Arquivo diário: 06/05/2012

Elas voltaram, e eu também! Mas quem ficou?

The Fox nem ao menos terá férias, para a alegria dos torcedores do San Antonio Silver Stars e do Spurs

Sejam bem-vindos a mais uma temporada do Vestiário Feminino! Os jogos oficiais da WNBA ainda não começaram, mas os treinos e a pré-temporada sim, então vamos ao trabalho!

A perspectiva do San Antonio Silver Stars para a temporada de 2012 é muito boa. Do elenco do ano passado, estão no training camp Danielle Adams, Jayne Appel, Sophia Young, Tully Bevilaqua, Danielle Robinson, Jia Perkins e Porsha Phillips. Becky Hammon chega a San Antonio nesta segunda-feira (07/05). Vou começar falando sobre elas.

A opinião dessa colunista continua semelhante: Dan Hughes está perdendo um tempo preciosíssimo com Jayne Appel. A menina tem altura, corpo e currículo bom na faculdade, mas não vingou no profissional. Algumas partidas dela são bizarras – do tipo de estar completamente aberta para a bandeja, mas preferir passar a bola ao invés de marcar os pontos. Agora, contudo, chegou uma novata que provavelmente vai tirar o lugar dela (falo mais tarde sobre a garota).

Danielle Adams voltou bem neste ano, mas não fisicamente. No primeiro jogo da pré-temporada, ela foi cestinha e reboteira (12+7). É importante mantê-la no time, mas é preciso que haja um acompanhamento especial em relação ao seu físico. A ala-pivô é uma atleta profissional, ótima, com categoria, técnica e eficiência, mas o sobrepeso atrapalha o que ela poderia fazer melhor: correr. Vale ressaltar que Adams só perdeu o prêmio de Notava do Ano para Maya Moore porque se machucou e precisou se afastar das quadras.

Uma aposta boa é Danielle Robinson, que no final do ano passado mostrou muito amadurecimento. Estava meio escondida no começo, tímida, sem se aproveitar de sua  excelente velocidade, mas no fim colocou a “cara à tapa”, ganhou espaço no quinteto titular e marcou boas (e importantes) bolas para o San Antonio. Neste ano, vai acertar mais do que em 2011 e certamente se estabelecer no time.

Tully Bevilaqua está quase se aposentando, é uma boa armadora e seu ponto alto é a defesa. Convenhamos: essa qualidade vem muito bem, obrigada, ao Silver Stars. A dupla formada pela australiana Bevilaqua e pela também veterana Becky Hammon é, certamente, uma das melhores defesas da liga. Infelizmente, o time precisa de pontuadoras e, por isso, eu acredito que ela estará em quadra mais por sua experiência do que eficiência.

Muito inteligente foi Dan Hughes em manter Jia Perkins com a equipe. Ótima coadjuvante, com média boa para o seu papel (13,0 pontos), será crucial para os momentos em que Hammon, Bevilaqua e Shenise Johnson (o segredo) precisarem ficar no banco.

Uma dúvida grande é Porsha Phillips. Foi fraquinha no ano passado e, contra o Indiana Fever (sábado, 05/05 – pré-temporada), fez apenas um ponto em 11 minutos de quadra. Se eu fosse a GM, tirava do time.

As outras? Calma, não pensem que me esqueci delas.

Ter Sophia Young e Becky Hammon no elenco não é para qualquer um. A primeira ficou “parada” na offseason apenas para se preparar para este ano. Digo “parada” porque, ao invés de se desgastar com inúmeras viagens e mudanças climáticas drásticas na Europa, a ala ficou em San Antonio, cuidando do corpo e ajeitando algumas irregularidades casuais que todo atleta acaba tendo. A segunda esteve no Velho Continente, com o Spartak Vidnoje (tinha como companheiras de equipe Seimone Augustus, do Minnesota Lynx, e Candice Dupree, do Phoenix Mercury – ou seja, a coisa não era fraca!). Para variar, seu QG era na Rússia, país que ela representará nas Olimpíadas de Londres.

Essas duas dispensam apresentação pela qualidade técnica que possuem, pela fama que suas carreiras têm e também por não cansarem os olhos dos nossos queridos leitores. Por isso, se você quiser saber mais sobre as moçoilas, que muitas vezes carregam o San Antonio Silver Stars às vitórias, vá ao Twitter, digite @BetaOsraReed e me mande um recado para batermos um papo sobre as garotas, o time e a WNBA. Além desse canal, o Dentro da WNBA trará as novidades mais importantes do campeonato neste ano.

O San Antonio Silver Stars começa a temporada, para valer, no dia 19 de maio. Seu primeiro adversário será o Tulsa Shock, como no ano passado. Até lá, há mais uma partida pela pré-temporada, contra o Indiana Fever (09/05). Ontem, o placar final do jogo foi de 69-67, com cesta de Briann January (Fever) faltando 2,7 segundos para o final. O resultado foi ótimo para o Stars, já que o Indiana tinha suas principais jogadoras em quadra, enquanto o time texano testava as novatas.

Na próxima semana, aqui no Vestiário Feminino, você terá mais detalhes sobre as meninas que chegaram agora no San Antonio Silver Stars. Imperdível!

Até mais!

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Experiência: fator chave para o Spurs contra o Utah Jazz

Parceiros há muitos anos. Experiência única!

Além de ter um elenco mais talentoso, o San Antonio Spurs tem um trunfo e tanto nesta série de primeira rodada contra o Utah Jazz: a experiência.

Tim Duncan, por exemplo, já disputou 179 jogos de playoff em sua carreira – uma partida a menos do que os três jogadores mais experientes do Jazz somados.

Tony Parker, por sua vez, já esteve em 141 jogos decisivos, enquanto o argentino Manu Ginobili participou de 124 embates em playoffs. Isso torna o trio Parker, Duncan e Ginobili, de longe, o mais “vivido” em toda a NBA.

Essa experiência já começa no banco de reservas. Com 111 triunfos em pós-temporadas na carreira, Gregg Popovich é o terceiro treinador da história com mais êxito neste quesito, atrás apenas de Pat Riley e Phil Jackson.

“Já estivemos em muitos duelos assim. Esse pessoal tem estado junto por um bom tempo”, disse o Coach Pop ao site Spurs Nation após a terceira partida da série. “Eles sabem como agir fora de casa e têm ciência de como é lidar com a torcida adversária”, completou.

Para Tyrone Corbin, técnico do Utah Jazz, a falta de vivência de sua equipe é evidente. O próprio Corbin é “virgem” em termos de pós-temporada – é a primeira vez que ele disputa os playoffs como comandante oficial do time de Salt Lake City.

“Você pode falar sobre isso e contar histórias para eles, mas nunca será a mesma coisa. Até que você encare os playoffs vai ser difícil entender”, explicou o treinador.

Jefferson vê Spurs superior e praticamente joga a toalha

A coisa tá feia, Big Al!

O Utah Jazz bem que tentou. Jogando a primeira partida em casa após duas derrotas em San Antonio, o time de Salt Lake City conseguiu impor algumas dificuldades aos comandados de Gregg Popovich no jogo de sábado (5).

A franquia texana, no entanto, aproveitou a noite inspirada de Tony Parker e o bom desempenho do banco de reservas para sair de quadra com mais um triunfo, dessa vez por 102 a 90. Com 3 a 0 na série, o San Antonio Spurs tem um tabu histórico a seu favor. Nunca na história dos playoffs uma equipe conseguiu reverter o placar adverso de três revezes consecutivos.

Até mesmo Al Jefferson, um dos principais atletas do Utah Jazz, parece ter entregado os pontos após a derrota em casa. “Temos de fazer um jogo perfeito para, talvez, conseguir vencer um time como esse”, declarou o Big Al.

Jefferson foi um dos principais pontos de referência do Jazz na noite de sábado. Em 37 minutos em quadra, ele anotou 21 pontos (10-18) e pegou 11 rebotes.

Spurs (3) @ Jazz (0) – Parker lidera terceira vitória

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Na noite deste sábado (5), o San Antonio Spurs conseguiu sua terceira vitória na primeira rodada dos playoffs contra o Utah Jazz, em Salt Lake City. O time texano não se importou por estar jogando fora de casa e deu um grande passo para ganhar a série. Agora, o Spurs precisa de apenas um triunfo para garantir sua passagem às semifinais da Conferência Oeste. O Jogo 4, que pode ser o último, acontece na segunda-feira.

Tony Parker foi o melhor jogador em quadra| Photo by Steve Dykes/Getty Images

Parker foi o melhor em quadra| Photo by Steve Dykes/Getty Images

Tony #9

O armador francês Tony Parker mais uma vez foi o cestinha e o melhor jogador em quadra. Na noite de sábado, o camisa #9 marcou 27 pontos, acertando dez dos 17 arremessos que tentou, e distribuiu seis assistências. Só no último quarto, Tony fez 16 pontos, que foram imprescindíveis para a arrancada vitoriosa.

Timmy fez outra boa partida | Foto: Steve Dykes/Getty Images

Timmy fez outra boa partida | Foto: Steve Dykes/Getty Images

Vitória do coletivo

Além de Parker, mais quatro jogadores de San Antonio marcaram dez ou mais pontos. Dos atletas do time texano que pisaram em quadra e apenas James Anderson não pontuou. O jovem, no entanto, só passou 34 segundos no jogo.

Tim Duncan também fez uma grande partida, marcando 17 pontos e coletando seis rebotes.

Splitter – O retorno

Tiago Splitter voltou após passar um jogo sem entrar em quadra – ele havia sofrido uma entorse no punho durante a primeira batalha da série. O brasileiro retornou em grande estilo, marcando dez pontos e coletando oito rebotes. Foi a melhor partida do pivô em playoffs.

Acirrado

O Jogo 3 foi, de longe, o mais disputado até aqui. No entanto, o Spurs passou pouco tempo atrás no placar. No último quarto, o Jazz chegou a se aproximar, mas Tony Parker mostrou porque é o principal jogador do time texano e garantiu a vitória, acertando cestas pontuais.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 27 pontos e seis assistências

Tim Duncan – 17 pontos e seis rebotes

Danny Green – 14 pontos e seis rebotes

Stephen Jackson – 13 pontos

Tiago Splitter – Dez pontos e oito rebotes

Manu Ginobili – Dez assistências e seis pontos

Utah Jazz

Al Jefferson – 21 pontos e 11 rebotes

Devin Harris – 21 pontos e cinco assistências

Derrick Favors – 15 pontos e 11 rebotes