Arquivo diário: 30/01/2013

A chance de Leandrinho

Desde antes do início da temporada, já havíamos comentado a decadência de Leandrinho Barbosa nos últimos anos. Vindo de ser considerado o melhor sexto homem da liga na temporada 2006/2007 pelo Phoenix Suns, o ala-armador tem míseros 10 minutos por jogo, em média pelo Boston Celtics (apenas por causa de uma ou outra lesão nos armadores da equipe, se não seriam menos), após rápidas passagens por Toronto Raptors e Indiana Pacers, times em que nada de significativo foi produzido.

Leandrinho comemorando outra cesta… do banco (FIBA)

O potencial de Leandrinho é enorme, e sabemos disso (não à toa, ele recebeu um prêmio como o de sexto homem, o mesmo que jogadores como Kevin McHale, Manu Ginóbili e Jason Terry, entre outros). Porém, por não ter jogado tudo o que pode, tendo apenas rápidos momentos de inspiração, o brasileiro não vem sendo aproveitado em Boston.

Leandrinho em 2007, com 24 anos, eleito o melhor 6° homem da NBA (NBA Photos)

Essa, em meu ponto de vista, é a última chance de Leandrinho de manter uma carreira na melhor liga do mundo. Hoje, o armador tem 30 anos e, depois de passar algumas temporadas sendo o melhor brasileiro da NBA e também o craque da seleção, hoje já é o menos valorizado entre os quatro brasileiros na liga (não estou contando Fab Melo, que fica em um vai-e-vem pra D-League) e também perdeu o posto de melhor jogador do Brasil para Marcelinho Huertas.

Hoje, o camisa 12 dos celtas tem uma media de 4,7 pontos e 1,2 assistências por jogo, o que não é tão ruim para apenas 11 minutos por partida. Porém, sabemos que Leandrinho poderia estar com medias maiores. Não podemos esperar que ele mantenha os números que Rajon Rondo apresentava, até mesmo porque sua porção de minutos em quadra não será tão grande quanto à que o camisa 9 tem.

Mas podemos esperar um aumento de, ao menos, 100% em suas atuais médias, e só não podemos aumentar mais ainda nossas expectativas pois ele jogará como armador principal e não terá a liberdade para dar um pique para puxar o contra-ataque assim que o arremesso sair da mão do adversário para receber um passe livre, como teria se jogasse de 2, posição em que costuma atuar.

Leandrinho tem que voltar a ser aquele humilde garoto que chegou em Phoenix com 21 anos e conquistou a confiança dos companheiros e do técnico. Se nessa chance que tem até o fim da temporada Leandrinho não render, acredito que esse será seu triste fim nos Estados Unidos.