Arquivo diário: 13/04/2013

Que tal Ginobili como titular?

Em 2010, o San Antonio Spurs chegou aos playoffs com incidentes semelhantes aos que vêm acontecendo nas últimas semanas. Tony Parker e George Hill, que formaram a dupla de armação titular da equipe texana em boa parte daquela temporada, sofreram lesões na reta final e chegaram baleados ao mata-mata. Para piorar, o adversário seria o Dallas Mavericks, tradicional rival local. Ciente da situação, o técnico Gregg Popovich encontrou uma solução interessante: tirou Manu Ginobili da função de sexto homem e o colocou no quinteto inicial. E acho que a ideia pode ser repetida neste ano.

Manu desde o começo? Porque não? (NBAE/Getty Images)

Por hora, Ginobili está afastado das quadras por conta de uma lesão muscular na coxa direita. Mas o argentino prometeu se esforçar para estar inteiro nos playoffs. E, em termos de importância e de minutos jogados, é natural que o argentino seja o jogador mais acionado na posição 2 – na pós-temporada do ano passado, o camisa #20 teve média de 27,9 minutos por partida, contra 20,6 de Danny Green, que saía jogando como titular. Colocar Manu no quinteto inicial seria apenas uma formalidade, e um ajuste que poderia ajudar muito a rotação do Spurs após a dispensa de Stephen Jackson.

Eu explico: considerando Green titular ao lado de Tony Parker e Kawhi Leonard, os reservas de perímetro do Spurs são Patty Mills, Cory Joseph, Gary Neal, Nando de Colo e ele, Manu Ginobili. Listados em ordem de tamanho: dos seis disponíveis, o argentino é o mais alto, com 1,98 m. Ou seja: esta segunda unidade teria problema em defender formações que utilizem jogadores grandes na posição 3.

O problema aumenta quando vemos que todos os potenciais adversários do Spurs na primeira rodada dos playoffs usam alas altos em sua segunda unidade: o Golden State Warriors tem Richard Jefferson e Draymond Green; o Houston Rockets possui James Anderson, Carlos Delfino e Francisco Garcia; o Los Angeles Lakers frequentemente coloca Antawn Jamison ou Earl Clark na posição 3; e, por fim, o Utah Jazz tem acionado bastante DeMarre Carroll e Marvin Williams. Todos com vantagem de tamanho sobre Manu, problema que seria solucionado com a presença de Green, jogador que, se não muito maior, compensa com mais atleticismo e força física.

Green viraria o especialista em defesa e em arremessos de longa distância da segunda unidade, função que ficou vaga com a saída do Capitão. O camisa #4 seria o reserva imediato de Leonard, mas também poderia ganhar minutos no descanso de Manu. O tempo de quadra restante nas posições 1 e 2 seria disputado por Neal, Joseph, De Colo e Mills – ordenado por minha preferência pessoal.

No entanto, até Manu voltar, o Spurs terá de se virar. E Pop já fez os primeiros ajustes para isso. Na quarta-feira (10), na derrota para o Denver Nuggets, antes da dispensa de Jackson e da cirurgia de Boris Diaw, o técnico usou como titulares De Colo, Green, Leonard, Duncan e Splitter – Parker, na reta final de sua recuperação, não jogou. No entanto, quando teve de acionar a segunda unidade, composta por Joseph, Mills, Neal, Matt Bonner e DeJuan Blair, o treinador viu seu time ser atropelado e perder qualquer chance de vitória.

Agora, ciente de que não contará mais com o ala dispensado e que não terá o ala-pivô francês por um bom tempo, Pop fez ajustes inteligentes na rotação e, com sucesso, viu o Spurs vencer o Sacramento Kings. Duncan e Splitter foram titulares, mais ficaram pouco tempo juntos, o que evitou que Bonner e Blair atuassem ao mesmo tempo. O Red Mamba jogou quase sempre ao lado do brasileiro, enquanto o camisa #45, que enfrenta processo por dívida com uma joalheria, fez dupla com The Big Fundamental. O mesmo aconteceu nas alas: Neal foi o único reserva acionado, e o time texano tinha sempre Green ou Leonard em quadra.

Tudo isso enquanto Pop espera o retorno de Manu. Mas será para o time titular ou para a segunda unidade? Em 2010, a estratégia funcionou na primeira rodada, quando o Spurs venceu o Mavericks por 4 a 2. No entanto, na sequência, o alvinegro texano foi varrido pelo Phoenix Suns. Será que teremos sorte melhor neste ano?

Pop despista sobre dispensa de Jackson

Na noite de sexta-feira (12), o San Antonio Spurs surpreendeu a todos que acompanham a NBA ao anunciar a dispensa de Stephen Jackson. Por isso, antes da vitória da equipe texana sobre o Sacramento Kings, o tema dominou a coletiva concedida por Gregg Popovich. No entanto, o treinador despistou e não deixou claro o motivo do desligamento do ala.

Acabou a parceria (Reprodução/sports-kings.com)

“Estamos nos preparando para os playoffs, preparando nosso time, e pensamos que tomar essa decisão com Jack era o melhor para o grupo”, disse Pop, de acordo com reportagem da Fox Sports Southwest.

“Foi uma decisão difícil, porque, pelo lado pessoal, eu o conhecia há bastante tempo. Eu gosto muito dele, mas você tem de tomar decisões duras às vezes. Pensamos que isso era o melhor para o grupo”, completou o técnico, campeão da NBA em 2003 com o Capitão pelo Spurs.

Ala-armador titular do Spurs, Danny Green também foi perguntado a respeito da dispensa de Jackson e afirmou que, assim como todos nós, também foi pego de surpresa.

“Fiquei tão chocado quanto qualquer outro quando soube da notícia. Não sei dos detalhes, não sei nada a respeito. Só ouvi a notícia. Fiquei chocado”, declarou o camisa #4.

A decisão foi tomada restando pouco mais de uma semana para os playoffs, que começam no dia 20. Mesmo assim, Pop acredita que o incidente não irá prejudicar a equipe.

“Acho que vai ficar tudo bem com o time”, opinou.

Spurs (58-21) vs Kings (28-51) – De volta às vitórias

108×101

Com um esforço maior no último quarto, o San Antonio Spurs superou o Sacramento Kings por 108 a 101, nesta sexta-feira (12), no AT&T Center. Após uma semana de cão, que contou com uma derrota para o Denver Nuggets, uma cirurgia no Boris Diaw e a dispensa de Jackson, a equipe texana voltou a vencer.

Para começar uma nova semana, já no domingo, o Spurs volta a jogar. O adversário será um conhecido o rival: o Los Angeles Lakers. O Kings, por sua vez, terá pela frente o Houston Rockets, no mesmo dia.

Duncan foi um dos melhores jogadores em quadra (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Dúvida?

O armador francês Tony Parker era dúvida para a partida contra o Kings. O camisa #9 queria jogar e o treinador Gregg Popovich acabou cedendo. Em pouco mais de 34 minutos de ação, Parker conseguiu ser o cestinha do Spurs, com 22 pontos.

Diaw fora

Com a operação do ala-pivô Boris Diaw, que retirou um cisto sinovial na coluna lombar, outros jogadores da posição terão pelo menos três semanas para mostrar serviço e conquistar a reserva direta nos playoffs. DeJuan Blair e Matt Bonner são os maiores beneficiados em tempo de quadra nesta situação. O primeiro foi responsável por apenas seis pontos nos 14 minutos que passou em quadra. Já o Red Rocket soube aproveitar, pelo menos ofensivamente, sua oportunidade. Com três bolas de três e 11 pontos no total, o ala-pivô mostrou que ainda possui a mão calibradíssima do perímetro.

Toco! (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Acorda, defesa!

O primeiro quarto do jogo pode até ter sido tranquilo, mas os todos os outros não foram. O Spurs cedeu incríveis 37 pontos no segundo período. O prejuízo só não foi maior porque o time fez a mesma pontuação no ataque. Na terceira parcial, a cena se repetiu: muitos pontos sofridos e muito pontos feitos. Resultado: 24 a 24. Os 12 minutos finais foram ainda piores. O Spurs chegou a perder, sofrendo 27 pontos e anotando apenas 24. Por outro lado, no primeiro no quarto, o Kings só fez 13 pontos.

Alas

O San Antonio Spurs dispensou o ala Stephen Jackson. Agora, o time possui apenas um jogador para a posição: o jovem Kawhi Leonard. O camisa #2, no entanto, não parece ter sentido muito a falta do Capitão. Em 32 minutos de atuação, o segundanista foi responsável por anotar 15 pontos e sete rebotes.

Para que o ala não fique sobrecarregado no jogo, Pop deslocou os seus alas-armadores para a posição. Gary Neal, Danny Green e até Nando De Colo devem ser vistos atuado como ala. Não será a primeira vez que o técnico fará esse tipo de improvisação.

Garrafão

DeMarcus Cousins chegou ao duplo-duplo, com 19 pontos e 12 rebotes, mas não foi o único pivô a jogar bem. O garrafão dos donos da casa também teve uma boa noite em quadra. O jovem problemático levou dois tocos e foi bem marcado por Tiago Splitter e Tim Duncan. Juntos, os dois pivôs do Spurs foram responsáveis por 30 pontos, sete tocos e 18 rebotes. Tiago fez um bom jogo e conseguiu mais um duplo-duplo, anotando 12 pontos e 12 rebotes. Além disso, o brasileiro deu três tocos e distribuiu seis assistências.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 22 pontos e 10 assistências

Tim Duncan – 18 pontos, 6 rebotes, 5 tocos e 2 roubadas de bola

Kawhi Leonard – 15 pontos, 7 rebotes e 2 tocos

Tiago Splitter – 12 pontos, 12 rebotes, 6 assistências, 3 tocos e 2 roubadas de bola

Danny Green – 12 pontos, 5 rebotes e 3 assistências

Matt Bonner- 11 pontos

Gary Neal – 10 pontos e 3 assistências

Sacramento Kings

DeMarcus Cousins – 19 pontos, 12 rebotes e 2 tocos

Jason Thompson – 18 pontos, 6 rebotes e 2 tocos

Toney Douglas – 15 pontos, 7 assistências, 4 roubadas de bola e 2 rebotes

Jimmer Fredette – 14 pontos

Marcus Thornton – 12 pontos