Arquivo diário: 20/05/2012

Foi dada a largada

Começou! Na sexta-feira (18), o Seattle Storm e o Los Angeles Sparks protagonizaram uma partida emocionante e cheia de surpresas para o início da temporada de 2012 da WNBA. Ontem (19), o San Antonio Silver Stars viajou até Oklahoma para enfrentar o Tulsa Shock.

Essa é Sophia Young, uma das principais jogadoras do Stars!

Antes de eu comentar esse confronto, permitam-me lembrá-los sobre o palpite que deixei aqui na semana passada referente ao elenco principal para este ano. Na quinta-feira seguinte, foi anunciado pelo San Antonio quem ficaria com o time, e lá estavam as onze mencionadas por esta colunista, inclusive a “querida” Jayne Appel.

Com tudo definido, bastava entrar em quadra, o que começou bem mal. Logo no início do jogo de sábado, o Tulsa Shock abriu nove pontos de vantagem. As Stars tomaram um susto e Dan Hughes pediu um tempo. No retorno, Sophia Young abriu o placar para as texanas.

No fim, a vitória foi conquistada pelo visitante – o San Antonio. O ritmo foi encontrado, o time encontrou um equilíbrio e controlou o resto do jogo. Alguns pontos a serem exaltados:

Poder de decisão de Becky Hammon: não gosto de comparar, mas para ilustrar melhor, vou usar a “joia santista”, o Neymar, com o propósito de explicar o que ela significa para a equipe. No domingo passado, na final contra o Guarani, o Santos passou por um período de marasmo, sem criar nenhum lance perigoso, até que o camisa 11 pegou a bola, driblou quatro (ou tantos outros que estavam em seu caminho) e tocou para o companheiro no fundo do campo, que voltou o passe para o craque marcar. Ontem, Becky Hammon teve esse tipo de atitude em todos os momentos em que o Stars não tinha alternativas. Foram bolas de três pontos, passes, bandejas e dribles, tudo para que suas companheiras fossem motivadas e o time não ficasse atrás no placar. Por isso, seus 17 pontos e nove assistências valeram ouro na vitória do time.

O equilíbrio de Sophia Young: a ala teve um duplo-duplo (20 pontos e 13 rebotes) para abrir a temporada. Sua parada na offseason para cuidar do corpo e concentrar as forças na WNBA (e Olimpíadas) teve efeito na noite de ontem. Acredito que a moça terá um ano incrível!

Maturidade de Danielle Robinson: em determinado momento do jogo, DRob parece ter entendido que não é mais novata e que está entre as escolhidas porque tem competência. Sua velocidade é incrível e o controle de bola tem aumentado. O melhor é que a garota não é do tipo “crazy shooter” (como alguns gostam de definir a Iziane, por exemplo), ou seja, sabe acompanhar a jogada e finalizar da maneira correta. Foi muito legal vê-la levando algumas responsabilidades e administrando jogadas individuais, como, por exemplo, quando passou por duas marcadoras, mesmo com Becky em sua direita e outra companheira na esquerda, para fazer a bandeja. Com um técnico como Dan Hughes, certamente vai longe.

Se completam

A dupla Sophia Young-Becky Hammon: é dificil algo dar errado entre elas. A sincronia em quadra é perfeita. Poucos pick-and-rolls têm resultados tão positivos quanto os que elas protagonizam. Becky entende Sophia e vice-versa. Uma sabe o que a outra vai fazer, assim é bem mais fácil acertar uma jogada. As duas formam o pilar do San Antonio e trarão muita beleza e produtividade para o time.

O resultado final do compromisso foi 88 a 79. Lendo assim, parece que foi fácil para o Stars, mas esse é um equívoco total! Foi necessário um pedido de tempo para o esquadrão prateado entrar na linha.

O próximo jogo do San Antonio Silver Stars acontece na sexta-feira, às 19h00, contra o Connecticut Sun, fora de casa. Meu palpite é de vitória para o visitante. Saberemos se acertei no próximo domingo!

Até mais!

Com perfil de Duncan, Leonard ganha adeptos no Texas

“Eu acho que ele nunca fica empolgado. Ele é absolutamente na dele o tempo todo. Acho que ele é mais calmo do que eu, se é que isso é possível”.

O futuro está aí!

A fala acima é de Tim Duncan sobre o novato Kawhi Leonard, que vem sendo um dos destaques do San Antonio Spurs na série contra o Los Angeles Clippers, válida pela semifinal da Conferência Oeste.

Na terceira partida, disputada no Staples Center, o camisa 2 foi essencial para a virada da equipe texana, anotando 14 pontos e nove rebotes durante a vitória do Spurs.

Kawhi foi – e ainda é – uma grata surpresa nesta temporada. Quando ele foi draftado, todos esperavam um bom defensor, apenas isso, mas temos visto um jogador maduro, que se porta como um verdadeiro veterano em quadra.

Muita gente torce o nariz quando o comparam a Bruce Bowen. Até entendo esses torcedores, mas discordo e vou além: Leonard é muito mais talentoso do que Bowen. Nós temos uma joia rara em nosso elenco, que, além de defender muito bem (Bruce ainda é melhor nesse quesito, óbvio), ainda pega rebotes, dribla e rouba bolas – habilidades que faltavam no ex-camisa 12.

Vale lembrar que Bruce demorou até encontrar seu espaço na NBA. Ele só conseguiu se firmar quando já estava na casa dos 30 anos. Leonard, por outro lado, tem apenas 20 e já é titular do melhor time da liga. É claro que ainda faltam títulos para podermos compará-los, mas é difícil ficar calado diante de tanto talento. O que vocês acham?

Spurs (3) @ Clippers (0) – Semifinal da Conferência Oeste

San Antonio Spurs @ Los Angeles Clippers – Semifinal da Conferência Oeste

Data: 20/05/2012

Horário: 23h30 (Horário de Brasília)

Local: Staples Center

Na TV: Space

Na noite deste domingo (20), no Staples Center, os texanos do San Antonio Spurs, jogando em dias consecutivos (os chamados back-to-back), tentam fechar a série contra o Los Angeles Clippers e, com a varrida, carimbar seu passaporte para a próxima fase dos playoffs. O Spurs conseguiu aumentar sua liderança sobre o Clippers (3-0) vencendo o jogo de ontem, na casa do adversário, quando conseguiu se recuperar de uma desvantagem de 24 pontos no placar. Apenas uma vitória separa os comandados de Gregg Popovich das finais de conferência.

Confrontos na Série (3-0)

15/05/2012- San Antonio Spurs 108 vs 92 Los Angeles Clippers

O San Antonio Spurs começou a semifinal da Conferência Oeste com o pé direito. Esse foi o 15º triunfo consecutivo do time do astro Tim Duncan, que, com 26 pontos e dez rebotes, foi o melhor texano em quadra.

17/05/2012 – San Antonio Spurs 105 vs 88 Los Angeles Clippers

O Spurs abriu uma boa diferença logo de cara. No entanto, o time angelino conseguiu diminuí-la no decorrer do primeiro tempo. Já no segundo, ajudados por descuidos do adversário, o Spurs conseguiu nova vantagem e com ela ficou até o fim da partida. Tony Parker foi o destaque com 22 pontos, cinco assistências e cinco rebotes.

19/05/2012 – San Antonio Spurs 96 @ 86 Los Angeles Clippers

Após estarem perdendo por 24 pontos diferença, os comandados de Greg Popovich reagiram e ganharam o terceiro jogo na série de forma memorável. Tony Parker, Tim Duncan e Kahwi Leonard foram os destaques do Spurs.

 San Antonio Spurs

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Boris Diaw

C – Tim Duncan

Fique de Olho – Parker fez sua melhor partida na série na noite de ontem, marcando 23 pontos e distribuindo dez assistências. O armador francês está cada vez mais solto, pontuando mais e fazendo um bom trabalho defensivo sobre Chris Paul.

PG – Chris Paul

SG – Randy Foye

SF – Caron Butler

PF – Blake Griffin

C – DeAndre Jordan

Fique de Olho – Blake Griffin chegou machucado para a série contra o Spurs e, até o Jogo 3, não havia sido muito efetivo, ficando poucos minutos em quadra. No primeiro duelo, foram 28 minutos e 15 pontos. No segundo,  37 minutos e 20 pontos. No sábado, contudo, foram 43 minutos e 28 pontos. A melhora gradativa de Griffin é nítida. Olho nele!

Faltas intencionais: tática desprezível ou aceitável?

Popovich no melhor estilo Jair Picerni: “pega, pega, pega!”.

Depois da vitória do San Antonio Spurs sobre o Los Angeles Clippers por 96 a 86, um assunto polêmico veio à tona nos corredores do Staples Center. Fazer faltas intencionais em jogadores com aproveitamento ruim nos lances-livres é uma tática abominável ou inteligente?

O técnico Gregg Popovich utilizou essa tática, que ficou conhecida inicialmente como hack-a-Shaq, sempre que precisou. Na década de 2000, quando San Antonio Spurs e Los Angeles Lakers travaram batalhas épicas, o Coach Pop tentava frear o adversário fazendo faltas intencionais no pivô Shaquille O’Neal.

Popovich sempre foi muito criticado por isso, mas nunca deixou de se aproveitar dessa “brecha” no regulamento da NBA. Contra o Clippers, o comandante texano, vendo seu time perder por 24 pontos, apelou para o hack-a-Jordan. O alvo era o pivô DeAndre Jordan, que tem um aproveitamento medíocre de pouco mais de 50% nesse quesito.

No terceiro quarto, o Coach Pop mandou seus atletas fazerem faltas em Reggie Evans, outro jogador com médias horríveis. O resultado disso, óbvio, foi favorável ao Spurs. Somados, Jordan e Evans tentaram 12 arremessos e acertaram apenas três.

Após o duelo, a imprensa local bombardeou o treinador texano de perguntas sobre o tema. “Por que você optou por colocar Reggie Evans para chutar lances-livres?”, perguntou um jornalista californiano. “Porque ele tem um aproveitamento ruim”, respondeu Popovich, arrancando gargalhadas da imprensa.

“Vocês acham que eu quero ser um cara sábio com isso, mas o que mais eu poderia fazer? Vocês queriam que eu colocasse o Chris Paul lá?”, questionou o técnico. “Fiz falta nele (Evans) por um motivo. É feio, mas faz parte do jogo. Meu trabalho é tentar vencer”, completou o treinador do Spurs.

Para o jornalista Buck Harvey, colunista My San Antonio, as faltas intencionais podem ser ainda mais úteis se pensarmos por outra perspectiva. Segundo ele, a tática faz com que o time poupe esforços na defesa. Se enxergarmos por essa ótica e sabendo que o Jogo 4 será um back-to-back, Harvey está certo.

Entendo que muitos torcedores fiquem frustrados e achem isso tudo desnecessário, mas o que Popovich faz é válido, a regra permite. O que vocês pensam sobre isso, caros leitores? Pra quebrar um pouco o gelo, olha aí o Pop tirando um sarro da cara do Shaquille O’Neal na época do Phoenix Suns. Esse vídeo é épico!