Arquivo diário: 07/04/2012

Após décimo jogo, Jackson assume reserva e elogia Pop

Jackson vem reencontrando o bom basquete aos poucos

Já se foram dez jogos desde que Stephen Jackson chegou a San Antonio. Nesse período, o ala mantém médias de 9,1 pontos e 4,2 rebotes em pouco mais de 22 minutos por noite.

O Captain Jack parece feliz após passagem ruim pelo Milwaukee Bucks. Em San Antonio, mesmo como reserva, ele é querido por todos e está conquistando seu espaço. “É muito bom poder jogar basquete novamente e estar ao lado de caras que amam esse jogo. Foi assim em toda a minha carreira”, avaliou.

O camisa 3 credita a boa fase do atual líder do Oeste a Gregg Popovich, que, segundo ele, sabe como tratar seus atletas. “Ele é o melhor treinador que poderíamos ter. Sabe quando dar descanso aos jogadores”, disse. “Ele sabe quando colocá-los em quadra e também a hora certa de tirá-los”, completou.

Para finalizar, o polêmico Jackson falou sobre o banco de reservas do San Antonio Spurs, que vem sendo um dos melhores da temporada até aqui. “No fim das contas, temos de deixar o trabalho pronto e vencer jogos. Ninguém aqui está preocupado se será titular ou reserva. Nosso objetivo é conquistar o título”, finalizou.

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Líder. E agora?

Com a vitória sobre o New Orleans Hornets e a derrota do Oklahoma City Thunder para o Indiana Pacers, o San Antonio Spurs chegou à liderança da Conferência Oeste da NBA. Restando pouco menos de um mês para o fim da temporada regular, parece claro que a equipe texana tem condições de se manter no topo para garantir o mando de quadra. A questão é: como manter a primeira colocação e, ao mesmo tempo, preservar as principais estrelas para os playoffs?

Stephen Jackson é reserva. Mas até quando?

A resposta óbvia me parece ser o banco de reservas. Hoje, poucas franquias na NBA têm um elenco tão rico como o do San Antonio Spurs. Enquanto usa os jovens Danny Green e Kawhi Leonard no quinteto titular, Gregg Popovich tem ótimas opções para o perímetro, como o genial Manu Ginobili, o experiente Stephen Jackson e o arremessador Gary Neal. Na armação, Patrick Mills começa a se destacar nos minutos de descanso de Tony Parker. Por fim, no garrafão, Boris Diaw chegou para ser, ao lado de Tiago Splitter e Matt Bonner, alternativa para o descanso de Tim Duncan e para os dias pouco inspirados do ainda incostante DeJuan Blair.

Porém, apesar de eficiente nas últimas rodadas, pode-se dizer que o Spurs ainda é um time em formação. As recentes chegadas de Mills, Jackson e Diaw e a recuperação de Ginobili levantaram muitas dúvidas em quanto à rotação da equipe para os playoffs. E acredito que é nisso que Pop tem de se focar como prioridade daqui até o fim da temporada.

Prova disso foi o jogo contra o Boston Celtics. Depois que T.J. Ford se aposentou, Mills passou a ser, aparentemente, a melhor opção para a reserva na armação, já que o jovem Cory Joseph ainda parece um pouco cru para a NBA. Mas Pop, talvez temendo a falta de entrosamento do australiano, resolveu usar Neal improvisado na posição 1 contra Rajon Rondo e companhia. Resultado: o camisa #14, pouco à vontade na função, cometeu cinco desperdícios de bola. Para se redimir, no fim do jogo, acertou um decisivo arremesso de três em sua especialidade. Esse tem de ser o papel dele!

Essa é uma das respostas que Pop precisa encontrar logo antes do fim da temporada regular. Quem vai organizar o jogo quando Parker estiver no banco? Mills e Diaw aparecem como boas opções, mas o técnico ainda mostra um pé atrás com ambos. Ginobili e Jackson, então, parecem ser as alternarivas mais confiáveis, mas o treinador segue apostando em Neal. Aposta que, no meu entender, jamais pode ser usada nos playoffs.

Outro tópico interessante me faz lembrar o ano passado. Blair foi titular durante quase toda a temporada regular. Na reta final, no entanto, Pop promoveu a entrada de Antonio McDyess no quinteto inicial, de olho na experiência do ala-pivô. Isso me faz questionar a presença de Green e Leonard. Os dois fazem temporada excepcional, bem acima das minhas expectativas, principalmente na defesa. Mas acho que, quando o bicho pegar, o técnico vai acabar apostando na experiência de Manu e Jackson.

Preservar os veteranos será importante nessa reta final de temporada regular. Porém, a prioridade de Pop até os playoffs tem de ser ajustar a rotação da equipe texana. Se o treinador encontrar o ponto de equilíbrio entre tantas boas opções que tem no elenco, certamente as chances de título aumentarão bastante.

Spurs (39-14) vs Hornets (14-41) – É líder!

128×103

Na noite de sexta-feira (6), o San Antonio Spurs assumiu a liderança da Conferência Oeste da NBA. Jogando em casa, a equipe texana venceu o New Orleans Hornets por 128 a 103 e contou com o tropeço do Oklahoma City Thunder, que perdeu para o Indiana Pacers por 103 a 98, para chegar ao topo.

Mais uma bela partida de Tim Duncan (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images )

Rolo compressor

A liderança caiu no colo do Spurs após dez vitórias seguidas. E em apenas três destes dez triunfos consecutivos a equipe texana não passou dos cem pontos. Na sexta-feira, não foi diferente; contra o Hornets, que havia complicado as três primeiras partidas do ano, os donos da casa se impuseram, fizeram o ataque fluir com naturalidade e completaram a varrida sobre o rival da Divisão Sudoeste nesta temporada.

Quem é líder aí? (D. Clarke Evans/NBAE/Getty Images)

Que banco é esse?

Na partida contra o Hornets, seis jogadores do Spurs chegaram aos dígitos duplos em pontos. É curioso notar que cinco deles começaram o duelo entre os reservas: Manu Ginobili (14), Patrick Mills (14), Stephen Jackson (13), Gary Neal (13) e Tiago Splitter (10). O cestinha da equipe foi o titular Tim Duncan, que deixou a quadra com 19 pontos.

Chuva dos três pontos

Um dos pontos fortes do ataque do Spurs é o uso das bolas de três pontos. Contra o Hornets, essa arma funcionou: a equipe texana tentou 18 arremessos do perímetro e acertou nove, um belo aproveitamento de 50%. O destaques foram Manu Ginobili (2-2), Gary Neal (2-4) e James Anderson (1-1).

Jogos espelhados

Para tentar manter a boa fase, o Spurs agora enfrenta os chamados “jogos espelhados” contra o Utah Jazz. No domingo, os texanos recebem os adversários e, um dia depois, viajam a Salt Lake City para enfrentá-los novamente. Vêm mais vitórias por aí?

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 19 pontos, seis rebotes, dois tocos e duas roubadas de bola

Patrick Mills – 14 pontos, quatro assistências e duas roubadas de bola

Manu Ginobili – 14 pontos e quatro assistências

Stephen Jackson – 13 pontos e sete rebotes

Gary Neal – 13 pontos e quatro assistências

Tiago Splitter – Dez pontos, quatro rebotes e dois tocos

New Orleans Hornets

Eric Gordon – 31 pontos, quatro assistências e três roubadas de bola

Marco Belinelli – 15 pontos e duas roubadas de bola

Carl Landry – 13 pontos e seis rebotes

Aposentadoria está longe dos planos, diz Tim Duncan

Cena rara!

Boa notícia para os torcedores do San Antonio Spurs. Em entrevista recente concedida ao site Yahoo! Sports, o ala-pivô Tim Duncan afirmou que continuará na NBA ao final de seu contrato, que acaba nesta temporada. Isso quer dizer que ele deverá renovar seu vínculo com o Spurs em breve.

“Eu amo jogar. Sou um competidor. Meu nível de divertimento na liga é realmente grande”, disse ele.

Duncan havia cogitado se aposentar quando seu contrato acabasse, mas parece que o bom desempenho nesta temporada fez com que o ídolo texano repensasse sua carreira. Em 2011/2012, o ala-pivô tem médias de 15 pontos e 9,1 rebotes por noite e faz, de longe, sua época mais eficiente dos últimos anos.

Prestes a completar 36 anos, o atleta afirma que essa longevidade toda tem nome, e se chama Gregg Popovich. “Ele é tudo. Gregg tem sido um técnico perfeito para mim”, elogiou o craque. “Ele entende o que eu preciso, continua me incentivando e pegando no meu pé. Ele permite que eu seja um jogador normal e ao mesmo tempo eu aprendo com isso todos os dias”, finalizou.