Arquivo diário: 08/05/2012

Ginobili voltou a fazer cestas, mas quem se importa?

As bolas de 3 voltaram! (Photo by Steve Dykes/Getty Images)

Manu Ginobili foi o cestinha do San Antonio Spurs no Jogo 4 contra o Utah Jazz. Com 17 pontos em quase 27 minutos, o argentino foi um dos principais responsáveis por despachar o time de Salt Lake City.

O camisa 20 também enfim conseguiu converter uma bola de três pontos (foram três durante a partida) e se livrou da incômoda sequência de oito tentativas e nenhum acerto que estava em vigência desde o início da pós-temporada.

Apesar de ter mandado a “zica” para longe, os números parecem ser irrelevantes para o argentino, que falou sobre o assunto após o duelo. “É claro que todo mundo gosta de marcar pontos. Errei algumas bolas, é verdade, mas foram poucas tentativas. Sinceramente, nem estava preocupado com isso”, explicou.

A verdade é que Manu é muito mais importante para o San Antonio Spurs do que simples 17 pontos – e seus colegas de trabalho sabem muito bem disso. “Seria loucura julgá-lo com base em seu aproveitamento nas bolas de três”, defendeu o técnico Gregg Popovich. “No Jogo 2, por exemplo, Ginobili deu dez assistências. Ele está sempre fazendo alguma coisa em quadra para conquistar a vitória”, completou.

Quem também saiu em defesa do argentino foi o veterano Stephen Jackson, um dos novos líderes da equipe. “Todos têm seus dias ruins, mas os dias ruins do Manu parecem imperceptíveis”, analisou. “Mesmo que esteja mal nos arremessos, ele é capaz de fazer várias coisas úteis. Confiamos nesse cara todas as noites”, finalizou.

“Nunca vi nada desse tipo”, diz Jefferson sobre fase do Spurs

Coloca essa no porta-retrato, Big Al!

O San Antonio Spurs voltou a vencer o Utah Jazz na noite de segunda-feira (8) e se classificou com sobras para as semifinais da Conferência Oeste. Enquanto os texanos comemoraram o triunfo, os jogadores do Utah Jazz tentaram explicar a “varrida” por quatro jogos a zero. Quem se dispôs a encarar os microfones foi o pivô Al Jefferson, que disse estar impressionado com o basquete dos comandados de Gregg Popovich.

“Nesse momento, eles vêm jogando muito bem. Eu nunca vi nada assim antes”, disse o Big Al. “Estou feliz por estar nos playoffs, mas enfrentamos um time que está no seu auge e, sinceramente, acho difícil que alguém consiga batê-los. É uma grande equipe e eu tiro meu chapéu para eles”, pontuou o jogador.

O próximo oponente do San Antonio Spurs nos playoffs sairá do confronto entre Los Angeles Clippers e Memphis Grizzlies. O time da Califórnia, que é liderado por Chris Paul e Blake Griffin, abriu 3 a 1 na série e tem tudo para avançar às semifinais.

Depois da varrida…

Nada como uma volta para casa tranquila após a varrida. Foto do argentino Manu Ginobili e do brasileiro Tiago Splitter no voo de volta para San Antonio. Obrigado ao leitor Edson Chiarotti Filho, que publicou a foto na nossa página no Facebook.

Motivos para acreditar

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Calma, amigos. Apesar do título, este artigo não se trata de mais um comercial da Coca-Cola com uma mensagem bonita para a humanidade. Quero aproveitar este espaço para expor algo que estive pensando nos últimos dias. Afinal, existem razões para acreditar em mais um título do San Antonio Spurs nesta temporada?

Sim, há, e muitas! Eu explico…

Chegou a hora dessa cena se repetir?

Banco de reservas

Esse é o principal motivo que me faz acreditar que o Spurs vai terminar a temporada 2011/2012 com o troféu Larry O’Brien nas mãos. Alguns podem até discordar, mas, para mim, o Spurs tem o melhor banco de reservas da NBA. Nenhuma equipe possui alternativas tão boas como os texanos, que contam com toda a categoria de Manu Ginobili, a experiência de Stephen Jackson e a técnica de Tiago Splitter.

O poderoso banco de reservas faz do Spurs uma das equipes mais constantes de toda a liga. Os já conhecidos “apagões” foram se tornando mais raros e hoje vemos um elenco homogêneo, onde todos contribuem e sabem muito bem o seu papel.

Veteranos saudáveis

Alguns importantes jogadores do Spurs já viveram suas épocas áureas há algum tempo. Tim Duncan é o mais veterano, com 36 anos. Manu Ginobili e Stephen Jackon aparecem logo atrás, ambos com 34. Destes, apenas Manu Ginobili enfrentou problemas mais sérios durante a temporada, mas já está totalmente recuperado.

Méritos para Gregg Popovich. Com o bom elenco que tem em mãos, o treinador, escolhido como Técnico do Ano da NBA, soube dosar o tempo de quadra de seus jogadores, poupando os “vovôs” sempre que possível.

Tony Parker

Aos 29 anos, o armador vive seu auge na carreira e é o principal jogador do Spurs na atual época, com médias de 18,3 pontos e 7,7 assistências na temporada regular. O francês vem jogando um basquete de altíssima categoria, em nível que só vi o camisa #9 jogar na decisão de 2007, quando ficou com o troféu de MVP das Finais.

Mais novo jogador do Big Three e presente nas últimas três conquistas de título dos texanos, Tony Parker assumiu a liderança da equipe e não decepcionou. Há até quem o coloque na corrida pelo MVP, o que, ao meu ver, não é nenhum exagero.

Alternativas nas alas

A traumática eliminação do Spurs para o Memphis Grizzlies, no ano passado, teve seu bode expiatório: Richard Jefferson. E contratar um jogador para a posição de Small Forward tornou-se uma prioridade em San Antonio. Mas nem o mais otimista torcedor imaginaria um cenário favorável tão cedo.

Logo no Draft, a franquia acabou abrindo mão de um de seus “queridinhos” e enviou George Hill para o Indiana Pacers em troca da 15ª escolha do recrutamento, que viria a ser Kawhi Leonard. O novo ala chegou sob desconfiança, mas, com sua inteligência, esforço e, principalmente, boa defesa, conquistou até os mais exigentes torcedores.

Teve também o crescimento do até então desconhecido Danny Green, que surgiu ninguém sabe muito bem de onde, mas assim que teve oportunidade a agarrou e não largou mais. Além disso, assim que pôde, o Spurs envolveu Jefferson em uma troca e trouxe de volta Stephen Jackson. A ala, desta forma, passou de “problema” para solução em San Antonio.

Em 1999, a temporada acabou assim…

Para os supersticiosos…

Vivemos um campeonato encurtada por um locaute, com apenas 66 jogos ao invés dos tradicionais 82. E foi a segunda vez que a NBA teve partidas canceladas em função de uma greve. A primeira, se vocês não se lembram, foi em 1998/1999, quando a temporada regular teve apenas 50 jogos. E quem foi o campeão naquela oportunidade? Sim, o San Antonio Spurs.

13 anos depois, se todas as razões que apontei anteriormente não forem suficientes, você pode se apegar à superstição, fazer suas mandingas e torcer pela equipe texana…

Afinal, “Spurs é campeão” tem 13 letras!

Spurs (4) @ Jazz (0) – Diga aonde você vai…

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…que eu vou varrendo! Nesta segunda-feira (7), o San Antonio Spurs encerrou a série contra o Utah Jazz em apenas quatro jogos, e garantindo sua vaga para a próxima fase dos playoffs. Agora, o Spurs aguarda o desfecho da série entre Memphis Grizzlies e Los Angeles Clippers, que lidera a série por 3 a 1, para conhecer seu próximo adversário.

Os pivôs do Jazz deram trabalho, mas isso foi insuficiente para evitar a “varrida”

A força vem do banco

Mais uma vez, o banco foi fundamental no triunfo da equipe texana. Em noite pouco destacada do quinteto inicial, os suplentes da equipe de San Antonio anotaram 57 pontos, contra apenas 30 marcados pela equipe titular.

Cara de playoffs

Até aqui, a série entre Utah Jazz e San Antonio Spurs vinha sendo composta de partidas facilmente vencidas pela equipe texana. Desta vez, Tyrone Corbin, técnico do Jazz, promoveu algumas mudanças que alteraram a dinâmica do jogo.

O treinador promoveu a entrada do ala-pivô Derrick Favors ao quinteto titular e a saída do ala Juan Howard. Com isso, o Utah ficou com três big men em quadra: Al Jefferson, Paul Millsap e Favors. O Spurs sentiu o troca-troca e tomou uma surra feia nos rebotes: 57 a 43.

O jogo ficou com mais cara de playoffs, com defesas sufocantes, valendo tudo embaixo da cesta, e com o Jazz diminuindo a diferença para quatro pontos nos instantes finais da partida. Mas a postura tática do Spurs superou a fragilidade na área pintada e, apesar do susto, a vitória foi conquistada.

Ginobili

Manu Ginóbili teve sua primeira grande partida nos playoffs

Desde que se machucou na temporada regular, o argentino vem tendo um retorno vagaroso, sem repetir os jogos brilhantes do começo do ano e de praticamente toda a carreira.

Na série contra o Utah Jazz, Manu registrou médias de 5,7 pontos por jogo, número baixíssimo para um jogador como ele. Nesta última partida, porém, o argentino deu mostras de que está voltando à boa forma, marcando 17 pontos, acertando arremessos decisivos e cavando faltas em momentos importantes.

Torçamos para que ele volte a ser o gênio de sempre, porque, se queremos esse título, precisamos de Manu Ginóbili em sua melhor forma.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Manu Ginóbili – 17 pontos e quatro rebotes

Tony Parker – 11 pontos e três assistências

Tim Duncan – 11 pontos e cinco rebotes

Gary Neal – 11 pontos

Tiago Splitter – Dez pontos

Utah Jazz

Al Jefferson – 26 pontos e dez rebotes

Devin Harris – 19 pontos e sete assistências

Derrick Favors – 16 pontos e dez rebotes

Paul Millsap – Dez pontos e 19 rebotes