Arquivo diário: 25/08/2012

James Anderson vai jogar em Atlanta, diz Danny Green

Por meio de seu Twitter pessoal, Danny Green deu a entender, na noite de sexta-feira, que James Anderson vai reforçar o Atlanta Hawks na próxima temporada. O camisa #25, selecionado pelo San Antonio Spurs na 20ª escolha do Draft de 2010, virou agente livre nessa offseason após a franquia texana optar por não exercer sua opção de renovação.

De saída?

“Preciso demonstrar amor e torcer por meu parceiro James Anderson por ter chegado a um acordo com Atlanta… Parabéns, cara! Você tem um futuro brilhante pela frente”, disse Green, em tradução livre.

Em duas temporadas em San Antonio, Anderson não conseguiu se firmar na rotação do Spurs e apresentou médias de 3,7 pontos e 1,3 rebotes em 11,5 minutos por exibição durante sua trajetória na equipe texana.

Leia mais: veja quem pode chegar e quem pode deixar o San Antonio Spurs

Um pouco de história: David Robinson estava lá

A quinta-feira foi um dia especial para o basquete nacional. Na data, comemorou-se o aniversário de 25 anos do título Pan-Americano conquistado em Indianápolis, com uma expressiva vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos na final – o último grande título da seleção brasileira masculina. Entrando na onda das homenagens feitas nesta semana, decidi escrever sobre como a fatídica partida tem a ver com o San Antonio Spurs.

Robinson não ficou feliz com a prata… (Steve McGill/Wikimedia)

Naquela época, a seleção americana ainda usava jogadores universitários – a primeira equipe montada com astros da NBA foi o lendário Dream Team que encantou o mundo nas Olimpíadas de Barcelona-1992. No Pan, o cenário era o mesmo, e o time montado para a competição em 1987 tinha como principal nome um pivô que atuava pela Academia Naval chamado David Robinson.

Na campanha que rendeu a prata aos Estados Unidos, o Almirante, como viria a ser conhecido posteriormente, apresentou médias de 14 pontos, nove rebotes e 2,1 tocos por exibição. Na final, o pivô foi o cestinha da seleção americana ao anotar 20 pontos – foi ofuscado “apenas” pelas atuações monstruosas de Oscar, que anotou 46, e de Marcel, que deixou a quadra com 31.

Robinson havia abacado de terminar sua quarta e última temporada universitária pela equipe da marinha, na qual apresentou médias de 28,2 pontos, 11,8 rebotes e 4,5 tocos por exibição. O desempenho chamou a atenção do Spurs, que tinha a primeira escolha do Draft naquele ano. No entanto, por opção pessoal, o pivô só se juntou à franquia em 1989.

A chegada do Almirante foi o primeiro passo para que a franquia texana se colocasse no mapa da NBA e passasse a figurar entre as grandes equipes da liga profissional americana. Com Robinson em quadra, o Spurs ganhou seus dois primeiros títulos, em 1999 e 2003 – o segundo marcou a despedida do jogador das quadras. Em sua carreira profissional, toda construída em San Antonio, o pivô apresentou médias de 21,1 pontos, 10,6 rebotes e 2,9 tocos por exibição. Foi dez vezes All-Star e eleito o MVP da temporada 1994/1995.

Antes de se aposentar, Robinson ainda teve a chance de se redimir frente à torcida americana após perder o Pan para o Brasil. O pivô fez parte do lendário Dream Team de 1992, contribuindo com nove pontos, 4,1 rebotes e 1,5 tocos por jogo.

Para nós, fãs brasileiros do Spurs, é curioso ver como a história do basquete do nosso país tem um ponto em comum com a da nossa franquia predileta. Espero que o texto tenha servido para que fãs mais novos tenham aprendido um pouco e para que os mais antigos tenham relembrado este momento histórico do esporte nacional.