O Spurs nas prorrogações

Com Tim Duncan, aos 36 anos de idade, e Manu Ginobili, aos 35, figurando na lista dos principais jogadores do time, é natural que o San Antonio Spurs sinta mais a parte física da desgastante temporada de 82 jogos do que as equipes com elencos mais jovens. Um dos reflexos disso pode ser um desempenho abaixo da crítica em partidas decididas no tempo extra. Porém, na noite de sexta-feira (22), na vitória sobre o Utah Jazz, a franquia texana chegou a uma marca importante: ter mais vitórias do que derrotas em prorrogações.

Splitter e Green: importantes em jogos desgastantes (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Na temporada, o Spurs disputou sete jogos com tempos extras. O time começou bem, vencendo Toronto Raptors (25/11/2012) – em jogo com duas prorrogações -, Memphis Grizzlies (01/12/2012) e Houston Rockets (10/12/2012). Depois, vieram três derrotas seguidas e preocupantes, diante de Memphis Grizzlies (11/01/2013), Golden State Warriors (22/02/2013) e Phoenix Suns (27/02/2013). Agora, com o triunfo sobre o Jazz, o recorde da equipe texana voltou a ficar positivo.

A idade, principalmente de Duncan e Manu, pesa em jogos que vão além dos 48 minutos, principalmente porque os dois astros costumam ficar em quadra durante toda a prorrogação. Por isso, é importante que o Spurs tenha todo o elenco à disposição, com todos saudáveis, para poder rodar bastante durante o tempo regulamentar. Agora, com o retorno de Tony Parker, que perdeu oito jogos por conta de uma lesão no tornozelo esquerdo, a equipe tem mais chances de vencer partidas prolongadas.

Mas, mais importante do que isso, o Spurs precisa do apoio dos coadjuvantes nas partidas com maior duração. E isso passa, principalmente, por Danny Green, Kawhi Leonard e Tiago Splitter, trinca que foi apelidada por blogueiros americanos que cobrem a franquia texana de Little Three, trocadilho em relação ao Big Three. Em duas das quatro vitórias do time texano em prorrogações na temporada, dois destes jogadores pontuaram em dígitos duplos.

Leonard (30,6 minutos por jogo), Green (27,5) e Splitter (24,6) são os coadjuvantes do Spurs que mais recebem tempo de quadra – alguns mais até do que Duncan (29,9) e Ginobili (23,6), que seguem sendo preservados por Gregg Popovich para os playoffs. E os números mostram que a participação dos três não poderia ser melhor.

Nesta temporada, o Little Three, quando esteve em quadra, fez o Spurs marcar 248 pontos a mais do que seus adversários. É a segunda melhor marca entre todas as combinações de três jogadores possíveis dentro do elenco da franquia texana – perde apenas para Parker – Green – Duncan, com 270.

A participação dos três principais coadjuvantes do Spurs é útil de duas formas. Primeiro, para preservar os veteranos para jogos mais importantes. Segundo, para pavimentar o futuro da franquia, que já começa a ser visto com otimismo sem que um desmanche se faça necessário. Que Green, Leonard e Splitter continuem em alta e deixem o Little Three cada vez mais Big.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é redator do UOL. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 23/03/2013, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. viniciusnordiesperanca

    o Little 3 é quem vai dar o título pro Spurs. Se eles jogarem como vem jogado, já ganhamo.

  1. Pingback: Spurs (53-16) @ Rockets (38-31) – Temporada Regular | Spurs Brasil

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