Arquivo diário: 18/03/2012

Patrick Mills já fala como jogador do Spurs

Bom reforço!

Ainda falta ser confirmado oficialmente, mas o armador Patrick Mills deverá mesmo ser o novo reforço do San Antonio Spurs. Em sua página oficial no Twitter, o jogador retuitou uma série de mensagens de torcedores o parabenizando pela transferência.

A notícia da possível ida de Mills a San Antonio foi dada ontem aqui no Spurs Brasil. O jogador, de 23 anos, estava no basquete chinês e chega para substituir T.J. Ford, que se aposentou na última semana.

Patrick jogou as últimas temporadas pelo Portland TrailBlazers e registrou médias de  5,1 pontos e 1,5 assistências por partida, além de um aproveitamento de 35% da linha dos três pontos.

Vale lembrar que o jogador já foi comandado por Brett Brown, assistente técnico de Gregg Popovich, na seleção australiana. No basquete local, com a camisa do Melbourne Tigers, Mills obteve boas médias de 18,6 pontos, 5,1 assstências e 2,3 rebotes em pouco mais de 34 minutos por noite.

A volta para casa nas palavras de Stephen Jackson

Jackson marcou Nowitzki muito bem...

Stephen Jackson reestreou neste sábado (17) com a camisa do San Antonio Spurs. Apesar da derrota para o Dallas Mavericks por 106 a 99, o ala jogou bem e mostrou que poderá ser muito útil no restante da temporada.

Foram apenas 16 minutos em quadra, o suficiente para ficarmos ansiosos para a próxima partida. Jackson fez cinco pontos – uma bola de três e uma bandeja com razoável nível de dificuldade -, errou dois tiros de longa distância e exerceu um bom trabalho defensivo sobre Dirk Nowitzki. Na estatística +/-, que mede por quanto a equipe ganhou enquanto determinado jogador esteve em quadra, Stephen foi o líder do Spurs, com +11 pontos.

“Todos os dias penso que nunca deveria ter saído daqui”, disse o camisa 3, que se considera abençoado por ter a oportunidade de voltar à cidade onde ganhou seu primeiro e único título na NBA. “Minha carreira me levou a muitos lugares, mas é muito bom voltar para onde eu sempre senti que pertenço. Grande time, grandes jogadores, a franquia continua sendo uma das melhores da liga, quiçá a melhor, e estou feliz de voltar para onde eu sempre tive família e para onde eu sempre quis estar”, completou.

Apesar da grande vontade de pisar em quadra, o Captain Jack afirma que precisará de algum tempo para retomar a boa forma, já que estava “encostado” no Milwaukee Bucks desde o começo de fevereiro. “Basicamente, agora tenho de trabalhar para recuperar a forma e me acostumar com os companheiros, porque joguei pouco neste ano”, explicou.

E sobre seu papel no bom elenco do San Antonio Spurs? Conhecido por ser uncoachable, ou seja, um atleta difícil de ser dirigido devido ao seu temperamento explosivo, Jackson afirma que está às ordens do técnico Gregg Popovich. “Seja qual for o papel que me derem, estarei pronto para desfrutá-lo. Neste ponto da minha carreira, só estou tentando encontrar meu espaço para voltar a jogar no sistema do Spurs”, finalizou.

Spurs (29-14) @ Mavericks (26-20) – Balde de água fria

99×106

Após uma série de boas notícias, como a contratação de Stephen Jackson, a possível chegada de Patrick Mills e a vitória sobre o Oklahoma City Thunder, a torcida do San Antonio Spurs vivia momento de euforia. Uma vitória sobre o principal rival local poderia aumentar ainda mais essa empolgação. Porém, neste sábado (17), a equipe texana, jogando como visitane, perdeu para o Dallas Mavericks e perdeu a chance de manter a boa fase.

Dessa vez deu Mavs... (Danny Bollinger/NBAE/Getty Images)

Aproveitamento horrível

Em um jogo disputado, é inacreditável que uma equipe talentosa e competente como o Spurs acerte apenas 55,6% (10-18) de seus lances livres. Nem mesmo o Big Three teve aproveitamento razoável: Tim Duncan acertou 60% (3-5), Manu Ginobili 50% (1-2) e Tony Parker, cerca de 42,8% (3-7).

Na temporada, a equipe texana converte 72,1% dos lances livres que tenta – é o quinto pior aproveitamento de toda a liga. É preciso urgentemente treinar este fundamento. Se conseguisse uma porcentagem parecida com a do Mavericks, que acertou 84% de seus tiros, o Spurs teria marcado cinco pontos a mais. Poderia fazer diferença no fim!

Bem que ele tentou... (Danny Bollinger/NBAE/Getty Images)

Faltou fôlego

Na sexta, o Spurs venceu um jogo disputado contra o Thunder, decidido nos minutos finais. O Mavs, por sua vez, não atuava desde quinta, quando venceu o Bobcats em casa – ou seja, nem teve de viajar desde então. Isso fez diferença: em várias posses, os visitantes poderiam empatar ou passar à frente, mas faltou perna. É possível ver a diferença também pelos rebotes, dominados pelo time da casa: 48 a 35 neste fundamento a favor dos Mavs.

O lado bom

Jogando mal, o Spurs não deixou o Mavs abrir mais de 14 pontos de vantagem e levou o jogo até o fim com uma série de cestas de três no final do quarto período. O time de San Antonio, além de ter lampejos de talento, é organizado e tem cada vez mais defensores confiáveis – prêmio de consolação após a derrota.

Ele voltou!

Se Stephen Jackson exibir sempre o desempenho defensivo obtido contra o Mavs, a contratação do Spurs terá sido acertadíssima. O ala, que fez sua reestreia com a camisa preta e prata, foi o melhor marcador de Dirk Nowitzki na partida – dos 27 pontos marcados pelo alemão, a maioria veio quando o ala-pivô encontrou Matt Bonner ou DeJuan Blair pela frente. Kawhi Leonard também fez um bom trabalho, mas ficou menos tempo na cola co camisa 41 adversário do que o Capitão Jackson.

Descanso merecido

Depois de cair na estrada e encarar duas pedreiras seguidas – vencendo o Thunder e perdendo para o Mavericks – o Spurs volta para San Antonio e só entrará em quadra novamente na quarta, quando recebe o Minnesota Timberwolves. A partida é imperdível, pois, durante o jogo, a camisa de Bruce Bowen será imortalizada no AT&T Center.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 17 pontos, quatro rebotes e três tocos

Danny Green – 17 pontos (3-4 3 PT)

Tiago Splitter – 15 pontos e seis rebotes

Tony Parker – 13 pontos e 11 assistências

Dallas Mavericks

Dirk Nowitzki – 27 pontos, seis rebotes e quatro assistências

Jason Terry – 17 pontos (3-4 2 PT) e três rebotes

Rodrigue Beaubois – 16 pontos e oito rebotes

Jason Kidd – 14 pontos (4-5 3 PT), dez assistências e cinco rebotes