Arquivo diário: 16/10/2011

As de casa

Como continuação da análise as jogadoras do San Antonio Silver Stars na temporada de 2011, falarei hoje sobre as que estiveram no time em outros anos.

Becky Hammon

Becky Hammon, como sempre, foi o alicerce do time. A maioria das jogadas são criadas para que a bola, de alguma maneira, termine em suas mãos. As médias dela nos fundamentos foram maiores nessa temporada do que na carreira (pontos em 2011: 15.9/carreira: 13.3; assistências em 2011: 5.8/carreira: 3.6; rebotes em 2011: 2.9/carreira: 2.6). No começo do ano, ela foi uma das principais responsáveis pelas viradas nas partidas que chegavam a ter mais de 12 pontos de diferença. Antes do final da temporada regular, seu contrato foi renovado com o San Antonio Silver Stars e, segundo a administradora de seu site oficial, a jogadora fica no time até se aposentar, sem chance de mudança.

Sophia Young

Sophia Young voltou à forma de 2008, quando o San Antonio chegou às finais. A ala mostrou toda sua flexibilidade e eficiência nos arremessos. Nos playoffs, teve média em pontos maior do que na carreira (16.7 sobre 15.5). Ela é, certamente, a segunda melhor jogadora da equipe e, ao lado de Becky Hammon, continua formando uma das melhores duplas da liga.

Ruth Riley

Ruth Riley também esteve muito bem esse ano, apesar de ter atuação apagada nos playoffs (4/6/2 pontos nos últimos jogos, contra o campeão Minnesota Lynx). Em determinado momento, ela deixou de exercer somente a função de uma pivô (5) e passou a arremessar de longa distância, inclusive da linha de três pontos (e acertava!), com total confiança de Dan Hughes.

Jayne Appel

Jayne Appel… bom, se Dan Hughes não tirá-la do time para a próxima temporada, assina o famoso atestado de burrice (o que ele não é, e podemos ver isso pelas rookies que ele trouxe esse ano e as incríveis trocas que já conseguiu fazer). Tudo bem que a pivô (principal reserva de Ruth Riley, para vocês verem como a situação do time está ruim nessa posição) teve uns poucos momentos de luz, mas esses foram apenas 15% de todo seu período em San Antonio (entrou em 2010, porém, ficou parada enquanto novata por causa de lesão).

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A “Zoropa

Confira a equipe de cada uma das jogadoras do San Antonio Silver Stars nessa offseason (e lockout da NBA…)

Jia Perkins

Danielle Adams – G.M.A Pozzuoli (Itália)
Jayne Appel – Samsun (Turquia)
Becky Hammon – Spartak Moscow Region (Rússia)
Jia Perkins (foto) – Ramat Hasharon (Israel)
Danielle Robinson – Maccabi Ramat Hen (Israel)
Porsha Phillips – Ramat Hasharon (Israel)
Ruth Riley – Liaoning (China – olhem o nome dele no ideograma: 辽宁盼盼巨龙)
Roneeka Hodges – Hondarribia-Irun (Espanha)

A Euroliga (principal campeonato do Velho Continente) começou essa semana, e a única das mencionadas acima que está participando dela é Becky Hammon, com o Spartak. Sua participação na primeira partida do time foi fraca, com apenas oito pontos em 21 minutos de atuação.

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I’m sorry!

Aproveito para apontar e me desculpar por um erro na edição da semana passada. Roneeka Hodges chegou o time texano em 2010, não nesse ano. Foi mal!

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Será?

Ann Wauters, uma solução muito boa para o problema da posição 5 no San Antonio Silver Stars

A pivô belga Ann Wauters voltou às quadras nessa semana, pelo Ros Casares, na Euroliga. Ela ficou parada por um ano após o nascimento de seu filho.

Em entrevista a um site de seu país, ela disse que se sente bem, e que se seu retorno no Ros Casares der certo, quer continuar. “Eu não excluo a possibilidade de retornar à WNBA. Não estou pensando no dinheiro, mas na honra. Já estive nas finais uma vez e agora eu quero ganhar uma.”

Essa vez foi em 2008, junto ao San Antonio Silver Stars, portanto, existe a feliz chance de a prioridade dela ser a equipe texana (sua média de pontos da carreira da WNBA é de 10,9 pontos). E com a problemática da posição 5 no Stars (Jayne Appel…), ela seria uma das melhores opções.