Arquivo diário: 26/07/2012

Spurs estreia na temporada 2012/2013 contra o Hornets

Nesta quinta-feira (27), o San Antonio Spurs divulgou oficialmente sua agenda de jogos da temporada 2012/2013 da NBA. A equipe texana vai estrear no campeonato no dia 31 de outubro, fora de casa, contra o New Orleans Hornets.

(D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

O time de San Antonio enfrentará o Miami Heat, atual campeão da NBA, pela primeira vez no dia 29 de novembro, na Flórida. No dia 31 de março, será a vez de LeBron James e companhia viajarem até o Texas para o duelo contra o Spurs.

O primeiro duelo contra o Los Angeles Lakers, reforçado de Steve Nash, acontecerá no dia 13 de novembro, na cada do adversário, o Staples Center.

A Rodeo Road Trip, período em que o Spurs viaja enquanto o AT&T Center recebe um rodeio, acontecerá entre 6 e 24 de fevereiro. No período o time de San Antonio visitará Minnesota Timberwolves, Detroit Pistons, Brooklyn Nets, Chicago Bulls, Cleveland Cavaliers, Sacramento Kings, Los Angeles Clippers, Golden State Warriors e Phoenix Suns.

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Aposentado, T.J. Ford cogita voltar às quadras

Na última temporada, problemas nas costas fizeram T.J. Ford, então no San Antonio Spurs, abrir mão da carreira de jogador profissional de basquete e aposentar-se. No entanto, nesta quinta-feira (26), o armador cogitou um retorno às quadras por meio de seu Twitter pessoal.

“Acordei motivado. Estou entrando em forma. Façam suas apostas. Estou com o basquete na cabeça. Estou motivado para jogar depois de uma semana de treinos. Ainda há muito basquete no T.J. Ford, me sinto como se eu continuasse melhorando. Não tenho certeza do que vou fazer, mas veremos. Amo o jogo”, postou Ford.

“Minha mente prega peças em mim. Minha mente fica me dizendo para eu tentar voltar, mas vamos ver o que o corpo diz”, completou o armador.

Caso consiga voltar às quadras, Ford retornaria como agente livre nesta offseason.

Leitor reclama da juízes de Spurs x Thunder; ele tem razão?

Falta ou não? Eis a questão… (Foto: NBAE/Getty Images)

Por Leonardo Pankiewicz*

Gostaria de começar dizendo que essa temporada acabou de maneira frustrante. Não porque fomos derrotados. Mas pela maneira como fomos derrotados. Foi simplesmente ridículo. É lógico que vai parecer coisa de torcedor perdedor com dor de cotovelo, mas digo que não é. Já vi o San Antonio Spurs cair outras vezes, mas de forma honesta, como naquela série espetacular contra o Dallas Mavericks. E saímos de lá dignamente. Não foi o que aconteceu contra Oklahoma City Thunder.

O Spurs poderia ter jogado melhor, sim. Em alguns embates, poderia até ter levado a melhor, mesmo com a falta de vergonha dos juízes. Mas a péssima arbitragem prejudicou o Spurs. Marcar faltas ou não, violações ou não pode mudar completamente o ritmo do jogo. Pode deixar um jogador perigoso carregado de faltas (o que aconteceu diversas vezes com Kevin Durant contra o Miami Heat; que coisa, não?). Pode fazer quem está acertando todas perder a concentração e começar a errar.

Como comprovado naquele filme com o Brad Pitt, O Homem Que Mudou a História do Jogo, a matemática, em especial as teorias de probabilidade e estatística, ajuda muito a ver o panorama de algumas coisas. Por exemplo: o Spurs era o 30º da liga em faltas por jogo, com mais ou menos 17, se não me engano. OKC era o oitavo, com pouco mais de 20. Nos dois primeiros jogos, OKC fez (novamente, se não estou enganado) 24 e 28 faltas em San Antonio. Quando o jogo foi para Oklahoma, os juízes marcaram 16 e 15 nos respectivos jogos 3 e 4, em que o Spurs cometeu mais faltas que o adversário. Quando o jogo voltou para SA, os juízes novamente marcaram as faltas corretamente; que coisa, não? No jogo 6, a coisa estava indo até bem quando veio o intervalo. Aí os juízes se reuniram e falaram, “ah, vamos entregar o jogo pro Thunder de uma vez!”

Quanto às faltas, a principal (e põe principal nisso) questão é que um time carregado não pode defender tão fisicamente quanto o Thunder defendeu o Spurs, o que aconteceu nos dois primeiros jogos. San Antonio teria mais espaço para jogar porque os caras teriam de marcar menos agressivamente. Vimos isso no começo da série. Depois, o excesso de faltas poderia ter colocado no banco jogadores de OKC que estavam quentes.

Eu poderia discutir várias outras coisas, como James Harden e Kendrick Perkins, dois dos jogadores mais SUJOS da história da NBA. Não vou defender Metta World Peace, mas Harden tomou aquela cotovelada porque passou o jogo inteiro batendo e provocando Metta. Eu vi o jogo. Eu tinha o NBA League Pass completo. Poderia comentar também do Russell Westbrook e Serge Ibaka, que não são sujos, mas extremamente inconsequentes em sua fisicalidade (aliás, Serge Ibaka é o principal motivo pelo qual estou escrevendo este texto). A arbitragem não coibiu esses jogadores e o Spurs saiu prejudicado.

Mas, afinal de contas, o que quero discutir aqui, motivo do texto, são as mil violações de cesta, ou de tendência ou de descendência, não sei qual a melhor tradução para as Goaltending Violations que o Ibaka comete. No jogo 3 ou 4 (acho que foi o 4, mas não lembro com precisão), Steve Kerr, comentarista da transmissão norte americana, disse: “já é a quarta vez que o Ibaka faz isso e os juízes não apitam”. Nos jogos 1 e 2, o Ibaka cometeu as mesmas infrações e os juízes marcaram. Após o jogo ter ido para OKC, nunca mais. E é sempre a mesma coisa. Ora a bola BATIA NA TABELA e o Ibaka enfiava a mão nela, ora ele LITERALMENTE PRENSAVA a bola na tabela. Se eu estiver incorreto, por favor me corrijam. Na FIBA isso não vale e tenho quase certeza de que na NBA também não. O Ibaka fez isso em várias oportunidades e os juízes não marcaram. Para mim, isso é Goaltending e pronto (Clique aqui para ver o vídeo e esqueçam do narrador do SporTV).

Nos minutos 0:25 e 2:38, temos duas jogadas em que o Ibaka comete os MESMÍSSIMOS Goaltendings que ele cometeu contra os Spurs. E olha só, os árbitros marcaram!

Essa palhaçada de arbitragem me deixou extremamente desanimado com a NBA. Eu não vou comprar League Pass. Talvez só acompanhe os resultados finais dos jogos e olhe lá… Ah, só pra deixar claro, todo mundo sabia que os juízes ajudariam o Heat, independente de quem fosse para a final (lembrando que o Spurs x Heat com Bosh dando a enterrada de 4 passos, foi o jogo mais ridículo que eu já vi na minha vida em termos de juízes). Bom, deu no que deu, OKC levou ferro. OKC ganhou porque a arbitragem ajudou. Sem ela, não conseguiria fazer nada contra o Heat, ou mesmo o Spurs.

Leonardo Pankiewicz tem 24 anos e é torcedor do San Antonio Spurs desde 2003. Enviou este texto para o e-mail do Spurs Brasil e, pela qualidade, acabou publicado. Suas opiniões não refletem necessariamente a dos blogueiros.