Spurs (4) @ (2) Warriors – Hora da vingança!

94×82

O San Antonio Spurs viajou até Oakland, nesta quinta-feira (16), buscando um triunfo para fechar a série contra o Golden State Warriors. E venceu, muito graças a uma sufocante defesa imposta do início ao fim, pelo placar de 94 a 82. Com o resultado, os texanos fizeram 4 a 2 no placar do confronto e agora pegam o Memphis Grizzlies pela Final da Conferência Oeste. O primeiro confronto é já neste domingo.

Não foi desta vez, Curry (NBA/Getty Images)

Como nos velhos tempos

Assistir ao jogo 6 desta série foi como voltar no tempo. Famoso no início dos anos 2000 por sua poderosa defesa, o Spurs acabou abdicando um pouco desta característica nas últimas temporadas, mas nesta quinta-feira atuou como se ainda estivéssemos em 2003 ou 2005. Os texanos seguraram o Warriors a apenas 82 pontos, disparado a produção mais baixa da equipe de Oakland em toda a série.

Para ter uma ideia do tamanho do feito, a marca obtida pelo Warriors nesta partida é 22,5 pontos menor que a média dos californianos nos playoffs, que é de 104,5 por partida (melhor ataque de todo o mata-mata). O aproveitamento nos arremessos, que na pós-temporada foi de 46,9%, nesta partida ficou em somente 38,8%.

Carrapatos

Boa parte dos méritos passam pelas mãos de Danny Green e Kawhi Leonard. É elogiável o trabalho que os dois passaram a fazer sobre Stephen Curry e Klay Thompson depois da dupla ter causado sérios problemas nos jogos 1 e 2 da série.

Curry até conseguiu seus pontos: foram 22 na partida – boa parte deles quando acabou marcado por Parker -, mas o aproveitamento geral foi de apenas 10-25. Os tiros de três pontos, que são sua principal arma, foram o tempo todo abafados – inclusive com dobras na marcação -, e o armador acertou apenas duas em oito tentativas. Já Thompson somou dez pontos, com um baixo aproveitamento de 4-12 nos arremessos (2-4 de três pontos).

Duncan voltou a incomodar no garrafão (NBA/Getty Images)

“Big One”

O Spurs costuma apoiar seu trabalho em quadra em seu trio de estrelas, formado por Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili, o chamado “Big Three“. Desta vez, no entanto, só o ala-pivô brilhou, enquanto os dois companheiros tiveram atuações bem abaixo da média.

Enquanto Duncan registrou 19 pontos e seis rebotes, sendo o cestinha texano na partida, Parker sofreu para converter suas infiltrações e arremessos de média distância. Nestes tipos de jogada, o francês conseguiu apenas um acerto em 13 tentativas. Surpreendentemente, o francês se saiu melhor longe da cesta, convertendo dois de três arremessos de três pontos (ambos no final do quarto período em momentos chaves). Já a Manu, que teve aproveitamento de 1-6 e somou apenas cinco pontos, restou o papel de organizador: o argentino deixou a quadra com 11 assistências.

Diante de uma forte defesa e um garrafão poderoso como o do Grizzlies, Parker e Manu terão de pontuar com maior consistência para aliviar a carga de Duncan.

Xô, zica!

Dois anos se passaram desde que o Spurs, então dono da melhor campanha do Oeste na temporada 2010/2011, sofreu uma das derrotas mais dolorosas de sua história. Os texanos eram amplos favoritos na primeira rodada diante do oitavo colocado, o Memphis Grizzlies, mas foram surpreendidos e voltaram mais cedo para casa com um 4 a 2 na bagagem.

O tempo passou, mas a ferida aberta por Zach Randolph e companhia ainda sangra. Chegou a hora de espantar de vez a “zica” e buscar a vingança, agora na final do Oeste. O Jogo 1 já tem data marcada: é neste domingo, às 16h30, no AT&T Center.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 19 pontos, 6 rebotes e 3 tocos

Kawhi Leonard – 16 pontos e 10 rebotes

Tiago Splitter – 14 pontos e 4 rebotes

Tony Parker – 13 pontos e 8 assistências

Golden State Warriors

Stephen Curry – 22 pontos e 6 assistências

Jarrett Jack – 15 pontos

Carl Landry – 11 pontos e 6 rebotes

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Sobre Victor Moraes

Formado em Jornalismo no ano de 2012 pela Universidade Metodista de São Paulo. Fanático por esportes, sobretudo o basquete, passou pela redação do Diário Lance!, trabalhou na Liga Nacional de Basquete e no extinto Basketeria. Se orgulha de fazer parte da equipe do Spurs Brasil desde a criação em 2007.

Publicado em 17/05/2013, em Resumo de Jogos. Adicione o link aos favoritos. 13 Comentários.

  1. e dá-lhe Boteco domingão!!!

    (e que saudade de ver aquele jogo feio do Sprs do início dos anos 2000 kkkkkkkkkk)

    GO SPURS GO!!!!

  2. Parker fez o possivel e o impossivel pra dar a derrota ontem, pior partida que já vi uma “estrela” fazer.

    • Overreactions… again.

      Parker foi mal? Foi. Conhecemos ele e sabemos que pode render bem mais. Mas não foi mal assim como estão pintando. Vejam de novo o jogo e reparem que ele era dobrado em toda santa infiltração que tentava. Aí o Pop percebeu, colocou o Tiago pra espaçar o pick com ele, e voilá! Melhor partida do Splitter em playoffs até aqui.
      Além disso, Parker foi muito clutch quando realmente precisou. Nos dois minutos finais, diferença em 4 ou 5 pontos, ele meteu duas bolas de três pontos e não perdeu nenhum lance livre. Fez 10 pontos no último quarto e jogou a última pá de terra no Warriors. De repente você olha pras estatísticas dele e ele beirou um double-double e saiu com eficiência positiva, +4.

      Claro que precisamos que ele erre menos (bem menos) contra o Grizzlies, mas dizer que ele foi tão mal assim é exagero.

  3. Gustavo Alves

    Espero estar completamente enganado, mas sinceramente, me pareceu bem uma “pirracinha” dele. Não foi questão de jogar mal, mas ele tava errando bandeijas improváveis. Me pareceu ser meio por querer!

  4. Felipe Ladislau

    Parker teve um jogo ruim ontem só isso galera. Falar que ele estava errando por querer é uma imensa bobagem…. e os arremessos de 3 pontos que nos salvou no fim do jogo? Agora sobre o jogo, Danny Green e Kawhi Leonard estão crescendo na hora certa uma vitória nessa série contra o Grizzlies dependerá da atuação desses jogadores… monstros na defesa e desafogando o nosso ataque.

    • Exatamente! Acrescente Tiago Splitter aí também e é exatamente o que eu penso.

      • Eu também tive vontade de matar o Parker quando ficou 77-75, pensando em todos os arremessos em que ele tinha errado, do mesmo modo que tive vontade de matar o Manu no jogo 1, quando ele errou aquela bola de 3 na 2ª OT e quase custou a vitória. Não importa se eles estavam errando, porque o time estava sendo consistente ontem, jogamos o tempo todo à frente do placar, e os numeros de assistências dos dois ontem mostra isso. Basquete não é jogo de um homem só. Nestes dois jogos mencionados, os dois mostraram que tem estrela e converteram quando o time mais precisou, e é isso que importa. Que venha o Tennessee!

  5. Enquanto isso, olha a cara do T-Mac de alegria:

    • É a felicidade de estar indo pras finais de conferência pela primeira vez na vida. Ach oque ele pensa “por quê eu fui perder tanto tempo no Rockets?”

  6. E a atuação do Splitter? Ta evoluindo mais.

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