O novo Danny Green vem da Austrália?

Você pode não ter percebido, mas Danny Green já fazia parte do elenco do San Antonio Spurs durante a temporada 2010/2011 da NBA. O ala-armador estava afundado no banco de reservas enquanto a equipe texana era eliminada nos playoffs pelo Memphis Grizzlies. Porém, um ano depois, o jogador, com mais experiência e conhecimento do sistema tático do time, aproveitou-se da contusão de Manu Ginobili, mostrou todo seu potencial e virou titular. Mais ou menos o que espero de Patrick Mills nesta temporada.

Aí vem Patrick Mills! (NBAE/Getty Images)

Claro que eu não quero que o australiano assuma a armação no quinteto inicial da equipe. Tony Parker vem da melhor temporada de sua carreira, na qual, para muitos, se tornou o nome mais importante do time de San Antonio. Mas o fato é que o elenco sentiu a falta de um jogador eficiente na posição nos minutos de descanso do francês.

Mills chegou a San Antonio no fim da última temporada regular. Mesmo na base do improviso, sem conhecer a fundo o sistema tático do Spurs, o armador conseguiu apresentar as sólidas médias de 10,3 pontos e 2,4 assistências em 16,3 minutos por exibição. Nos playoffs, no entanto, o técnico Gregg Popovich optou por deixá-lo no fim do banco de reservas – mais ou menos como fez com Green durante o duelo contra o Grizzlies.

Agora, para assumir cada vez mais minutos na reserva de Parker – que, na última temporada, ficaram a cargo do improvisado Gary Neal – Mills terá uma pré-temporada inteira de treinos para saber comandar o ataque do time com naturalidade. Além disso, o australiano terá um trunfo que Green não teve em sua transição para a rotação da equipe; a confiança que veio com ótimas atuações nas Olimpíadas de Londres-2012, competição na qual o armador apresentou médias de 21,2 pontos, 4,5 rebotes e 2,2 assistências em 30 minutos por partida.

Durante os Jogos Olímpicos, Mills foi comandado por Brett Brown, um dos assistentes técnicos de Pop no Spurs. E, na visão do treinador, a experiência do armador australiano em Londres será importante na carreira do jogador.

“Patty evoluiu em muitas áreas. Ele cresceu como líder, e ele tem muita técnica. Acho que a experiência nas Olimpíadas e o crescimento de Patty serão vistos quando ele voltar para San Antonio”, apostou Brown, em entrevista ao site oficial do Spurs.

Com velocidade e facilidade para pontuar, Mills tem tudo para exercer com facilidade função semelhante à de Parker, que tem características parecidas, ao comandar a segunda unidade do Spurs. Mas vale lembrar que o australiano tem uma vantagem sobre o francês, lembrada inclusive por Pop: sua dedicação na defesa.

“Não precisei ver as Olimpíadas para saber do que ele é capaz, só que ele chegou tarde na última temporada e foi realmente difícil incorporá-lo no que estávamos fazendo. Mas ele é um jogador agressivo. Ele pode arremessar de três e realmente pontuar, e é isso que ele tenta fazer quando entra no jogo. E defensivamente ele é uma peste”, elogiou o técnico, em matéria produzida no site oficial do Spurs.

Com confiança, mais espaço e apoio da comissão técnica, Mills pode se tornar, ao lado de jogadores como Stephen Jackson, Kawhi Leonard e Boris Diaw, mais um dos coadjuvantes de luxo do Big Three. Algo cada vez mais fundamental, já que Parker e, principalmente, Manu Ginobili e Tim Duncan precisam de mais e mais tempo de descanso.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é redator do UOL. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 01/09/2012, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Se o Pat abandonar a vida de crazy shooter pode ter futuro no Spurs. Nosso time joga na base do pick n’ roll. Assistências não são o forte dos armadores deste time. Portanto, precisamos explorar a velocidade, com bons bloqueios dos jogadores do garrafão. Também, é preciso saber explorar as bolas de fora, embora não se deva jogar tão somente para elas.
    E parece que teremos uma defesa de perímetro bastante forte outra vez. Pena que não podemos dizer o mesmo do garrafão.

    • Danilo, acho que o modo crazy shooter dele, no ano passado, teve mais a ver com o fato dele não conhecer bem o sistema. Na Austrália, ele arremessa bastante por ser protagonista. Mas se comparar, a média de assistências dele em SA já foi superior!

  2. Mills é um jogador que tem muito a dar ao Spurs, ele é muito parecido com Parker na função que exerce no time e se observarmos bem, ele arremessa de 3 e defende melhor que nosso frances. Continuo achando que temos, se não o melhor, um dos 3 melhores elencos da NBA e temos sim chances de ganharmos o anel, porém precisamos arrumar um jeito de defender nosso garrafão e, ao contrario do que muitos acham, Parker não deve ser nossa principal arma no ataque esse papel deve ser de Ginobili, ainda.

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