Arquivo diário: 01/05/2012

Popovich é eleito o técnico do ano na NBA

Pop divide troféu com R.C. Buford e assistentes técnicos (Foto: Spurs Nation)

Gregg Popovich, do San Antonio Spurs, foi eleito nesta terça-feira (1) o melhor técnico do ano na NBA. O treinador liderou o time texano a uma campanha de 50 vitórias e apenas 16 derrotas na temporada regular e levou para casa o Troféu Red Auerbach.

Popovich, que completou 63 anos em janeiro, ganhou o prêmio pela segunda vez na carreira (havia sido condecorado anteriormente na temporada 2002/2003, justamente quando o Spurs ganhou seu segundo título).

“Ser apontado entre tantos treinadores fantásticos é uma experiência sem igual”, declarou o Coach Pop, que dedicou o troféu aos seus assistentes e ao amigo e general manager R.C. Buford. “Meus assistentes e o R.C. Buford devem encarar esse prêmio como se fosse deles também”, afirmou.

Pop foi a primeira escolha de 77 especialistas do esporte de um total de 119. Além disso, foi deixado de lado por apenas oito deles.

Técnico Nº1 Nº2 Nº3 Pontos
Gregg Popovich (Spurs) 77 24 11 467
Tom Thibodeau (Bulls) 27 53 21 315
Frank Vogel (Pacers) 7 27 45 161

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Foram 123 dias para disputar 66 partidas e terminar com um saldo de 50 vitórias (75,8% de aproveitamento), sendo apenas cinco derrotas jogando no AT&T Center. Nas duas séries de back-to-back-to-back, o Spurs venceu todas, tornando-se o único time da NBA a alcançar tal façanha. Quatro jogos em cinco dias foi algo frequente nesta temporada.

Danny Green foi o único jogador do Spurs a participar dos 66 jogos

Alguns torcedores criticam Gregg Popovich por poupar demais os seus jogadores, mas o tetracampeão da NBA sabe muito bem o que faz. Tudo bem que aprendemos com os erros e três deles foram muito marcantes:

  1. Draftar Luis Scola: Calma, não foi bem este o erro, o problema foi para trazê-lo para a NBA. Pagar a quebra do contrato sairia muito caro para a franquia, mas os resultados que o Argentino tem tido em Houston fazem o arrependimento soar alto;
  2. Contratar Richard Jefferson: Sinceramente eu achei que teria sido o melhor reforço que o Spurs fez na era Popovich. Jefferson é um jogador disciplinado, líder de equipe, bom defensor e excelente pontuador, mas com apenas um problema: não se encaixa no esquema do nosso treinador;
  3. Deixar de poupar jogadores em jogos menos importantes: Na temporada passada, achei que Pop continuaria poupando os principais jogadores, mas resolveu entrar com força total contra o Suns. Resultado: Manu teve um entorse no cotovelo direito e desfalcou o time nos primeiros jogos dos playoffs e jogando no sacrifício nos demais.

A franquia tentou se redimir, não poupando esforços para trazer Tiago Splitter, conseguiu trocar Jefferson pelo ex-Spur Stephen Jackson e não hesitou em poupar o trio Parker, Manu e Duncan após garantir o primeiro lugar da Conferência Oeste.

Mas o que mais me impressiona mesmo é o time de olheiros por trás desse elenco. Patrick Mills foi a última novidade e parece ser um substituto bem mais maduro para Tony Parker. Jogando mais ‘solto’ contra o Warriors, Mills anotou um double-double, com 34 pontos e 12 assistências. A troca de George Hill por Kawhi Leonard me deixou com uma pulga atrás da orelha, mas, com Danny Green fazendo uma temporada sólida, não sinto falta de Hill.

Deve ser difícil acertar nas primeiras escolhas do Draft, mas deve ser muito pior conseguir garimpar alguém no final da primeira ou segunda rodadas. Mas a equipe texana tem tido muito sucesso, trazendo jogadores como George Hill, DeJuan Blair, Tiago Splitter, Luis Scola, Manu Ginóbili e Tony Parker.

Mais algum grande erro nos últimos anos ou mais algum destaque que esqueci de citar?

Harris fala em fazer faltas duras para brecar Tony Parker

Pobre Parker; vai sofrer nos próximos jogos...

Parar Tony Parker parece que vai ser o maior desafio do Utah Jazz durante os playoffs. No primeiro jogo da série do San Antonio Spurs nos playoffs, o francês anotou 28 pontos e atormentou a defesa de Salt Lake City.

Que tal algumas faltas duras para brecar o ímpeto do camisa 9? É isso que sugere o rival Devin Harris, provável encarregado de tomar conta de Parker. “Ele é um desafio e tanto”, avaliou Harris. “Tony faz um ótimo trabalho quando infiltra e tem grande velocidade. Temos que tentar impor uma defesa mais forte sobre ele, limitar suas bandejas e talvez fazer uma ou duas faltas mais pesadas”, completou.

Bem, talvez o jogador do Jazz esteja certo. Hoje em dia só é possível parar o francês na porrada mesmo. Outra hipótese, dita em tom de brincadeira por Stephen Jackson, é sequestrá-lo.

“Talvez eles possam sequestrá-lo. Quero dizer, acho que de nenhuma maneira legal eles podem pará-lo”, disse Jackson às risadas, após o Jogo 1 da série.