Arquivo diário: 01/09/2012

Spurs deve avaliar Brian Butch e Warren Carter

De acordo com reportagem do site americano Project Spurs, o San Antonio Spurs deve avaliar o desempenho de dois jogadores de garrafão nos próximos dias. Brian Butch e Warren Carter devem passar pelo crivo da comissão técnica da equipe texana e, se agradarem, podem acabar ganhando um convite para a pré-temporada do time.

Brian Butch acaba de passar pela D-League

Brian Butch é um pivô de 27 anos e 2,11m de altura. Na última temporada, o jogador atuou pelo Bakersfield Jam, equipe da D-League – a Liga de Desenvolvimento da NBA – e apresentou médias de 15,3 pontos e 9,8 rebotes em 27,4 minutos por jogo.

Carter, por sua vez, deve estar em San Antonio entre terça e quarta-feira de acordo com o empresário Keith Kreiter. Na última temporada, o ala-pivô de 27 anos de idade e 2,06m de altura atuou pelo Dexia Mons-Hainaut, da Bélgica. Na Eurocopa, o jogador disputou oito partidas e apresentou médias de 11,1 pontos e 5,9 rebotes em 28,3 minutos por exibição.

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O novo Danny Green vem da Austrália?

Você pode não ter percebido, mas Danny Green já fazia parte do elenco do San Antonio Spurs durante a temporada 2010/2011 da NBA. O ala-armador estava afundado no banco de reservas enquanto a equipe texana era eliminada nos playoffs pelo Memphis Grizzlies. Porém, um ano depois, o jogador, com mais experiência e conhecimento do sistema tático do time, aproveitou-se da contusão de Manu Ginobili, mostrou todo seu potencial e virou titular. Mais ou menos o que espero de Patrick Mills nesta temporada.

Aí vem Patrick Mills! (NBAE/Getty Images)

Claro que eu não quero que o australiano assuma a armação no quinteto inicial da equipe. Tony Parker vem da melhor temporada de sua carreira, na qual, para muitos, se tornou o nome mais importante do time de San Antonio. Mas o fato é que o elenco sentiu a falta de um jogador eficiente na posição nos minutos de descanso do francês.

Mills chegou a San Antonio no fim da última temporada regular. Mesmo na base do improviso, sem conhecer a fundo o sistema tático do Spurs, o armador conseguiu apresentar as sólidas médias de 10,3 pontos e 2,4 assistências em 16,3 minutos por exibição. Nos playoffs, no entanto, o técnico Gregg Popovich optou por deixá-lo no fim do banco de reservas – mais ou menos como fez com Green durante o duelo contra o Grizzlies.

Agora, para assumir cada vez mais minutos na reserva de Parker – que, na última temporada, ficaram a cargo do improvisado Gary Neal – Mills terá uma pré-temporada inteira de treinos para saber comandar o ataque do time com naturalidade. Além disso, o australiano terá um trunfo que Green não teve em sua transição para a rotação da equipe; a confiança que veio com ótimas atuações nas Olimpíadas de Londres-2012, competição na qual o armador apresentou médias de 21,2 pontos, 4,5 rebotes e 2,2 assistências em 30 minutos por partida.

Durante os Jogos Olímpicos, Mills foi comandado por Brett Brown, um dos assistentes técnicos de Pop no Spurs. E, na visão do treinador, a experiência do armador australiano em Londres será importante na carreira do jogador.

“Patty evoluiu em muitas áreas. Ele cresceu como líder, e ele tem muita técnica. Acho que a experiência nas Olimpíadas e o crescimento de Patty serão vistos quando ele voltar para San Antonio”, apostou Brown, em entrevista ao site oficial do Spurs.

Com velocidade e facilidade para pontuar, Mills tem tudo para exercer com facilidade função semelhante à de Parker, que tem características parecidas, ao comandar a segunda unidade do Spurs. Mas vale lembrar que o australiano tem uma vantagem sobre o francês, lembrada inclusive por Pop: sua dedicação na defesa.

“Não precisei ver as Olimpíadas para saber do que ele é capaz, só que ele chegou tarde na última temporada e foi realmente difícil incorporá-lo no que estávamos fazendo. Mas ele é um jogador agressivo. Ele pode arremessar de três e realmente pontuar, e é isso que ele tenta fazer quando entra no jogo. E defensivamente ele é uma peste”, elogiou o técnico, em matéria produzida no site oficial do Spurs.

Com confiança, mais espaço e apoio da comissão técnica, Mills pode se tornar, ao lado de jogadores como Stephen Jackson, Kawhi Leonard e Boris Diaw, mais um dos coadjuvantes de luxo do Big Three. Algo cada vez mais fundamental, já que Parker e, principalmente, Manu Ginobili e Tim Duncan precisam de mais e mais tempo de descanso.