Arquivo diário: 04/04/2012

Spurs (38-14) @ Celtics (30-23) – Teste pra cardíaco!

San Antonio Spurs87X86Boston Celtics

Foi sofrido, mas o San Antonio Spurs arrancou uma vitória importante do Boston Celtics fora de casa. Com o triunfo, a franquia texana se aproximou ainda mais do Oklahoma City Thunder e já sonha com o topo da Conferência Oeste. O time da casa teve a bola do jogo, mas Paul Pierce desperdiçou o arremesso e o placar ficou em 87 a 86 para os visitantes em partida disputada nesta quarta-feira (4).

Quem é melhor?

Nove e contando…

A vitória desta quarta foi a nona consecutiva do San Antonio Spurs – melhor sequência em atividade em toda a NBA. O Boston Celtics, por outro lado, teve sua sequência de cinco triunfos consecutivos quebrada.

Amor e ódio

Confesso que tenho um caso de amor e ódio com o Gary Neal. Ele é bom jogador, tem um arremesso confiável e é um ótimo desafogo na tábua ofensiva, mas peca em uma série de aspectos. Tudo bem que ele está jogando improvisado como armador, mas precisa passar mais a bola, forçar menos arremessos e procurar fazer o simples. Contra o Celtics, Neal cometeu cinco turnovers – muitos deles na reta final da partida – e quase prejudicou a equipe. No entanto, foi o mesmo camisa 14 que acertou uma bola de três pontos crucial no último minuto do jogo. Assim fica difícil ter raiva dele, né?

Flop do Timmy?

Segundo tempo sofrível

O primeiro tempo do San Antonio Spurs contra o Boston Celtics foi fantástico. A franquia texana foi para o intervalo vencendo por 59 a 48, mas parece ter parado por aí. Na volta do descanso, quem ditou o ritmo da partida foi o time da casa, que sufocou os comandados de Gregg Popovich. Para se ter uma ideia, San Antonio fez apenas nove pontos no terceiro período e um total de 28 pontos no segundo tempo inteiro – o que é tenebroso!

O aproveitamento nos arremessos também foi ruim (41,9%), assim como o aproveitamento de longa distância (25%). Vale lembrar que o tiro de três pontos é uma das principais armas – quiçá a principal – do Spurs no ataque.

Esses 25% refletem um pouco o desempenho do time em quadra, já que essas bolas que deixaram de cair fizeram muita falta. A parte boa é que o Spurs conseguiu sobreviver mesmo sem essa alternativa fundamental.

Double-double

Para encerrar, Matt Bonner fez um double-double (dez pontos e dez rebotes). Aposto que o blogueiro Lucas Pastore, grande admirador do basquete do camisa 15, está em êxtase! Ah, e ele acertou um arremesso importantíssimo no finalzinho. Além de tudo é clutch! 

Próxima parada

O San Antonio Spurs volta à quadra na sexta-feira, quando recebe o New Orleans Hornets no AT&T Center. No domingo, ainda em casa, o visitante a ser batido será o Utah Jazz. Tá fácil aumentar essa sequência, hein!?

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Danny Green – 14 pontos e quatro rebotes

Gary Neal – 13 pontos e quatro assistências

Tim Duncan – Dez pontos e 16 rebotes

Matt Bonner – Dez pontos e dez rebotes

Tiago Splitter – Oito pontos e seis rebotes (14 minutos em quadra)

Boston Celtics

Avery Bradley – 19 pontos

Rajon Rondo – 17 pontos e 11 assistências

Kevin Garnett – 16 pontos e sete rebotes

Paul Pierce – 15 pontos e dez rebotes

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Quando a persistência dá resultado…

Entre uma bronca e outra, Danny Green vai se tornando peça fundamental

Danny Green veio da tradicional Universidade da Carolina do Norte – a mesma que revelou Michael Jordan para o mundo do basquete -, mas teve poucas chances de mostrar seu trabalho na NBA. Draftado pelo Cleveland Cavaliers na segunda rodada de 2009, Green jogou apenas 20 partidas em sua temporada de novato.

A verdade é que ele tinha pouco espaço em Cleveland; era ofuscado pelo astro maior, LeBron James. “Largado” no banco de reservas, Green via o tempo passar sem esperança de ganhar uma oportunidade. Essa chance realmente nunca veio, já que o ala foi dispensado durante o training camp da temporada seguinte.

“As semanas passavam e eu sequer tinha ideia do que ia acontecer”, disse o jogador, que havia assinado um “contrato de risco” antes do começo da fase regular. “Você fala com seu agente, espera alguns telefonemas, treina duro e espera uma chance aparecer”, completou, lembrando que a carreira de jogador de basquete nem sempre rende fama e dinheiro.

Mas Green se lembra de alguns bons momentos em Ohio, como a convivência com atletas mais experientes. “Me diverti bastante no meu primeiro ano em Cleveland. É uma grande franquia e tive grandes companheiros de time. Só esperava que eu fosse encontrar um novo lugar para chamar de casa mais rápido”, explicou.

Demorou mesmo. Danny perambulou pela D-League antes de finalmente achar seu lugar para chamar de casa. No entanto, custou para que ele encontrasse seu espaço no Texas. Nesse meio tempo, as idas e vindas do ala para a liga de desenvolvimento da NBA eram constantes. Green só conseguiu se firmar em San Antonio nesta temporada, justamente depois que Manu Ginobili se machucou. Gregg Popovich até testou James Anderson antes dele, mas foi o ala de North Carolina que “conquistou” o treinador.

Titular absoluto, o camisa 4 voltou a Cleveland na noite de terça-feira (3) e mostrou para os dirigentes do Cavs que poderia ter sido melhor aproveitado enquanto esteve esquentando banco por lá. Danny Green teve sua vingança – anotou 19 pontos e ajudou o San Antonio Spurs a conquistar sua terceira maior vitória fora de casa na era Gregg Popovich, que começou em 1996.

Apesar da pontaria calibrada no ataque, foi sua garra na defesa que ganhou elogios; e olha que foram elogios de peso. “Danny vem sendo muito sólido defensivamente”, analisou Tim Duncan. “Na verdade, ele tem feito muito mais do que acreditamos que ele seria capaz. É realmente uma grande surpresa para nós”, finalizou.

Green, assim como Jeremy Lin e tantos outros, é mais uma prova de que empenho e persistência trazem resultado. Ele pode estar longe de ser um craque, mas sua raça dentro de quadra faz com que ele tenha espaço garantido e um lugar para chamar de lar.

Spurs (37-14) @ Celtics (30-22) – Temporada Regular

San Antonio Spurs (37-14) @ Boston Celtics (30-22) – Temporada Regular

Data: 04/04/2012

Horário: 20h30 (Horário de Brasília)

Local: TD Garden

Eu e o Lucas Pastore debatemos ontem durante a nossa Twitcam que o San Antonio Spurs só teria boas chances contra o Boston Celtics se conseguisse uma vitória fácil sobre o Cleveland Cavaliers. O triunfo tranquilo aconteceu e Gregg Popovich conseguiu dar um descanso considerável para suas estrelas. Desta maneira, os texanos enfrentam o rival com baterias carregadas e podem brigar de igual para igual com Paul Pierce e companhia.

San Antonio Spurs

PG – Tony Parker/Patrick Mills

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – DeJuan Blair

C – Tim Duncan

Fique de Olho – O australiano Patrick Mills foi um dos destaques do Spurs na vitória sobre o Cleveland Cavaliers. O armador já parece bem à vontade no sistema de jogo de Gregg Popovich e, com 20 pontos, foi o cestinha da partida.

Boston Celtics

PG – Rajon Rondo

SG – Avery Bradley

SF – Paul Pierce

PF – Brandon Bass

C – Kevin Garnett

Fique de Olho – Rajon Rondo tem jogado muito bem e é um dos responsáveis pela arrancada do Boston Celtics nesta reta final de temporada. No domingo (1º), contra o Miami Heat, Rondo anotou um triple-double (16 pontos, 11 rebotes e 14 assistências) e ajudou sua equipe a conquistar o sexto triunfo consecutivo. Olho nele!

Spurs (37-14) @ Cavaliers (17-34) – A vingança de Green

125×90

Danny Green chegou ao San Antonio Spurs após ser dispensado pelo Cleveland Cavaliers. E, pelo jeito, o ala-armador estava disposto a provar que era capaz de ter ficado na franquia de Ohio. Nesta terça-feira (3), o camisa #4, que voltou a ser titular, foi um dos destaques da fácil vitória do San Antonio Spurs por 125 a 90, mesmo jogando longe do Texas.

Parker fez mais uma grande partida (David Liam Kyle/NBAE/Getty Images)

Danny Green para presidente!

Nenhum jogador do Spurs demonstrou mais fome na partida desta terça do que Danny Green. O ala-armador correu, brigou por todos os rebotes e foi um dos protagonistas da boa marcação individual que limitou Kyrie Irving a apenas 13 pontos – o armador do Cavs acertou somente cinco dos 15 arremessos que tentou. Se não bastasse, Green ainda deixou a quadra com 19 pontos (7-11 FG, 4-6 3 PT).

Green levou a melhor no duelo (David Liam Kyle/NBAE/Getty Images)

Prazer, Patrick Mills

Após alguns jogos de adaptação, Patrick Mills mostrou a que veio. Com energia na defesa – o australiano ajudou a marcar Irving -, o armador se destacou nos arremessos de três. Mortal da zona morta, Mills acertou quatro dos cinco tiros de longe que tentou e deixou a quadra com 20 pontos, sendo o cestinha do jogo. É mais uma peça confiável para vir do banco.

Tony Parker MVP?

Tudo bem que o Cavs não é parâmetro, mas Tony Parker mais uma vez mostrou boa forma. Às vezes, o armador infiltra e finaliza tão facilmente que parece que não há defesa do outro lado. No ranking da NBA, o francês aparece em nono entre os candidatos a MVP da temporada. Exagero? Em Cleveland, o camisa #9 deixou a quadra com 19 pontos (9-12 FG) e cinco assistências em 22 minutos.

Titulares devidamente poupados

Não foi só Parker que jogou pouco: graças à facilidade do embate, Tim Duncan atuou por 23 minutos, Manu Ginobili por 18 e Stephen Jackson por oito. Os veteranos serão importantes nesta quarta-feira, quando o Spurs volta à quadra, novamente fora de casa, para enfrentrar o Boston Celtics. Pedreira!

Noite de festa para o blog

A terça-feira foi um dia especial para o Spurs Brasil. Com uma Twitcam de aquecimento para o jogo contra o Cavs, o blog comemorou o recorde alcançado em março, que se tornou o mês mais movimentado da história do site. Além disso, depois da Twitcam ainda teve o Boteco Virtual, que foi bem agitado. Obrigado aos que participaram!

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Patrick Mills – 20 pontos (8-11 FG, 4-5 3 PT)

Tony Parker – 19 pontos, cinco assistências e três rebotes

Danny Green – 19 pontos, três rebotes e duas roubadas de bola

Tiago Splitter – 11 pontos, cinco rebotes e três assistências

Gary Neal – 11 pontos (4-8 FG, 1-2 3 PT)

DeJuan Blair – Dez pontos e três rebotes

Cleveland Cavaliers

Antawn Jamison – 15 pontos e quatro rebotes

Kyrie Irving – 13 pontos e cinco assistências

Lester Hudson – 12 pontos, três rebotes e duas roubadas de bola