Ele voltou!

Até que não foi tão ruim, não é mesmo? Pouco mais de um mês depois de se machucar, Manu Ginobili provavelmente estará de volta ao San Antonio Spurs na partida de logo mais, contra o New Jersey Nets. Em seu retorno, o argentino encontrará a equipe entre as primeiras colocadas da Conferência Oeste, o que mostra que o time não sentiu tanto a sua falta quanto poderia. Mas é claro que ter o ala-armador melhora consideravelmente o elenco em vários aspectos.

Oh yeah, bitches

O primeiro deles diz respeito a Tony Parker. Sem Manu, o francês chamou a responsabilidade e jogou em um nível absurdo – tanto que acabou convocado para o All-Star Game. Mas, com Ginobili por perto, o armador poderá ter mais tempo de descanso para chegar inteiro nos playoffs. Nas últimas dez partidas, o camisa 9 teve média de 35,9 minutos jogados por noite. É muita coisa! Em um primeiro momento, em que o argentino terá tempo de quadra limitado enquanto recupera seu ritmo de jogo, o camisa 20 pode até mesmo armar o time reserva enquanto Parker repousa um pouco.

Sem contar que, com Ginobili em quadra, o ataque do Spurs fica bem menos previsível. Primeiro porque o argentino é o jogador mais criativo do elenco. Segundo que, sem ele, todas as jogadas nos minutos finais de jogos equilibrados nasciam de um corta luz de Tim Duncan para Parker e acabavam com um arremesso de média distância do francês ou do ala-pivô. Com três boas opções em quadra, as defesas rivais terão mais dor de cabeça.

Mas e quando Manu estiver 100%? Será que ele volta ao time titular, ou será que ele continua vindo do banco, o que já deu certo em outras temporadas? Teoricamente, Gregg Popovich tem revezado Gary Neal, Danny Green e Kawhi Leonard na vaga que pertence a Ginobili. Mas isso é só na teoria. Eu teria outra solução: colocaria o argentino no quinteto inicial no lugar de Richard Jefferson. Nada contra o ala, que considero útil – apenas acho que as unidades ficariam mais coesas dessa maneira.

O time titular teria Parker, Manu, Leonard, DeJuan Blair e Duncan. Jogando ao lado de quatro bons pontuadores, o ala novato teria sua deficiência ofensiva minimizada e poderia gastar toda sua energia na defesa. Mas acho que o time reserva é o que teria mais a ganhar com essa alteração.

O segundo time teria Neal, Green, Jefferson, Matt Bonner e Tiago Splitter. As jogadas ofensivas desse quinteto poderiam começar com um corta luz do pivô brasileiro para o camisa 4, que sabe movimentar bem a bola e poderia achar qualquer um dos três melhores arremessadores de três do elenco livres no perímetro. Parece bom, não? Até mesmo James Anderson pode acabar participando desta unidade.

Isso até T.J. Ford voltar. Serão novos ajustes na rotação – provavelmente, vão faltar minutos para tanta gente no perímetro. Mas com isso a gente se preocupa depois, certo?

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor assistente do UOL Esporte. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 11/02/2012, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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