Arquivo mensal: setembro 2012

Spurs chama Kelley para pré-temporada e observa dois atletas

De acordo com reportagem do site americano Project Spurs, o San Antonio Spurs segue em busca de jogadores para a pré-temporada da equipe. A franquia convidou o armador Tre Kelley para os treinos, que começam no próximo dia dois, e ainda observa o também armador Diante Garrett e o ala Wesley Witherspoon.

Tre Kelley pode ter uma chance com o Spurs

Kelley disputou 11 jogos pelo Austin Toros – liga da D-League, a liga de desenvolvimento da NBA, filiada ao Spurs – durante a temporada 2010/2011, apresentando médias de 9,4 pontos e 3,4 assistências em 23,5 minutos por exibição. Na última temporada, o armador vestiu a camisa do Marinos, da Venezuela.

Witherspoon, por sua vez, acaba de deixar o basquete universitário e passar em branco no Draft. O ala, que informou que recebeu um convite para a pré-temporada do Spurs por meio de seu Twitter pessoal, apresentou médias de 7,2 pontos e 3,7 rebotes em 22 minutos por exibição atuando por Memphis na última temporada.

Por fim, Garrett informou, também por meio de seu Twitter pessoal, que esteve recentemente em San Antonio para treinos com o Spurs. O armador terminou a última temporada atuando pelo Nanterre, da França, e apresentou médias de 7,4 pontos, três assistências e 2,5 rebotes em 23,3 minutos por partida no campeonato local.

Leia mais: veja quem pode chegar e quem pode deixar o San Antonio Spurs

E mais…

Kyrylo Fesenko acerta contrato com o Chicago Bulls

De acordo com reportagem do site americano Air Alamo, o destino de Kyrylo Fesenko deverá ser o Chicago Bulls. O pivô – que passou por treinos com a comissão técnica do San Antonio Spurs – deve começar a pré-temporada treinando com a equipe de Derrick Rose e, segundo o jornalista Marc J. Spears, vai assinar um contrato não-garantido com a franquia.

Manu e Duncan serão os melhores do Spurs no 2K13

De acordo com reportagem do site americano Air Alamo, Manu Ginobili e Tim Duncan serão os melhores jogadores do San Antonio Spurs no game NBA 2K13. Os dois terão overall 87, enquanto o armador francês Tony Parker terá 86.

Eis as feras! (Ronald Martinez/Getty Images)

As informações vieram do Twitter oficial da 2K sports, que divulgou imagens do jogo. Em uma tela, é possível ver os melhores jogadores do Spurs; além do Big Three, aparecem Stephen Jackson, com overall 78; Kawhi Leonard, com 76, e DeJuan Blair, com 72.

Vale ressaltar que os três maiores astros do Spurs estão melhores ranqueados do que Dirk Nowitzki, principal jogador do Dallas Mavericks, que aparece com overall 85.

A 2K também já divulgou a lista de alguns jogadores da versão 2012/2013 do jogo ranqueados com overall igual ou maior a 90. São eles: LeBron James (98), Dwight Howard (95), Chris Paul (94), Kobe Bryant (93), Dwyane Wade (93), Carmelo Anthony (92), Derrick Rose (92), Rajon Rondo (90) e Deron Williams (90).

NBA a cada ano mais brasileira

Atualmente, temos seis brasileiros atuando na liga norte-americana — cada um com sua equipe, suas características, seu tempo de quadra, seus companheiros — mas todos ajudando a fazer o esporte, que já foi o segundo maior do Brasil, voltar a crescer.

Bem, não são todos que tem uma equipe no momento. Leandrinho Barbosa, já eleito o melhor sexto homem da NBA (na temporada 2006/2007) acabou a última temporada atuando pelo Indiana Pacers, mas atualmente não veste camisa alguma.

Leandrinho ainda procura uma equipe (foto: http://www.askthebookie.com)

Existem rumores de que ele possa voltar ao Phoenix Suns, clube em que conquistou o prêmio em 2006/2007 e no qual jogou por grande parte de sua carreira. Outros dizem que Leandrinho está conversando com Steve Nash para uma possível transferência do brasileiro para o novo time do armador canadense, o Los Angeles Lakers.

Na minha opinião, o camisa 10 da seleção poderia servir muito bem tanto ao Suns quanto ao Lakers, sendo provavelmente um sexto homem em ambas as franquias. Na California teria um time melhor e no Arizona, mais espaço. Leandrinho ainda tem muito o que render na NBA e pode provar isso nessa próxima temporada.

Foto: CBB

Anderson Varejão e Nenê Hilário, apesar de serem ótimos jogadores, estão em dois times muito fracos.

Cleveland  Cavaliers e Washington Wizard são times que tem como estrela apenas um jovem armador em cada elenco, Kyrie Irving e John Wall, respectivamente, e tem os brasileiros como a segunda estrela do time.

Os dois têm o basquete muito apreciado pelos estadunidenses e já jogaram ao lado de grandes jogadores, como LeBron James em Cleveland e Carmelo Anthoy em Denver (ex-time de Nenê), mas hoje estão em times fracos e não lutaram por muito essa temporada…

Já Tiago Splitter está muito bem acompanhado. Sendo cada vez mais utilizado no San Antonio Spurs, vem sendo cotado a forte candidato como sucessor do ídolo texano, Tim Duncan. O pivô brasileiro disse, em entrevista, que aprende muito com Duncan durante os treinos e que tenta beliscar atributos dele para colocar em seu jogo.

Tim e seu discípulo – mysanantonio.com

Tiago está prestes a iniciar sua terceira temporada na NBA e podemos ver que evoluiu muito da primeira para segunda, graças ao maior tempo de quadra concedido por Gregg Popovich. O pivô brasileiro saiu de 3,4 rebotes, 0,4 assistências, 0,3 tocos e 4,3 pontos em 12,3 minutos por jogo na temporada 2010/2011 para 5,2 rebotes, 1,1 assistências, 0,8 tocos e 9,3 pontos em 19,0 minutos a cada partida no último campeonato.

Além dos quatro brasileiros citados acima, que já estão a mais de uma temporada na liga, esse ano teremos dois rookies do país jogando. Scott Machado, armador com nacionalidades brasileira e estadunidense, fechou com o Houston Rockets (novo time da sensação Jeremy Lin). Scott jogava pela Universidade de IOWA até o fim da última temporada da NCAA.

Eis Scott Machado (Foto: gazetaesportiva.net)

O outro brasileiro na NBA é o pivô Fab Melo, ex-Syracuse, que foi draftado em 22° lugar pelo Boston Celtics. Fab teve uma boa temporada na NCAA, mas ficou de fora dos playoffs da liga universitária por causa das notas ruins na escola! Ele também está muito bem acompanhado (assim como Splitter), e terá um ótimo mentor para ajudá-lo: ninguém menos do que Kevin Garnett, um dos melhores alas-pivôs da liga.

Fab Melo está com moral entre os rookies. Em uma pesquisa feita entre os novatos sobre os outros novatos, o brasileiro foi considerado o terceiro melhor defensor entre eles, apenas atrás de Anthony Davis e Michael Kidd-Gilchrist, respectivamente, primeiro e segundo no Draft. Além de ser o terceira melhor defensor, foi considerado também o mais engraçado. Para finalizar, clique e veja a graça e delicadeza de Fab Melo.

Mills e o bem para Parker e Manu

A melhor notícia para o San Antonio Spurs nessa entressafra de temporadas talvez tenha sido a renovação de contrato do armador Patrick Mills. Sem muitas chances nos playoffs depois de chegar no time quase na reta final da temporada regular, ele terá finalmente a preparação adequada para poder exercer aquela função que a franquia busca faz algum tempo: o armador reserva de Tony Parker.

Com uma pré-temporada inteira com o time e mais ciente das armações que Gregg Popovich faz com a equipe, o australiano poderá render mais. Mas acredito que ele não será fator crucial na rotação de Parker. A presença de Mills poderá ser ainda mais importante para que outro membro do Big Three consiga jogar mais e melhor. Falo de Manu Ginobili.

Divulgação

Mills poderá ser o elo por atuações ainda melhores de Parker e Manu

Nos poucos jogos que fez pelo Spurs e nos outros que já havia feito pela NBA – além de seus presenças defendendo a Austrália –, Mills deixou claro seu funcionamento dentro de quadra. Exímio arremessador, funciona como espécie de combo guard, jamais como armador puro. Características semelhantes às de Parker, mas que fazem dele mais do que um reserva necessário. Transformam o australiano em um ótimo complemento para Manu e peça crucial na formação de uma segunda unidade mais confiável.

Mills não conduzirá a bola e criará jogadas para os outros. Seu aproveitamento na linha dos três pontos é que fará dele peça-chave na rotação. Sem o poder de infiltração de Parker, ele deverá revezar com Ginobili como armador principal da segunda unidade. Faz o Spurs ter mais opções de jogadas de longa distância, o que é essencial. Para se ter uma ideia, no pouco tempo de quadra que teve na temporada 2011/2012, o armador converteu 24 dos 56 chutes de três que tentou com a camisa do Spurs. Uma média que deve fazer Popovich pensar em mais jogadas que possam ser finalizadas por ele.

O australiano, mesmo não sendo uma estrela, será essencial para tirar o peso das costas de Ginobili quando ele for a principal referência do perímetro. Não deverá ter um tempo de quadra muito extenso, principalmente com o crescimento esperado de Kawhi Leonard e a manutenção – também esperada – da boa fase de Gary Neal. E Pop sabe que apenas uma rotação muito bem feita, com diferentes alternativas e sem sobrecarga nos astros, será capaz de colocar o Spurs no patamar do Los Angeles Lakers e do Oklahoma City Thunder.

Se os rivais largam na frente pela quantidade de talento que possuem em seus elencos, aos poucos o Spurs mostra que a chave para seu sucesso não passará apenas por seus craques. Popovich sabe que depende muito dos coadjuvantes para ir longe na temporada.

3 pontos

– Mills é muito mais jogador do que Cory Joseph atualmente. A renovação dele foi um tiro certeiro da diretoria.

– A presença de Mills favorece também uma adaptação mais gradual de Nando de Colo.

– Se por um lado é uma pena que Rafael Hettsheimeir não tenha assinado com o Spurs, por outro é essencial que ele mantenha seu jogo em evolução. E isso ele fará mais na Europa do que na NBA, sem dúvidas.

Vantagens e desvantagens na semifinal

Este domingo (23) foi o último dia da temporada regular de 2012 da WNBA. Para alguns times, como o Phoenix Mercury, o Tulsa Shock (Oeste), o Chicago Sky e o Washington Mystics (Leste), esse é o fim de mais um ciclo. Para outros, apenas o começo. Dentre esses outros, o San Antonio é um dos privilegiados, assim como o Los Angeles Sparks. As duas equipes se enfrentarão na primeira fase dos playoffs. Tenho motivos para estar otimista e acreditar que Dan Hughes será capaz de levar suas garotas para a final da conferência. Quer saber o por quê?

1. Confrontos na temporada regular
O primeiro fator que me leva a cogitar uma classificação do San Antonio para a segunda fase da eliminatória é a quantidade de vitórias contra o Los Angeles no campeonato. De quatro partidas, três foram vencidas pelo time texano, e apenas uma pelo californiano. Uma olhada nos placares: 98 a 85 (SA); 91 a 71 (SA); 94 a 80 (SA); 77 a 101 (LA – vale ressaltar que essa foi a primeira derrota do Stars depois daquela sequência de 12 vitórias).

Sophia Young defendendo Candace Parker; duelo se repetirá na semifinal de conferência

2. “Home court advantage”? Ou não?
Não sou muito a favor da teoria da vantagem de ter jogo em casa, quanto mais em uma etapa tão importante quanto os playoffs. Independente de onde a partida aconteça, qualquer deslize é mortal e pode causar a eliminação, e as jogadoras sabem disso muito bem. Porém, digamos que esse realmente seja um fator importante. Nessa semifinal, o Stars perdeu a oportunidade de fazer dois jogos no AT&T Center; portanto, serão dois em Los Angeles e apenas um em San Antonio. Quando olhamos as estatísticas dos times até agora, em questão de campanhas “dentro de casa”, o Sparks leva vantagem (16-1 sobre 12-5). Já no “fora de casa”, o Stars sai na frente (9-8 sobre 8-9). Diretamente entre os dois, dos quatro jogos entre as equipes mencionados anteriormente, Becky Hammon e suas companheiras ganharam dois no Texas e um sob o teto de Candace Parker. Outro fator favorável.

3. Banco de reservas
Quem acompanha essa coluna leu muitas vezes sobre a eficiência do banco do San Antonio Silver Stars. Em várias partidas, quem deu o toque final às vitórias e às viradas foram aquelas que estavam sentadas início. O mesmo não acontece com o Los Angeles Sparks, sendo que uma de suas reservas até esteve parada em diversos jogos: Nicky Anosike. Hoje (23), contra o Minnesota Lynx, Dan Hughes descansou Sophia Young e Becky Hammon, e deixou apenas as reservas em quadra, contra as titulares campeãs da liga. Resultado? 99 a 84 para as estrelas prateadas.

4. Becky Hammon e Sophia Young
Falta ao Los Angeles Sparks uma dupla que se complete de modo tão perfeito quando Becky Hammon e Sophia Young. Juntas há seis anos, a cada temporada a parceria em quadra entre as duas aumenta  e suas jogadas se tornam mais mortais. O Los Angeles tem como principais nomes Candace Parker e Kristi Toliver, mas uma não completa a outra. São elementos cujo destaque é individual, e Stars consegue lidar com isso com a defesa.

Estes são apenas alguns dos elementos capazes de dar continuidade à campanha do San Antonio Silver Stars em 2012. Deu para deixá-los animados? Por mim, a semana começaria na quinta-feira (27), quando as meninas enfrentam o Sparks, às 22h. Dois dias depois, no sábado (29), às 15h, o confronto será em San Antonio. PORÉM (aí vem a notícia ruim), não no AT&T Center. Decidiram mudar o local devido a um show cujos ingressos foram esgotados. Triste, não é mesmo? Agora, a partida acontece no Freeman Coliseum, um estádio para eventos menores. Os Season Ticket Holders estão enfurecidos, e com razão. Aquela arena é clássica para das franquias de San Antonio (Spurs e Silver Stars), e o brilho de uma das fases mais importantes da liga será ofuscado por um estádio bem menor e sem estrutura específica para eventos dessa magnitude.

Na semana que vem, espero dar a boa notícia de que Becky Hammon, Sophia Young, Jia Perkins, Danielle Robinson e suas companheiras fizeram jogos incríveis contra o Los Angeles e estão na final da conferência Oeste. Quem eu acho que vai passar do outro confronto, o do Minnesota Lynx contro o Seattle Storm? O Minnesota, claro.

Até mais!