O futuro é agora

Nos últimos anos, usei por várias vezes esse espaço para alertar sobre a idade avançada do elenco do San Antonio Spurs. Os astros da franquia – principalmente Tim Duncan e Manu Ginobili – já estão em fim de carreira e essa temporada pode ser a última chance dos dois, juntos, conquistarem o quinto título da equipe. Mas desde que os dois começaram a atuar juntos, nunca o elenco texano teve tantas perspectivas de futuro quanto agora.

O futuro

O plantel está cheio de jovens jogadores que aparentam ter potencial para, no mínimo, se tornarem peças sólidas no plantel Spurs em um futuro próximo. São os casos de Cory Joseph, Gary Neal, James Anderson, Kawhi Leonard, DeJuan Blair e Tiago Splitter. Vejo até mesmo talento suficiente em Danny Green para que ele garanta um lugar relevate no elenco. E o mais interessante é que todos eles deverão ter tempo de quadra na próxima temporada para crescerem ao lado de Manu, Duncan e Tony Parker.

O garrafão preocupa, é verdade – principalmente na parte defensiva. Mas, com a aposentadoria de Antonio McDyess, Blair e Splitter deverão ganhar bastante tempo de quadra para começarem a desenhar a dupla de garrafão titular do futuro da franquia. Não podemos esquecer que, na Europa, a franquia texana tem os direitos de Erazem Lorbek, que poderá chegar na próxima temporada para ajudar na transição entre as gerações, e de Ryan Richards, que demonstra potencial em seus primeiros passos como profissional.

Nas alas, o futuro está mais encaminhado do que em qualquer outra posição. Neal, com seus arremessos precisos e seu sangue frio na hora de decidir, já tem lugar cativo na rotação. Anderson, machucado na última temporada, também confia nos tiros de três pontos, mas é mais atlético e defende melhor do que o companheiro. E, por falar em defesa, Leonard foi a principal aposta do Spurs no último Draft – se tudo der certo, se tornará o marcador de perímetro que faltou na última temporada. Green corre por fora e também se candidata a essa função. E, olhando para o velho continente, Adam Hanga e Davis Bertans subiram de nível e aguardam uma chance.

Na armação, a franquia deu um passo atrás, é verdade. George Hill era jovem, mas já demonstrava maturidade o bastante para assumir a liderança de perímetro do Spurs depois das saídas de Parker e Ginobili. Para seu lugar, chegou Joseph, que, assim como o antecessor, aposta na versatilidade – pode atuar nas posições 1 e 2 – e na defesa para assegurar seu lugar. Como o canadense ainda é jovem e imaturo, a equipe contratou T.J. Ford para ajudar em seu desenvolvimento e segurar a onda em jogos mais importantes. E o time de San Antonio ainda tem a opção de trazer, também da Europa, o francês Nando De Colo para exercer essa função.

Geralmente, reconstruir uma franquia é algo que leva tempo e que tira uma equipe dos playoffs por muitas temporadas. Basta ver o quanto o Oklahoma City Thunder demorou para construir um time relevante. Mas, graças ao sucesso no Draft, o Spurs conseguiu fazer isso sem deixar de brigar no topo – o Detroit Pistons, adversário dos texanos nas finais de 2005, por exemplo, ainda não conseguiu algo parecido.

O atual elenco do Spurs talvez seja insuficiente para que a equipe brigue pelo título em 2012. Mas dá mostras de que a equipe texana ao menos continuará indo para os playoffs nas próximas temporadas.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é redator do UOL. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 24/12/2011, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. antes de tudo parabens Spurs Brasil pelo grande blog, o melhor q já vi

    acho q essa garotada tem tudo pra ser peças importantes para um time campeão,quem sabe quando o Duncan aposentar ñ consigamos um All-Star,é o que falta pra equipe, um cara q seja o principal jogador da equipe e possa conduzi-la ao título, quem sabe Howard ñ seja esse cara

  2. Esse garrafão nosso está desastroso, não dá pra ser otimista.

    O Splitter melhorou um pouco em relação ao ano passado, mas ainda é nítida a falta de qualidade na defesa, os erros de posicionamento, turnovers ridículos e o péssimo aproveitamento tanto nos lances livres (dizer que é péssimo aqui é até elogio), como nos chutes de quadra.
    É deprimente ver ele e Blair jogando e imaginar que isso é o futuro do Spurs, um time que sempre primou pela defesa e pela tática.
    Não é por ser brasileiro que eu vou ficar pagando pau e achando que ele será foda um dia, como muitos fazem. Analiso pelo basquete jogado e pelas atitudes em quadra e digo, sem medo de errar: sinceramente acho que o Splitter não vinga na NBA.

    Só me resta torcer pra que o DEUS Ginobili com toda sua genialidade nos salve de novo, pra que o Duncan aguente a sequência de jogos e pra que o fominha do Parker esteja com a pontaria afiada.

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