Arquivo diário: 12/11/2011

Splitter e Ginobili na Europa? Não sei não…

E o locaute da NBA não acaba… Apesar do clima de otimismo ainda predominar na imprensa americana, a paralisação já durou mais do que o esperado – pelo menos, mais do que eu esperava. E a demora na concretização das negociações tem deixado as equipes europeias mais esperançosas em contratar os jogadores da liga. Nos últimos dias, por exemplo, um rumor desses envolveu o San Antonio Spurs: o Unicaja Malaga, da Espanha, está interessado em contratar Tiago Splitter.

Na Europa?

Rubén Magnano, técnico da Seleção Brasileira, afirmou que acha que seria uma boa para Splitter ir atuar na Espanha. O treinador elogiou o Unicaja – que ocupa a segunda colocação da Liga ACB, o campeonato espanhol de basquete – e disse que a equipe oferecia condições para o pivô brasileiro atuar em alto nível durante o locaute. E vocês, o que acham dessa situação? Eu, particularmente, acho que pode ser uma boa, mas dependendo de uma série de variáveis.

Vale lembrar que, quando recusou propostas de equipes brasileiras, Splitter alegou que precisava se recuperar de algumas dores e, por isso, preferia treinar em San Antonio. Nas últimas duas offseasons, o pivô se machucou em suas campanhas com a Seleção. Por isso, acho que a Europa seria uma boa para o brasileiro somente se ele estiver 100% fisicamente – e, claro, se ele tiver garantias de que o locaute ainda vai demorar para acabar.

Se donos e atletas não chegarem a um acordo logo, o assédio a Manu Ginobili deve voltar à tona. O ala-armador havia adiado sua decisão após receber proposta do Virtus Bologna, da Itália. Mas, assim como Splitter, pode acabar indo para a Europa se o locaute persistir. Até porque, no meio do ano que vem, os dois estarão envolvidos na disputa da Olimpíada de Londres-2012 e precisarão estar no auge de seu ritmo de jogo.

Vale lembrar que, dos jogadores garantidos no elenco para a próxima temporada, somente dois estão atuando na Europa: Tony Parker – que, assim como Ginobili e Splitter, já tem vaga garantida para os Jogos Olímpicos – e Danny Green.