Arquivo diário: 09/10/2012

NBA virtual mais real do que nunca!

Há exatos sete dias, foi lançado nos Estados Unidos o NBA 2K13, desenvolvido pela 2K sports. O game possui a melhor realidade virtual já feita para um jogo de basquete. Gráficos sensacionais, jogadores com suas jogadas características, All-Star Weekend com inovações, o sensacional jogo entre a seleção estadunidenses de 1992, o famoso Dream Team, e a das Olimpiadas de Londres-2012, e Justin Bieber: todos os fatores para um jogo espetacular, certo? (Ou pelo menos quase todos).

Foto: Espn

O game já saiu e algumas coisas já foram reveladas, como os ratings dos jogadores do San Antonio Spurs. Tim Duncan e Manú Ginobilli são os lideres com 87, seguidos pelos 86 de Tony Parker. Stephen Jackson tem 78, Kawhi Leonard 76 e DeJuan Blair, 72. Matt Bonner, Boris Diaw, Danny Green, Gary Neal e o braileiro Tiago Splitter estão entre 70 e 76. Cory Joseph, Nando DeColo e Patrick Mills ficaram indefinidos até o momento.

Uma novidade do game foi a inovação do torneio de enterradas. Antes era muito difícil de jogar, e o consumidor do jogo ficava mais irritado do que se divertindo quando tentava uma jogada sensacional com Blake Griffin. Agora, a empresa adotou o modo “Guitar Hero”, fazendo com que o jogador aperte botões do controle em uma sequência, que, dependendo de seus acertos, culmina em lances plásticos.

Foto: clipbuzz.com

O jogo realmente parece ter ficado muito bom, com inovações também no modo My Player, tento mais controle sobre a vida pessoal do personagem (algo muito fraco nos últimos jogos da empresa), e com muitas outras pequenas novidades dentro do jogo que fazem o consumidor se interessar pelo game.

Para deixar aquele gostinho, o trailer do jogo e também da partida USA 1992 X USA 2012.

Eddy Curry desperta o interesse de outras equipes da NBA

Segundo reportagem do site Project Spurs, Eddy Curry despertou o interesse de outras franquias da NBA. O pivô foi convidado pelo San Antonio Spurs para integrar o elenco de pré-temporada da equipe.

De acordo com o jornalista Sam Amico, que trabalha para a Fox Sports, Curry entrou na mira de Chicago Bulls, Milwaukee Bucks, New Orleans Hornets e Portland TrailBlazers após começar a temporada em San Antonio.

Na estreia do Spurs na pré-temporada, na vitória por 106 a 77 sobre o Montepaschi Siena, Curry anotou sete pontos e dois rebotes em pouco mais de nove minutos. O pivô, que teve problemas com o peso nas últimas temporadas, surpreendeu o técnico Gregg Popovich por conta de sua forma física no início dos treinamentos.

O problema central

No começo de cada temporada, a mesma história. Dan Hughes diz que precisa dar um jeito na posição de pivô dentro do San Antonio Silver Stars. Tem que pontuar, pegar rebote, ser forte no garrafão contra as outras forças da WNBA… Porém, o que ele, o “head coach and general manager” do time, tem feito por isso?

Voltando a 2008, temos o Stars vice campeão da WNBA. Vamos ver quem estava no time? Becky Hammon, Sophia Young, Vickie Johnson, Ann Wauters, Ruth Riley, Erin Buescher, Helen Darling, Edwige Lawson-Wade, Sandora Irvin e Morenike Atunrase. Neste ano, esse esquadrão só parou sua jornada contra o Detroit Shock, na final. A campanha na temporada regular foi 24-10. O segredo foi ter pelo menos uma jogadora de peso em cada posição. Por exemplo, Becky Hammon na armação, Sophia Young como ala e Ann Wauters de pivô. Além delas, Vickie Johnson era crucial no intermédio entre Hammon e a cesta ou a pivô, Rith Riley era uma reserva com capacidade de titular e Sandora Irvin era forte. As outras eram regulares, supriam BEM a equipe (uma pena Edwige Lawson-Wade não ter sido na WNBA o que foi pela França na Olimpíada). Mas, como o foco aqui são as pivôs, guardem esses nomes: Ann Wauters e Ruth Riley.

Ann Wauters na final de 2008, contra o Detroit Shock

Em 2009, a base continuou a mesma, com o acréscimo de Shana Crossley, Mergan Frazee (uma das piores contratações de todos os tempos, pior do que Appel) e Belinda Snell, mas sem Sandora Irvin e Morenike Atunrase. A campanha foi horrível (15-19). Apesar das boas pivôs, o San Antonio caiu logo na primeira fase dos playoffs, para o Phoenix Mercury, que acabou sendo o campeão da temporada. Como se a brusca queda no rendimento não bastasse, no final do ano Ann Wauters anunciou que não se apresentaria para 2010.

Vickie Johnson, Becky Hammon, Ann Wauters e Sophia Young. Tudo para o sucesso, que terminou em fracasso

Foi aí que Jayne Appel chegou ao Stars. A esperança era que a quinta escolha do Draft poderia se desenvolver a ponto de substituir Ann Wauters no futuro, porém isso jamais aconteceu. Ruth Riley continuou no time, que estava completamente novo e apenas Becky Hammon, Sophia Young e Edwige Lawson-Wade se juntavam à pivô como as que ficaram do ano anterior. O processo de adaptação foi bem doloroso e, no fim das contas, a tal adaptação sequer chegou a acontecer. Sandy Brondello foi uma técnica horrível, e a campanha conseguiu ser pior do que em 2009 (14-20). Um dos acréscimos foi Michelle Snow, que se tornou a pivô titular e teve 10,4 pontos por jogo, atrás de Hammon, Young e Chamike Holdsclaw (outra novidade).

Quinta escolha do draft, alta, atlética e com bom background universitário, Jayne Appel ainda não foi a solução para o vácuo na posição de pivô do San Antonio Silver Stars

Quando parecia que não havia mais esperança para o Stars e a equipe estaria fadada ao basquetebol medíocre, 2011 chegou. Por mais que esse não tenha sido o melhor de todos os anos, foi o que abriu as portas para uma nova base. Danielle Adams, Danielle Robinson e Jia Perkins foram bem recepcionadas no Texas (Adams permaneceu nele, já que se formou na Texas A&M) e ajudaram a dar um ritmo diferente de jogo ao time. A campanha até saiu do negativo (18-16). Porém, apenas Ruth Riley estava presente como pivô, e essa marcou apenas 5,6 pontos por jogo. Jayne Appel se machucou. Foi neste ano que Dan Hughes voltou a ser técnico das Stars e Vickie Johnson participou pela primeira vez como assistente técnica. Até a reação dos torcedores americanos foi diferente. Apesar de a missão não ter sido cumprida da melhor maneira, houve “improvement”, como eles diriam.

Subestimada desde quando foi escolhida pelo San Antonio Silver Stars no draft de 2011, Danielle Adams acabou se tornando um dos principais nomes da equipe texana e até mesmo da WNBA

2012 foi quando isso se confirmou. As garotas que eram novatas ficaram um pouco mais maduras, sendo que o destaque vai para Danielle Robinson. Mas ela não é pivô. A tão atacada Jayne Appel – até ela – teve a melhor de suas temporadas. Se olharmos para os seus pontos, isso não fica tão claro, já que a média foi apenas 0,1 acima do normal. Em rebotes, porém, o crescimento foi muito significativo: em 2010, sua média era de 2,5; em 2011, 4,6; em 2012, 6,5. Eu não gosto muito de números, mas dessa vez eu fiquei muito feliz com essa evolução na súmula. E nas partidas, é possível enxergar uma postura diferente, mais agressiva e com mais autoridade no garrafão, apesar de ela ainda merecer ser chamada de “mão-de-alface” em alguns momentos. As outras pivôs que estavam no elenco neste ano são a Ziomara Morrison, chilena que conseguiu média de dois pontos e se mostrou uma boa opção, mas ainda é muito imatura e sem evolução na temporada (diferente da outra novata, Shenise Johnson), e Tangela Smith, que se machucou, jogou pouco e teve apenas 1,5 pontos por jogo, enquanto a marca de sua carreira é de 10,9.

A recém-chegada Ziomara Morrison, pivô chilena, contra Diana Taurasi

Em todos esses anos, o San Antonio Silver Stars esteve bem suprido com jogadoras de frontcourt, como gostam de dizer os americanos. No backcourt, com as grandonas, a situação foi bem diferente. Desde 2009, a posição 5 da equipe texana precisa de reforço. A impressão que Dan Hughes deixa é a de que Becky Hammon, Sophia Young, e agora Danielle Adams e Jia Perkins conseguirão levar o time a diferentes níveis apenas com o jogo baixo, mas não é assim. Contra o Chicago Sky, o Connecticut Sun, o Seattle Storm, o Phoenix Mercury (imagina agora que a Brittney Griner vai chegar), o Minnesota Lynx e o Los Angeles Sparks, não dá para brigar contra pivôs grandes e fortes que elas têm.

É claro que essa não é a única engrenagem que precisa de óleo, mas é uma das que mais trava a equipe na tentativa de ir mais adiante no campeonato.

Enquanto isso, o Oeste já conhece o seu campeão. Mais uma vez, o Minnesota Lynx, com seu elenco incrível, avança às finais da WNBA. Na segunda-feira (08), o Indiana Fever empatou sua série contra o Connecticut Sun, e, na quinta o Lynx conhecerá seu adversário na disputa pelo anel da liga. Meu palpite? Vai dar Indiana Fever x Minnesota Lynx.

Até mais!

Queridos leitores, nesta semana a coluna Vestiário Feminino foi publicada em dia diferente porque essa que vos escreve foi convocada para ser mesária na eleição de sua cidade e precisou alterar seus horários no domingo. Pelo menos o resultado da “festa da democracia” lá na região não foi tão suja quanto as ruas naquele dia…