Arquivo diário: 21/04/2012

Possíveis adversários na primeira rodada

koba

Com vagas já reservadas para San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder no topo da Conferência Oeste e restando apenas duas a serem definidas, a primeira rodada dos playoffs já começa a se desenhar para o nosso time. Veja como foi o desempenho dos texanos na temporada regular contra os possíveis adversários na primeira rodada:

2 vitórias e 2 derrotas
2 vitórias e 1 derrota
3 vitórias e nenhuma derrota
3 vitórias e 1 derrota
2 vitórias e 2 derrotas

E aí, leitores? Quem vocês prefeririam que o Spurs enfrentasse? De quem querem fugir?

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Verdades e falácias sobre o Spurs

Em sua mais recente coluna Interferência, publicada na última quinta-feira (19), meu companheiro de blog Rafael Proença levantou uma questão interessante: os rótulos que pairam sobre o San Antonio Spurs. O autor do texto lembrou que a equipe texana continua sendo vista como defensiva e pragmática, mesmo jogando de maneira diferente desde o início da última temporada. Isso me motivou a escrever novamente sobre o tema: quais lugares comum em torno do líder da Conferência Oeste são verdadeiros?

Juventude, velocidade... inexperiência?

Conforme explicado pelo Rafael no último texto, aquela ideia de equipe defensiva realmente é falsa. Embora tenhamos bons especialistas, como Danny Green, Kawhi Leonard e Stephen Jackson, estamos longe de ser aquele ferrolho campeão da temporada 2004/2005. Basta olhar para os números. Em apenas três dos 12 jogos que fez em abril, o Spurs não passou dos cem pontos. Além disso, o time texano é o segundo que mais faz pontos por jogo na temporada – a média é de 103, atrás apenas do Denver Nuggets, que marca 103,48 – e a 14ª que mais permite pontos dos adversários.

Mas os rótulos não param por aí. Que tal aqueles que dizem que o Spurs é um elenco envelhecido? Em pesquisa feita em janeiro, a equipe texana tinha apenas o 13º plantel mais velho da liga. Talvez isso tenha mudado com as chegadas de Boris Diaw e, principalmente, de Stephen Jackson, é bem verdade. Mas isso não altera o fato de que nunca o time de San Antonio deu tantos minutos para jogadores jovens quanto agora.

Um dos grandes méritos de Gregg Popovich, R.C. Buford e companhia nas últimas temporadas foi ter renovado a equipe sem trocar nenhuma estrela. Basta ver Green e Leonard ocupando vagas no quinteto inicial. No garrafão, DeJuan Blair e Tiago Splitter disputam o posto de titular – dos quatro, o pivô brasileiro, que completou 27 anos nesta temporada, é o mais velho.

E não é só de fora que vêm os rótulos. Às vezes, nós mesmos não percebemos mudanças na identidade das equipes. Pode ser difícil a princípio, mas temos de admitir que esse novo Spurs tem encontrado dificuldades nos playoffs – fase em que muitos de nós consideram que a equipe é especialista. Mas vale lembrar que os texanos venceram apenas dois dos últimos dez jogos disputados na pós-temporada – as duas últimas séries acabaram com vitórias do Phoenix Suns, por 4 a 0, e do Memphis Grizzlies, por 4 a 2.

Sou sempre contra rótulos no esporte. O Dallas Mavericks não era amarelão? Jason Kidd não era perdedor? Dirk Nowitzki não era pouco decisivo? Às vezes, é preciso um choque como um título para as pessoas passarem a ver mudanças que estão acontecendo diante delas. Os times mudam! O Spurs mudou. É hora de enxergar.

Spurs (46-16) vs Lakers (40-24) – Incontestável!

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O San Antonio Spurs recebeu, nesta sexta-feira (20), o Los Angeles Lakers para o terceiro jogo entre as equipes na temporada. E se o último confronto disputado em solo texano deixou uma impressão ruim e uma dúvida pairando no ar, dessa vez Tim Duncan e companhia trataram de acabar com ela e massacraram o rival por 121 a 97. A partida marcou o retorno de Kobe Bryant ao time angelino, após sete partidas fora.

Parker comemora a vitória com sua dancinha francesa (AP Photo)

Restou alguma dúvida?

Se lembram quando o Spurs foi derrotado pelo Lakers, em San Antonio, tomando um verdadeiro “vareio” nos rebotes, sem Kobe Bryant e com show de Andrew Bynum? Nem faz tanto tempo assim, mas o que se viu em quadra foi completamente diferente desta vez. Se naquela derrota o Spurs permitiu 60 rebotes aos angelinos, desta vez os texanos ganharam a briga lá no alto e ficaram com 42 ressaltos, contra 29 do rival. Bynum, que naquele confronto havia coletado, sozinho, 30 rebotes, desta vez pegou apenas dois.

Três quartos foram suficientes para o trio somar 61 pontos (AP Photo)

O Big Three voltou

Que Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili ainda são a base do Spurs, todo mundo sabe. Mas há quanto tempo os três não terminavam uma partida com 20 pontos cada? Já se vão mais de um ano desde 1º de abril de 2011. Com 21 pontos de Duncan, 20 de Parker e outros 20 de Manu, ficou difícil para o Lakers. Os números só não foram maiores porque só Ginobili pisou em quadra no último quarto, e por apenas quatro minutos.

Nem parece o Spurs

Ainda estranho quando vejo o San Antonio Spurs ultrapassando a barreira dos cem pontos. Há alguns anos, a equipe não chegaria a 121 tentos nem se houvessem quatro ou cinco prorrogações. Este, aliás, foi um dos assuntos da última coluna Interferência, de Rafael Proença. Contra o Lakers, o Spurs chegou à contagem centenária restando praticamente oito minutos ainda por jogar. Um desempenho ofensivo espetacular, fruto do ótimo aproveitamento de 61% nos tiros de quadra.

O "fortinho" Diaw, aos poucos, ganha mais relevância na equipe (AP Photo)

Que isso, gordinho? Que isso?

Vou analisar aqui o desempenho dos dois “gordinhos” do time de San Antonio, que vivem momentos opostos. O primeiro é Boris Diaw, que parece estar se soltando. O francês saiu do banco e ficou 24 minutos em quadra, anotando oito pontos e cinco rebotes. Mas mais do que os números, o ala-pivô conseguiu exercer ótima marcação sobre Pau Gasol, limitando o espanhol a apenas quatro acertos em dez arremessos tentados, além de ter atormentado o angelino no ataque, se movimentando por toda a quadra.

O outro é DeJuan Blair, o jovem que chegou arrebentando em San Antonio há duas temporadas e agora parece cada vez mais dispensável. Primeiro perdeu o lugar no time titular para Tiago Splitter, que nos dois jogos contra o Lakers começou em quadra. Agora, perdeu espaço até no banco. Nesta sexta, ficou apenas sete minutos em quadra, todos eles quando o confronto já estava decidido.

 Teimosia

Gregg Popovich é um dos melhores – se não o melhor – técnico da NBA, mas algumas pequenas coisas me irritam no treinador. Uma delas é a sua teimosia em escalar Gary Neal como armador principal nos momentos em que Parker descansa. O camisa 14 é um excepcional arremessador, um dos melhores em toda a liga, mas não é muito inteligente com a bola nas mãos. Armando o jogo, é comum vê-lo se enrolando com marcações um pouco mais pressionadas, ou então forçando chutes em momentos inapropriados, ao invés de acionar seus companheiros. Nos playoffs pode ser um problema. Confiar mais em Patrick Mills pode ser uma alternativa melhor.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 21 pontos e oito rebotes

Tony Parker – 20 pontos e dez assistências

Manu Ginobili – 20 pontos, sete assistências e seis rebotes

Gary Neal – 12 pontos

Los Angeles Lakers

Kobe Bryant – 18 pontos

Andrew Bynum – 17 pontos

Matt Barnes – 14 pontos e cinco rebotes