Arquivo diário: 08/03/2012

Rapidinhas: Spurs passará ileso pela trade deadline e Da’Sean Butler quase pronto para voltar à NBA

"Só vamos trocar se for vantajoso", diz Popovich.

Faltam apenas sete dias para a trade deadline e o San Antonio Spurs deverá sair desse período sem grandes mudanças – como já é de costume. O único que aparece no radar de trocas é James Anderson, mas o ala tem jogado muito mal e dificilmente verá alguma equipe interessada em seus serviços.

Na quarta-feira antes da partida contra o New York Knicks, Gregg Popovich foi questionado pelos jornalistas, falou sobre o tema e confirmou o que já era esperado por todos. “Raramente nós fazemos alguma coisa”, disse o treinador, em referência ao término do período de trocas. “Nós meio que hibernamos durante a trade deadline“, completou.

Segundo Popovich, o San Antonio Spurs só entrará no mercado se tiver alguma proposta muito vantajosa. “Qualquer troca será feita se ela tiver algum sentido e se ajudar nosso time a ser melhor nos playoffs e no futuro”, pontuou.

E mais…

Da’Sean Butler pretende voltar para a NBA

O ala Da’Sean Butler tinha tudo para fazer sucesso na NBA, mas um grave problema no joelho minou a carreira do ex-astro da Universidade de West Virginia na principal liga de basquete do planeta. Recrutado pelo Miami Heat e com passagem pelo San Antonio Spurs, o ala nunca conseguiu se firmar e decidiu tentar a sorte no exterior durante o locaute.

De volta aos Estados Unidos, o ala ganhou uma nova chance. Da’Sean Butler foi contratado recentemente pelo Austin Toros, franquia filiada ao Spurs na D-League (Liga de Desenvolvimento da NBA), e está indo muito bem. “O joelho está bom”, analisou Brad Jones, técnico do Austin Toros. “O que mais tem me empolgado é o arremesso dele. Seu chute é bem melhor do que eu imaginava”, completou o treinador.

Com médias de 10,8 pontos, 5,2 rebotes e duas assistências em pouco mais de 29 minutos por noite, Butler está caminhando, ainda que lentamente, para o esperado retorno à NBA – muito provavelmente para o nosso Spurs.

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A morte do armador

Kidd e Parker: armadores com diferentes papéis

Respeitável público,

No manual do basquete, a primeira função dada ao armador principal é a de organizar o jogo e distribuir a bola. Este é o que podemos chamar de “armador clássico”, aquele que é responsável por fazer os seus companheiros jogarem. Na NBA de hoje, o melhor exemplo para vestir esta camiseta ainda é Jason Kidd. O veterano do Dallas Mavericks tem uma visão de jogo quase perfeita e cria as jogadas sempre com a primeira intenção de buscar um companheiro melhor posicionado para arremessar.

A preferência por um armador clássico ou um pontuador já me fez presenciar discussões acaloradas e o assunto se faz pertinente, pois tanto o jogador sensação quanto o atual MVP da Liga buscam a cesta a todo momento. O jovem Jeremy Lin, do New York Knicks, tornou-se o queridinho da NBA após uma memorável atuação contra o Los Angeles Lakers, quando, com seus 38 pontos, superou o astro adversário Kobe Bryant e levou sua equipe a uma grande vitória. Para alegria dos que gostam de bola na cesta, Lin tem médias de quase 15 pontos por partida em seu primeiro ano, enquanto distribui seis assistências por noite. Voltaremos a ele daqui a pouco. Derrick Rose, do Chicago Bulls, é outro que também dá de ombros para os passes. O melhor jogador da temporada passada anota 23 pontos e oito assistências por jogo. As estatísticas não chegam a ser um desastre, mas se tornam alarmantes quando vemos que dois jovens armadores de futuros possivelmente brilhantes pensam primeiro em marcar pontos e depois em assistir.

No San Antonio Spurs, Tony Parker nunca foi unanimidade muito em razão de sua avidez pela cesta. Para se ter uma ideia, depois de 11 temporadas na Liga, o francês vem tendo suas melhores médias em assistências agora em 2012, com não muito festejáveis oito passes por noite. Na vitória de ontem sobre o Knicks por 118 a 105, Parker foi o cestinha da noite com 32 pontos, enquanto Lin marcou 20, ficando atrás apenas de Carmelo Anthony, que garantiu 27 pontos para o Knicks. Juntos, os armadores combinaram apenas 10 assistências, sendo seis delas de Parker. Neste ano, mais precisamente no dia 23 de janeiro, Parker alcançou seu recorde de assistências em um jogo ao distribuir 17 passes contra o New Orleans Hornets.

Este “problema” muito mais me parece de mentalidade do que de falta de qualidade. Obviamente que visão de jogo não é algo que se aprenda, ninguém se tornará um Jason Kidd ou um Steve Nash à base de treinamento, embora possa desenvolver este quesito. Me parece mental, pois o ideário do armador-pontuador é algo que parece estar sendo gestado desde a base, sejam nos colégios e universidades norte-americanos ou nas escolinhas e afins por todo canto do mundo. Os que gostam do armador que organiza ainda devem prestar um pouco de atenção em Chris Paul e Deron Williams, embora este último, ao que parece, tenha assumido de vez a condição de cestinha no time do New Jersey Nets. O MVP de Rose e o imediatismo de Lin podem significar para muitos garotos o segredo do sucesso e em contrapartida a morte do armador clássico. Como vaticinou um certo treinador de futebol brasileiro que chegaria um dia onde o esporte bretão não teria mais atacantes, podemos estar próximos do basquete sem armadores. Espero que não.

Spurs (26-12) vs Knicks (18-21) – Isso que é armador!

San Antonio Spurs118X105New York Knicks

O San Antonio Spurs enfrentou o New York Knicks na noite desta quarta-feira (7) e venceu com facilidade por 118 a 105. A franquia texana chegou a ser ameaçada no último quarto após uma corrida de 14 a 2 dos visitantes, mas conseguiu manter a calma mesmo sem o técnico Gregg Popovich, expulso por reclamar com a arbitragem, e saiu de quadra com o triunfo. Vamos aos destaques.

Francês levou a melhor na briga de armadores (AP Photo/Darren Abate)

Deu Spurs no duelo de armadores

O confronto mais aguardado da noite era entre dois dos armadores mais “quentes” do momento. No duelo entre Tony Parker e Jeremy Lin, melhor para o francês, que engoliu o jovem rival com considerável facilidade. O camisa 9 anotou 32 pontos (12-19), distribuiu seis assistências e foi o grande destaque do jogo. Lin, por sua vez, deixou o AT&T Center com 20 tentos e quatro assistências.

Bom e velho…

O argentino Manu Ginobili foi muito bem contra o Knicks. Muito mais à vontade do que na partida contra o Denver Nuggets, Manu estava com a pontaria afiada e foi responsável por cestas importantes. O camisa 20 fechou a noite com 17 pontos (7-10), seis assistências e quatro rebotes.

Freguês antigo...

A importância do coletivo

Mais uma vez, o Spurs mostrou que o jogo coletivo é um dos seus pontos fortes. Além dos já citados Parker e Ginobili, cinco atletas fizeram dez ou mais pontos: Tim Duncan (17), Gary Neal (12), DeJuan Blair (10), Tiago Splitter (10) e Kawhi Leonard (10).

Dá gosto de ver!

Quanto mais eu vejo o Kawhi Leonard, jogar mais eu gosto dele. Contra o Knicks, Leonard foi impecável na defesa sobre Carmelo Anthony e ainda contribuiu muito bem no ataque. O novato anotou dez pontos, além de seis rebotes e três roubos de bola. Ainda tem alguém arrependido de ter trocado o George Hill?

Susto…

T.J. Ford vive uma maré de azar que parece interminável. No segundo quarto, o armador levou uma pancada involuntária de Baron Davis pelas costas e teve que deixar a quadra amparado pelos médicos. Ford foi examinado rapidamente no ginásio e nenhum problema grave foi detectado. Pelo jeito foi só o susto mesmo, ainda bem!

Próxima parada

Depois de vencer o New York Knicks, os comandados de Gregg Popovich recebem o Los Angeles Clippers. O jogo, que acontece nesta sexta-feira (9), será televisionado para o Brasil pela ESPN. No retrospecto da temporada, o Spurs derrotou Blake Griffin e companhia duas vezes.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 32 pontos e seis assistências

Manu Ginobili – 17 pontos, seis assistências e quatro rebotes

Tim Duncan – 17 pontos e oito rebotes

Gary Neal – 12 pontos e seis rebotes

New York Knicks

Carmelo Anthony – 27 pontos

Jeremy Lin – 20 pontos e quatro assistências

Amaré Stoudemire – 18 pontos e 11 rebotes

J.R. Smith – 18 pontos e quatro rebotes