Arquivo diário: 19/02/2012

Ginobili acredita que poderá voltar a jogar em pouco tempo

Mais alguns dias até vermos Manu sorridente de novo...

O argentino Manu Ginobili distendeu o músculo oblíquo (situado no abdome) durante a vitória do San Antonio Spurs sobre o Los Angeles Clippers por 103 a 100. A notícia é péssima, claro, mas poderia ser pior.

Segundo o próprio jogador, que deixou a cidade de Los Angeles para voltar a San Antonio, os anti-inflamatórios fizeram efeito e ele está com pouca dor.

Vale lembrar que o ala Danny Green já sofreu um problema parecido quando ainda estava na universidade e disse que distender esse músculo oblíquo causa uma dor que beira o insuportável. Pelo menos, parece que a gravidade neste caso é um pouco menor.

“Acho que (o problema) é mais simples do que eu temia que fosse”, disse o camisa 20. “Ontem à noite estava bem ruim, mas os anti-inflamatórios me ajudaram bastante. Terei mais detalhes na segunda-feira, mas estou esperançoso”, pontuou o astro. Sem Ginobili, o San Antonio Spurs encara o Utah Jazz na segunda (20).

Green atesta: “Ginobili sentirá muita dor nos próximos dias”

Dor, muita dor!

O argentino Manu Ginobili deixou a quadra durante partida contra o Los Angeles Clippers com um grande desconforto abdominal. Após ser examinado pelo departamento médico do San Antonio Spurs, o ala foi diagnosticado com um problema no músculo oblíquo – situado no abdome.

O tratamento parece simples e o argentino deverá retornar em cerca de duas semanas, mas a dor causada pelo músculo distendido é terrível. Quem fala isso com propriedade é Danny Green, que já passou maus bocados em 2009 durante o Final Four da NCAA. Na oportunidade, o camisa 4 sofreu o mesmo problema e relata que precisou de três semanas para se recuperar plenamente.

“Eu sei bem o que é ter o músculo oblíquo distendido. Sofri com isso quando jogava pela North Carolina University”, disse Green, que na oportunidade precisou de analgésicos injetáveis para suportar a dor. “Imagino que Manu esteja muito dolorido. Eu cheguei a tomar remédio injetável, o que ajudou um pouco, mas bem pouco”, completou.

Para piorar, o ala deu um recado pouco animador ao companheiro sul-americano. “É difícil dormir, se mexer, sentar, dentar e até ir ao banheiro. Ele vai precisar de muitos analgésicos”, pontuou.

E mais…

Duncan lamenta ausência de Tiago Splitter

Esse vai fazer muita falta...

O brasileiro Tiago Splitter também se contundiu durante o triunfo sobre o Los Angeles Clippers por 103 a 100. De  acordo com o departamento médico texano, Splitter sofreu uma fisgada na panturrilha direita. O problema, contudo, parece simples, mas a ausência do brazuca já é sentida por seus colegas.

“Será muito duro se também perdermos o Tiago”, disse Tim Duncan, após o jogo. “Temos poucos pivôs e Splitter vem jogando muito bem. Ficar sem ele será mais difícil do que qualquer outra coisa”, completou.

Timmy, no entanto, sabe que a equipe já enfrentou problemas semelhantes recentemente e conseguiu dar a volta por cima. “Ninguém disse ainda quanto tempo o Tiago ficará fora, mas espero que ele seja reavaliado positivamente. Nós já passamos por coisas parecidas anteriormente e soubemos como lidar com isso. Tomara que aconteça o mesmo agora”, finalizou.

Os europeus do Spurs

O San Antonio Spurs é famoso por achar bons jogadores atuando na Europa. Só no elenco atual, temos Tony Parker, Manu Ginobili e Tiago Splitter, trazidos do Velho Continente via Draft, e Gary Neal, encontrado pela equipe texana enquanto jogava na Itália. Para quem não sabe, a franquia possui os direitos de mais sete jogadores que atuam do outro lado do oceano. E, nesta semana, surgiu uma notícia que mostra que talvez um deles possa se tornar o primeiro reforço para a próxima temporada: Olheiros foram enviados para a Europa para ficarem de olho em Viktor Sanikidze.

Eis o menino Sanikidze

Selecionado na 42ª segunda escolha do Draft de 2004 pelo Atlanta Hawks, Sanikidze foi trocado logo na sequência para o Spurs. Oito anos depois, parecia que o jogador ficaria esquecido na Europa e não viria para a NBA. Mas a movimentação da franquia texana parece demonstrar, mesmo que minimamente, algum interesse em contar com o georgiano. Vale lembrar que, apesar de ter sido draftado faz tempo, o atleta tem somente 25 anos e ainda tem muita lenha para queimar no basquete.

Sanikidze pode atuar nas posições 3 e 4. Na Europa, é conhecido por ter uma boa defesa e, principalmente, por sua boa impulsão e sua capacidade de pegar rebotes. Parecem ser predicados que o fariam se encaixar bem no time de Gregg Popovich. Nesta temporada, jogando na primeira divisão do Campeonato Italiano pelo Bologna, o georgiano tem médias de 13,2 pontos (48,9% FG, 32,5% 3 PT, 67,1% FT) e 10,7 rebotes em 31,8 minutos por exibição. Parece pronto para ajudar na encurtada rotação do garrafão texano.

Mas Sanikidze não é o único preparado para vir ajudar. Vale lembrar que, na troca que enviou George Hill ao Indiana Pacers, o Spurs adquiriu os direitos de Erazem Lorbek. Titular do Barcelona – uma das melhores equipes da Europa – o ala-pivô tem médias de 11,2 pontos (42,2% FG, 31,7% 3 PT, 87,5% FT) e 4,3 rebotes em 25 minutos por exibição. Prestes a completar 28 anos de idade, me parece que é agora ou nunca para o big man – se não for contratado na próxima offseason, tende a ficar esquecido na Espanha.

Também atuando na Espanha, Nando De Colo parece ter atingido um nível razoável de maturidade em sua carreira. Atuando pelo Valencia, o jogador, que pode atuar nas posições 1 e 2, tem 24 anos de idade e costuma ser figurinha carimbada nas convocações da França, quando atua ao lado de Parker. Nesta temporada, na Liga ACB, o armador tem médias de 12,8 pontos (45,4% FG, 41,2% 3 PT, 90% FT), 3,1 assistências e três rebotes para exibição. Só não aposto em sua contratação imediata porque, hoje, o Spurs não tem lugar na rotação para encaixá-lo.

Situação inversa à de De Colo vive Ryan Richards. Aos 20 anos de idade, o ala-pivô britânico ainda não é um jogador maduro – sequer atua em alto nível na Europa, já que joga pelo Lugano Tigers, da Suíça. Mas a falta de jogadores de garrafão do Spurs pode acabar acelerando a chegada do grandalhão, que, nesta temporada, apresenta médias de 11,2 pontos e 6,7 rebotes em 25,1 minutos por exibição.

Atualização: Bruno Pongas, blogueiro e canalha, informa que Ryan Richards deixou o Lugano Tigers por motivos pessoais. O ala-pivô britânico ainda está sem time.

O Spurs conta também com algumas apostas. São jogadores que ainda devem ficar um certo tempo na Europa para ver se desenvolvem um nível aceitável para a NBA. É o caso de Adam Hanga. Selecionado no Draft do ano passado, o ala-armador de 22 anos, que aposta no atleticismo e nas infiltrações como pontos fortes, está, pela primeira vez na carreira, atuando em uma liga de alto nível, a espanhola. Com o Assignia Manresa, tem médias de 7,2 pontos (33,8% FG, 16,7% 3 PT, 66,7% 3 PT) e 3,6 rebotes por jogo.

Mais aposta ainda é Davis Bertans, ala de apenas 19 anos que, aos poucos, vai aumentando o nível das competições que joga – acaba de ser contratado pelo Partizan, da Sérvia. O letão, que aposta nos arremessos de longa distância como ponto forte, começou a temporada no Union Olimpija, da Eslovênia, e, somando suas atuações pelas duas equipes, tem médias de 3,7 pontos (38,1% FG, 32,5% 3 PT, 66,7% FT) e 1,4 rebotes em pouco mais de 15 minutos por exibição na forte Liga Adriática. Aos poucos, tem ganho mais tempo de quadra em seu novo time.

O pivô lituano Robertas Javtokas completa a lista de Europeus ligados ao San Antonio Spurs. Conhecido por sua presença de garrafão e por sua defesa, o jogador, que atua pelo Zalgiris, da Lituânia, tem médias de 6,5 pontos (51,2% FG, 41,2% FT) e 5,1 rebotes em cerca de 23,5 minutos por embate na Euroliga. Mas o lituano está prestes a completar 32 anos e dificilmente será aproveitado pela franquia texana.