Arquivo diário: 04/10/2012

Com dores nas costas, Splitter fica fora de treino do Spurs

De acordo com reportagem do site americano Spurs Nation, Tiago Splitter não participou do treino aberto para a torcida do San Antonio Spurs, realizado na noite de quarta-feira (3), no AT&T Center, ginásio da equipe texana. Com dores nas costas, o pivô brasileiro foi poupado da atividade.

Por conta da ausência de Splitter no treino, o jogador se tornou dúvida para a estreia da equipe na pré-temporada, marcada para o próximo sábado, às 21h30 (de Brasília), contra o Montepaschi Siena, da Itália, também no AT&T Center.

No treino de quarta, que marcou a estreia do novo piso da quadra do Spurs, os jogadores da franquia texana se enfrentaram em uma espécie de coletivo aberto para a torcida.

Uma das equipes teve Tony Parker, Danny Green, Stephen Jackson, DeJuan Blair e Tim Duncan como titulares; a outra começou com Gary Neal, Manu Ginobili, Kawhi Leonard, Boris Diaw e Eddy Curry. Com exceção de Splitter, todos os jogadores ficaram à disposição do técnico Gregg Popovich na atividade.

Reforço de peso?

Começaram oficialmente no início desta semana os treinamentos para a temporada 2012/2013 da NBA. Para o San Antonio Spurs, não foi diferente e a equipe realizou um treino aberto para o público no AT&T Center. Mas o assunto mais comentado da semana em San Antonio foi outro: a contratação de Eddy Curry, que fará parte do elenco que disputa a pré-temporada – a primeira partida será neste sábado (6), quando os texanos recebem os italianos do Montespachi Siena.

Foi mais ou menos esta a minha cara ao ver o nome de Eddy Curry na lista (D. Clark Evans/NBAE/Getty)

Confesso que a contratação de Curry me pegou de surpresa e me assustei ao ver o nome do pivô na lista de 20 atletas que iniciaram os treinamentos. Não é o perfil de jogador em que a diretoria do Spurs costuma apostar suas fichas. O pivozão, de 2,13m de altura, se tornou mais conhecido nos últimos anos pelo problema em controlar o peso do que pelo seu basquete.

Mas afinal, qual foi o objetivo desta contratação? O que Eddy Curry tem a adicionar ao Spurs? Estou tentando entender até agora… Aqui vão algumas das minhas teorias do que se passou pela cabeça da diretoria.

Primeiramente, Curry nada mais é do que uma aposta. Apesar de já ter 11 anos de experiência na NBA, o camisa 52 começa a temporada 2012/2013 praticamente do zero. Como se fosse um novato, o pivô tem de buscar o seu espaço e mostrar que ainda merece mais uma chance.

O Spurs já tem 14 jogadores sob contrato para iniciar o campeonato e resta apenas mais uma vaga no elenco – o máximo permitido no início da temporada regular é 15 atletas. Isso quer dizer que ele briga com outros seis jogadores pelo último posto aberto. Apesar de que, na prática, a briga será mesmo com Derrick Brown, ala que pode jogar nas posições 3 e 4, e Josh Powell, ala-pivô que tem o atleticismo como ponto forte. Ou seja, o Spurs não tem nada a perder. Se der certo, ótimo; bons pivôs nunca são demais em uma liga que anda escassa de big men. Se não der, há outros atletas prontos para abocanhar a chance.

Olhando assim, nem parece tão gordo (D. Clark Evans/NBAE/Getty)

Curry tem talento para conseguir seu espaço. Quarta escolha do Draft de 2001, viveu o auge na temporada 2006/2007, quando registrou médias de 19,5 e sete rebotes por jogo, acertando 57,6% dos tiros de quadra. Defender nunca foi sua praia, mas no ataque o pivô tinha ótima capacidade. Desde então, sua carreira foi ladeira abaixo. Engordou uma barbaridade e virou motivo de piada. Nos últimos quatro campeonatos, entrou em quadra em só 24 jogos, totalizando 157 minutos jogados. Muito pouco.

Disposto a retomar a carreira, Curry se apresentou ao Spurs mais magro do que o esperado, surpreendendo até mesmo o técnico Gregg Popovich. Mas só emagrecer não será o suficiente para convencer o exigente treinador. Depois de tanto tempo praticamente inativo, ele precisa provar que ainda consegue jogar basquete em alto nível. O pivô não tem uma temporada “de verdade” desde 2007/2008, quando jogou em 58 partidas pelos Knicks.

Esta deve ser a última chance na carreira para Curry mostrar o seu valor. Se o gigante provar que tem disciplina e está mesmo disposto a voltar a ser como antes, não há lugar melhor que em San Antonio. Em Tim Duncan, ele pode ter um espelho, e em Popovich o comandante durão que não o deixará sair da linha. Resta a ele mostrar que ainda mantém pelo menos parte do antigo talento, que um dia o colocou como um dos mais promissores pivôs da atual geração.