Arquivo diário: 09/02/2012

O dilema de Magnano

Sem clima, Nenê e Leandrinho nao devem repetir parceria em Londres

Respeitável público,

Pouco mais de cinco meses nos separam dos Jogos Olímpicos de Londres. E me parece estranho o silêncio das nossas autoridades do basquete, que não se pronunciam sobre os brasileiros da NBA que não fizeram muitos esforços para jogar o Pré-Olímpico de Mar de Plata em 2011.  Questionados, treinador e direção da CBB desconversam sobre a decisão de convocá-los ou não, enquanto jogadores com passaporte garantido para o Reino Unido, como Tiago Splitter, preferem ser políticos e deixar o parecer nas mãos de quem compete. E estão certos.

A situação não é mesmo das mais fáceis. Como todos devem saber, esta será a primeira vez que o Brasil visitará as Olimpíadas desde 1996, tendo amargado ausências traumáticas nas últimas três edições dos jogos. É bem verdade que os doze atletas que estiveram no torneio classificatório do ano passado não são mais os mesmos, ganharam rodagem internacional e confiança, mas a grande verdade é que apenas dois times brigavam com o Brasil pelas duas vagas olímpicas: Argentina e Porto Rico. Os demais eram incapazes de nos causar grandes apuros, embora tenhamos perdido para a República Dominicana na primeira fase. Também é verdade que seria injusto desqualificar a classificação brasileira diante de tanta pressão, descrédito e do fato de os principais nomes do basquete tupiniquim terem pulado fora do barco alegando as mais diversas desculpas esfarrapadas.

Em tese o dilema que vive Ruben Magnano é: se convocar os astros da NBA poderá almejar uma boa participação e até mesmo sonhar com a possibilidade de uma medalha; se apostar em quem o ajudou no momento mais difícil, estará indo apenas para “participar” das Olimpíadas. Não bastasse, há ainda o componente do jejum olímpico: fazer história depois de tanto tempo ou sensação de dever cumprido desde já? Repito, isso tudo em tese, afinal seria infantil selar a sorte brasileira tão antes da bola laranja subir.

Se há algum facilitador para Magnano nessa história, é que Nenê, Leandrinho e Anderson Varejão são casos distintos. Dos três, Nenê é o que goza de menos prestígio e deverá ficar fora de Londres. O pivô nunca fez muita questão de defender a seleção, tendo demonstrado pouco empenho nas vezes em que o fez, além de ser crítico da CBB. É importante atentar para este último fato, pois sabemos como funciona cabeça de dirigente e um revanchismo contra o jogador do Denver Nuggets não deve ser descartado. Tal como Nenê, Leandrinho alegou problemas particulares e talvez seja a maior dúvida de Magnano; no final das contas, acho que ele deverá ser convocado, embora não aposte todas as minhas fichas nisso. Já Anderson Varejão é o oposto de Nenê, sempre gostou de jogar pela seleção e só não esteve em Mar del Plata graças à séria lesão no tornozelo que o fez perder boa parte da temporada passada da NBA. Antes de ser cortado do grupo, aceitou ser avaliado por médicos da CBB que o vetaram e chegou a levantar a hipótese de acompanhar seus companheiros na Argentina. Justiça seja feita, Anderson não pode ser comparado aos primeiros, afinal não pediu dispensa, foi impedido de lá estar em razão de problemas físicos. Pela lealdade, certamente irá a Londres.

Desta maneira, o cerco vai se fechando aos caciques da CBB e tão logo uma decisão precisará ser anunciada. Magnano é experiente e sabe que a linha entre a consagração e o fracasso é tênue. Uma indigna campanha olímpica certamente cairá em sua conta e o fato de se ter chegado até lá não contará muito em seu favor, afinal somos imediatistas e temos memória curta. Isto é certo: eu não gostaria de estar na pele dele.

Anúncios

Ginobili pode voltar sábado contra o Nets

Manu cansou de ficar só olhando...

A volta às quadras do argentino Manu Ginobili está muito próxima. De acordo com o site Spurs Nation, especializado na equipe texana, o camisa 20 deverá retornar ao time na partida de sábado (11) contra o New Jersey Nets.

A expectativa inicial era que Manu voltasse apenas na próxima semana. Ginobili, inclusive, cogitou a possibilidade de jogar contra o Philadelphia 76ers, mas foi barrado pelo técnico Gregg Popovich. Pop ainda quer testar o argentino nos coletivos de cinco contra cinco antes de devolvê-lo ao seu habitat natural.

Spurs (18-9) @ Sixers (18-8) – Voando!

https://i1.wp.com/l.yimg.com/a/i/us/sp/v/nba/teams/20080123/80x60/sas.gif100×90https://i0.wp.com/l.yimg.com/a/i/us/sp/v/nba/teams/20080123/80x60/phi2.gif

O San Antonio Spurs venceu sua segunda partida consecutiva na Rodeo Trip ao bater, nesta quarta-feira (8), o Philadelphia 76ers. Com grande noite de Tony Parker, os texanos lideraram praticamente do começo ao fim da partida e cravaram 100 a 90 no placar.

Jogando o "fino da bola", Parker liderou o Spurs em mais um triunfo

Merci, Parker!

Tony Parker vem jogando como há muito tempo não se via. Quem se lembra daquele Parker MVP das Finais de 2007? É mais ou menos esse desempenho que o francês vem conseguindo nas últimas partidas. Em mais uma exibição de gala, o armador comandou a vitória do Spurs anotando 37 pontos e ainda distribuiu oito assistências. Se considerarmos os últimos cinco jogos do Spurs, as médias do camisa nove são de assustadores 28,4 pontos e sete assistências. Será que cabe no All-Star Game?

Como o vinho

Beirando os 36 anos, Duncan ainda esbanja categoria. Se o físico não é o mesmo de outrora, o veterano compensa com a técnica e a elegância de sempre. Contra o Sixers, outra atuação sólida com 16 pontos, 11 rebotes e dois tocos. Nada mal para um “velhinho”.

Tremeu?

Pela primeira vez na carreira, Danny Green inciou uma partida da NBA como titular. Mas o ala, de 24 anos, parece ter sentido o peso. Em 29 minutos, não pontuou, errando todos os cinco arremessos que tentou. Este, aliás, nao foi o dia dos alas do Spurs. Somando o desempenho de Green, Jefferson e Leonard, eles totalizaram três pontos e converteram apenas uma de 13 tentativas de quadra. Será que fui eu que sequei?

Se cuida, Thunder…

Ok, é pouco exagerado e precipitado da minha parte. Mas o Spurs já aparece na vice-liderança do Oeste e tem a melhor sequência de vitórias ativa na NBA, seis. Só que a distância para o líder Thunder ainda é bem grande. Os texanos têm 18 vitórias e nove derrotas, enquanto o time de Oklahoma City venceu 20 e perdeu apenas cinco vezes. Mas já dá pra sonhar, principalmente agora que a equipe parece ter espantado de vez os fatasmas de atuar fora que casa, que assombraram o time no início da temporada.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 37 pontos e oito assistências

Gary Neal – 18 pontos, cinco rebotes e seis assistências

Tim Duncan – 16 pontos, 11 rebotes e dois tocos

Tiago Splitter – 15 pontos

Philadelphia 76ers

Lou Williams – 22 pontos e quatro assistências

Andre Iguodala – 17 pontos, sete rebotes e quatro assistências

Elton Brand – 11 pontos e 13 rebotes