Ok, Manu; você já pode voltar

No fim das contas, perder Manu Ginobili foi menos pior do que se esperava, não é mesmo? Neste período, Kawhi Leonard ganhou mais minutos e se tornou um defensor de perímetro interessante e Gregg Popovich encontrou em Danny Green um homem de confiança na rotação. Mas chega, né? Na derrota de sexta-feira (27) contra o Minnesota Timberwolves, o San Antonio Spurs chegou no quarto quarto com condições de vencer, mas tomou os últimos dez pontos da partida e acabou derrotado. O que jamais aconteceria se o ala-armador argentino estivesse em quadra.

Volta, cara. Por favor

Não há como negar que Ginobili é o jogador mais decisivo do elenco do Spurs. Nos momentos derradeiros, a bola costuma ir para a mão dele, que costuma acertar arremessos espíritas ou encontrar companheiros livres com sua criatividade. Além disso, o argentino é capaz de cavar uma falta que esfrie o jogo em corridas do adversário, como a de 10 a 0 do Timberwolves que selou a vitória da equipe de Minnesota na sexta-feira.

Sem Manu, é Tony Parker quem tem chamado a responsabilidade na hora de decidir. Mas, nesse momento, o Spurs encontra alguns problemas. Claro que o francês é um excelente jogador e pode muito bem colocar a bola embaixo do braço, mas em alguns instantes ele tem dado sinais de cansaço. O armador é um dos únicos sete jogadores do elenco que atuou em todas as 20 partidas do time (os outros são Danny Green, Kawhi Leonard, Richard Jefferson, DeJuan Blair e Tiago Splitter) e, de todo o plantel, é aquele que tem a maior média de minutos por embate: 33,1. Haja fôlego!

Além disso, o arsenal ofensivo de Parker, ainda que mortal, é menos completo que o de Ginobili. O francês costuma finalizar suas jogadas ou com um arremesso de média distância ou com uma infiltração. Nos momentos finais dos jogos, acaba se tornando previsível – ainda mais com a ausência do argentino, que costuma dividir a atenção com o francês.

Claro, existem outros jogadores no elenco com potencial para fechar um jogo. Tim Duncan provou que ainda é capaz de decidir contra o New Orleans Hornets. Porém, contra o Wolves, o ala-pivô foi muito bem marcado por Nikola Pekovic e teve dificuldades para pontuar. Gary Neal acertou grandes arremessos em sua primeira temporada, mas, no jogo de sexta-feira, errou uma bola de três no quarto quarto que poderia ter mudado a história do embate. Acontece! Até mesmo Green e Leonard já deram suas demonstrações de clutch, mas ainda são alternativas pouco confiáveis.

É bom ver que, apesar de tudo isso, o Spurs se mantém entre os primeiros colocados da Conferência Oeste. Quando Manu voltar e recuperar seu ritmo de jogo, o time deve crescer ainda mais. Só que isso ainda deve demorar cerca de três semanas para acontecer. Até lá, a equipe texana deve dar um jeito de sobreviver em jogos mais apertados.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é redator do UOL. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 28/01/2012, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Tem que voltar urgente.

  2. Francisco Neto

    Excelente artigo Pastore,

    Quero ver aguentar a “rodeo road” sem o Manu. Vai ser muito, mas muito duro esse ano sem ele.

    abraço

  3. “acertar arremessos espíritas”” literamelte é o q/ mano faz volta polo amor de Deus

  1. Pingback: Spurs (12-9) @ Mavs (13-8) – Um jogaço maluco! | Spurs Brasil

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