Arquivo diário: 31/07/2011

Afterparty

Afterparties, aquelas festas depois das festas principais para fechar a noite, têm sido cada vez mais comuns. Como visto no post anterior, o All-Star Game foi uma celebração no AT&T Center, e o time anfitrião continuou comemorando.

Ruth Riley contra Nicky Anosike na terça-feira

Começou na terça-feira, contra o Washington Mystics, na capital norte-americana, com uma vitória de 73 a 67, na qual a equipe visitante apresentou um belo basquetebol, trabalhando em equipe, e mostrando o brilho de Becky Hammon, cestinha da partida, que marcou 22 pontos. Infelizmente, o San Antonio saiu com uma peça a menos nesse dia. Danielle Adams torceu o pé e vai ficar entre quatro e seis semanas fora.

Adams ganhou o prêmio de novata do mês de julho, mas, com a lesão, suas chances de tirar o título mais importante das mãos de Maya Moore ao final da temporada são menores do que o normal. Além de ter sido a primeira escolha do draft e fazer parte do time em primeiro lugar do oeste, Moore foi uma das selecionadas entre as titulares da conferência no All-Star Game e… jogou na Universidade de Connecticut. Tudo isso é atraente para a mídia, e acaba pesando mais na escolha final.

O compromisso seguinte a essa baixa precisava de muita atenção, apesar da fama de freguês do San Antonio (Spurs ou Silver Stars) que esse time tem.

O duelo entre Becky Hammon e Diana Taurasi sempre é interessante. Na quinta-feira, a camisa 25 se saiu melhor

Na quinta-feira, de volta para casa, foi a vez de enfrentar o eterno rival Phoenix Mercury, sem nossa criança de ouro. Os jogos entre essas equipes são imperdíveis. O placar final foi centenário, 102 a 91 (repeti isso para minha mãe, torcedora do Mercury, o dia todo), e mais uma vez ela, Becky Hammon, deixou sua marca: foi a maior pontuadora, com 33 pontos.

O afterparty está muito bom até agora, mas a semana ainda não havia acabado. Lá estava ele, o primeiro lugar do oeste, time da primeira escolha do draft, na ponta da agenda, para dar com o grand finale que a equipe texana queria.

O resultado foi bem apertado e a derrota por 70 a 69 vai completamente contra o 42 a 30 que o Stars tinha de vantagem antes do terceiro quarto. A cestinha, que marcou 23 pontos, foi Lindsay Whalen. Podemos chamá-la de carrasca, pois foi essa jogadora que puxou a corda da guilhotina para cortar a cabeça do time da casa. Faltando 1,5 segundo para o final da partida, a armadora arremessou a bola que colocou o Lynx de volta à liderança. Becky Hammon até tentou acertar antes do soar do alarme, mas não deu.

Dois momentos foram bem estranhos nesse confronto. Um deles foi quando Candice Wiggins (MIN), tentando sair do corta-luz de Jayne Appel (SAS), deu aquilo que conhecemos por “pedala Robinho” na pivô, e ainda achou que nada havia acontecido. No replay, a torcida ficou pasma quando viu a ação na tela. O outro foi com Dan Hughes. O que esperar de um técnico que leva falta técnica em pré-temporada? A mesma coisa aconteceu hoje, mas a reação dele perante uma marcação da arbitragem foi assustadora. O assistente técnico até ficou na frente dele para que não fosse mais perto de quem apitava o jogo. Isso porque uma falta havia sido apontada contra Appel.

Desfecho não muito feliz para o San Antonio Silver Stars nessa semana. O time poderia ter ficado mais próximo da primeira posição do Oeste hoje. Com essa derrota, a busca pela liderança fica ainda mais difícil.

Na terça-feira, os quatro primeiros lugares da conferência se enfrentam. Será San Antonio Silver Stars contra Seattle Storm e Minnesota Lynx contra Phoenix Mercury. Na pior das hipóteses, no caso de vitória do Mercury e do Storm, caímos para a terceira colocação. E na quinta-feira a viagem será para Minneapolis, na busca pela vitória contra o Minnesota. Jogo difícil, mas não impossível. E, para aliviar o caminho cheio de buracos, as meninas voltam para San Antonio e enfrentam o Tulsa Shock, no sábado, o ultimo colocado da tabela.

Agenda lotada, para contrastar as semanas tranquilas da primeira metade da temporada. Não esqueçam que TODOS os jogos, exceto os que passam da ESPN, podem ser assistidos online e de graça no Live Access da WNBA. Demanda cadastro, mas é rápido, e se você já tem um no site da NBA, não precisa fazer outro. No aplicativo para aparelhos móveis, o WNBA Center Court, é possível assistir até mesmo os da ESPN.

Um abraço, e até o próximo domingo!
Roberta, #GoStarsGo

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