Arquivo diário: 16/03/2013

De Colo e Baynes atuam em vitória do Toros

Na noite de sexta-feira (15), Nando De Colo e Aron Baynes participaram da vitória do Austin Toros por 110 a 95 sobre o Los Angeles D-Fenders, em jogo disputado no Texas. Os dois jogadores foram enviados para a D-League pelo San Antonio Spurs de olho na partida, provavelmente para pegar ritmo de jogo.

Do Spurs para o Toros (Reprodução/basket4us.com)

De Colo fez boa partida e deixou a quadra com 17 pontos (7-18 FG, 2-4 3 PT, 1-1 FT), 11 assistências, três rebotes e duas roubadas de bola em 31:38 minutos. Baynes, por sua vez, foi mais discreto, anotando oito pontos (4-6 FG), três rebotes e duas roubadas de bola em 14:51 minutos. Os dois foram titulares na partida.

Provavelmente, a dupla estará à disposição de Gregg Popovich nesta noite, no jogo do Spurs contra o Cleveland Cavaliers.

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Spurs (50-16) vs Cavaliers (22-43) – Temporada Regular

San Antonio Spurs vs. Cleveland Cavaliers – Temporada Regular

Data: 16/03/2013

Horário: 22h30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Na TV: SPORTS+

Cotações no Apostas Online: Spurs 1,05 (favorito) vs Cavaliers 10,50

Depois de varrer os rivais de Dallas Mavericks, o San Antonio Spurs vem com muita moral para uma partida contra o imprevisível Cleveland Cavaliers. As duas equipes estão em situações bem diferentes na tabela. O time texano é o primeiro da Conferência Oeste, já confirmado nos playoffs, enquanto os visitantes ocupam apenas o 13° lugar no Leste, com chances quase nulas de ir à pós-temporada. Apesar de terem o favoritismo, os mandantes podem ser surpreendidos, como já foram nessa mesma temporada. Teremos desfalques importantes dos dois lados, que deixaram o jogo mais fraco. No time da casa, o armador francês Tony Parker, que vinha gastando a bola, está fora por uma torção no tornozelo, e, pela equipe de Ohio, seus dois melhores jogadores estão fora: Anderson Varejão e Kyrie Irving, machucados.

Serie na temporada (1-0)

13/02/2013 – Spurs 96 @ 95 Cavaliers

Em uma partida que parecia ser fácil para o Spurs, que já estava entre os primeiros do Oeste, enquanto o Cavs já estava entre os últimos do Leste, os texanos deram sopa para o azar. Com o big Big Three à disposição, a equipe de San Antonio jogou com força máxima, contra um desfalcado de Anderson Varejão, na época o melhor reboteiro da temporada. Além de jogar sem o brasileiro, o grande craque do Cavs, Kyrie Irving, teve uma de suas piores partidas, anotando apenas seis pontos e pontos assistências. Ainda assim, o jogo só foi decidido com uma arremesso de Kawhi Leonard no estouro do cronômetro.

PG – Cory Joseph

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Tim Duncan

C – Tiago Splitter

Fique de Olho – Sem Parker, Duncan é, novamente, o grande craque da equipe para essa partida. Vindo de uma espetacular partida contra o Mavs, ele quer mostrar que ainda tem muito pra render. Hoje, o ala-pivô jogara com toda sua experiência contra o jovem garrafão de Cleveland, que tem um rookie e um sophomore.

PG – Shaun Livingston

SG – Dion Waiters

SF – Alonzo Gee

PF – Tristan Thompson

C – Tyler Zeller

Fique de Olho – Sem Irving e Varejão, o rookie Dion Waiters terá de liderar os Cavaliers em uma tentativa de surpreender os Spurs. O ala-armador vem fazendo uma boa temporada, com medias de 15 pontos e três assistências, e hoje será a grande esperança dos Cavs.

Cadê o Big Three?

Melhor jogador do San Antonio Spurs na temporada, Tony Parker está afastado do time por conta de uma contusão no tornozelo esquerdo. Aos 36 anos de idade, Tim Duncan desfalcou sua equipe em 11 jogos neste ano – alguns por lesões pequenas, outros por ser poupado. Por fim, Manu Ginobili sofreu com problemas físicos recentemente e ainda luta para encontrar sua melhor forma. Tudo somado à rotação de Gregg Popovich, que gosta de deixar o argentino como sexto homem, me fez perceber uma coisa: nunca o Big Three esteve tão pouco tempo em quadra junto quanto no atual campeonato.

Sem trio, sem título (Eric Gay/Associated Press)

De acordo com as estatísticas disponíveis no site oficial da NBA, Parker, Ginobili e Duncan atuaram juntos em apenas 438 minutos nesta temporada, o que, contando as prorrogações, equivale a menos de 14% do tempo que o time passou em quadra no campeonato. Outros 12 trios de jogadores do Spurs foram mais utilizados por Pop – o recordista tem Danny Green ao lado de Parker e Duncan, combinação que já soma 901 minutos.

Claro que é normal que o treinador queira poupar seus principais jogadores para os playoffs. Mas a questão é que o Big Three já começa a dar sinais de desentrosamento. O trio de astros do Spurs é apenas o 12º mais eficiente do time, tendo marcado, até aqui, 133 pontos a mais que os oponentes enquanto esteve em quadra. Além disso, a trinca é apenas a 12ª em arremessos convertidos, a sétima em tiros de três pontos convertidos, a décima em lances livres certos, a 12ª em rebotes coletados e a 12ª em assistências. Ou seja: a combinação dos três principais jogadores da equipe não está nem entre as dez melhores em fundamentos importantíssimos.

Acredite ou não, a questão me chamou a atenção quando dois dos três astros estavam afastados. Na sonora derrota para o Minnesota Timberwolves, Pop, sem poder contar com Parker, Duncan e Kawhi Leonard, escalou o time titular com Cory Joseph, Danny Green, Stephen Jackson, Matt Bonner e Tiago Splitter. A segunda unidade funcionou com Patrick Mills, Nando De Colo, Manu Ginobili, Boris Diaw e DeJuan Blair. Em outras palavras: os melhores jogadores disponíveis estavam divididos entre as duas escalações.

Isso faz parte da estratégia que Pop vem colocando em prática nos últimos anos. Com um elenco rico, o técnico se dá ao direito de equilibrar as duas unidades. Com isso, seu time consegue manter um ritmo constante ao longo dos 48 minutos e, assim que o adversário perder o fôlego ou colocar em quadra um quinteto mais fraco, é atropelado. E os resultados são indiscutíveis: pela terceira temporada seguida, a equipe texana caminha para a liderança da Conferência Oeste.

Porém, nos playoffs o buraco é um pouco mais embaixo. Na pós-temporada, é a hora dos principais jogadores do time ficarem 30, 40 minutos em quadra. Com todo o respeito, é a hora de Green jogar menos e de Manu jogar mais. E me pergunto: será que o Big Three estará pronto quando a hora chegar?

Recentemente, duas declarações me chamaram a atenção. A primeira delas foi de Pop, que disse que, jogando no Austin Toros, Joseph aprendeu 80% do ataque do Spurs – precisava apenas se inteirar do que é especialmente desenhado para o Big Three. E a segunda foi de Duncan, que disse que o time sente falta de Parker principalmente na leitura de jogo e no comando do ataque. Me pergunto: há quanto tempo será que o francês não chama uma jogada para o argentino finalizar?

Quando o armador voltar, talvez seja a hora de Pop pensar nisso. Os três não precisam jogar mais tempo, mas precisam jogar mais tempo juntos. Que os eficientes coadjuvantes do time me perdoem, mas sem Parker, Manu e Duncan 100%, o Spurs dificilmente será campeão.