pontos e 2 roubadas de bola

Danny Green – 16 pontos, 4 rebotes e 3 assistências

Matt Bonner – 12 pontos

Gary Neal – 11 pontos

Memphis Grizzlies

Quincy Pondexter – 17 pontos

Marc Gasol – 15 pontos, 7 rebotes e 2 tocos

Mike Conley – 14 pontos, 8 assistências e 4 rebotes

Ginobili não vai atuar pela Argentina em 2013

De acordo com reportagem do site americano Project Spurs, Manu Ginobili não vai mesmo atuar pela seleção da Argentina em 2013. O treinador da equipe nacional, Julio Lamas, confirmou que não conta com o ala-armador do San Antonio Spurs para a disputa da Copa América, que acontecerá no meio deste ano.

Manu em ação nas Olimpíadas; astro não jogará pela Argentina em 2013 (Getty Images)

Segundo o jornal argentino El Patagónico, Lamas afirmou que, além de Ginobili, Andrés Nocioni, ala do Caja Laboral, da Espanha, que chegou a despertar o interesse do Spurs nessa temporada, e o ala-pivô Leo Gutiérrez, do Peñarol, da Argentina, também serão desfalques.

No começo de janeiro, Lamas já havia afirmado que Manu estava fora dos planos para 2013.

A Copa América será disputada entre 30 de agosto e 11 de setembro deste ano, em Caracas, na Venezuela, e dará quatro vagas para o Mundial de 2014 – vale lembrar que os Estados Unidos, atuais campeões olímpicos, não precisarão disputar a competição. De acordo com Rubén Magnano, técnico da seleção brasileira, Tiago Splitter, pivô do Spurs, deverá estar à disposição da equipe nacional para o campeonato.

Spurs (0) vs Grizzlies (0) – Final do Oeste

San Antonio Spurs vs Memphis Grizzlies – Final da Conferência Oeste

Data: 19/05/2013

Horário: 16h30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Na TV: ESPN

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,50 (favorito) vs Grizzlies 2,61

Os playoffs estão ficando cada vez mais difíceis para o San Antonio Spurs. Depois de varrer o Los Angeles Lakers na primeira fase, a franquia texana chegou a ter o mando de quadra roubado pelo Golden State Warriors, mas reagiu bem com dois triunfos na casa do adversário e venceu a série por 4 a 2. O adversário de agora é o perigoso Memphis Grizzlies, algoz da franquia texana na pós-temporada de 2011 e que acaba de eliminar o Oklahoma City Thunder. Vale lembrar, aqui, uma curiosidade: desde que foi para os playoffs pela primeira vez, o time de Kevin Durant só perdeu para os campeões: caiu diante do Los Angeles Lakers em 2010, do Dallas Mavericks em 2011 e do Miami Heat em 2012. Chegou a hora de colocar fim à escrita!

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Tim Duncan/Boris Diaw

C – Tiago Splitter

Fique de Olho – Boris Diaw e Aron Baynes são os dois jogadores de garrafão que não faziam parte do elenco do Spurs na traumática derrota do Spurs para o Grizzlies em 2011, quando os rebotes foram uma questão fundamental. Como o australiano não deve ter tempo de quadra, o francês aparece como esperança de melhora. Até aqui, o ala-pivô tem médias de quatro pontos, três rebotes e duas assistências em 17,8 minutos por jogo nos playoffs.

PG – Mike Conley

SG – Tony Allen

SF – Tayshaun Prince

PF – Zach Randolph

C – Marc Gasol

Fique de Olho – Zach Randolph foi o principal nome do Grizzlies que eliminou o Spurs em 2011, com médias de 21,5 pontos e 9,2 rebotes em cerca de 37,2 minutos por exibição naquela série. Até aqui, nos playoffs, o ala-pivô apresenta, em média, 19,7 pontos e 9,3 rebotes em 36,4 minutos por partida. Será possível contê-lo dessa vez?