Arquivo diário: 03/07/2011

Do banco, com carinho

Outra semana se passou e o San Antonio Silver Stars continua no primeiro lugar da conferência Oeste, só que dessa vez mostra uma derrota a mais. Nos últimos sete dias, a equipe participou de dois jogos, sendo que perdeu um e venceu o outro. Os adversários foram o Chicago Sky (o jogo da vitória, 84 a 74) e o New York Liberty (o jogo da derrota, 81 a 75), e ambos aconteceram na conferência Leste.

Danielle Adams, a nova sensação do San Antonio Silver Stars, na festa para os Season Ticket Holders

No último compromisso, Danielle Adams foi a maior pontuadora. Até agora, ela tem entrado em quadra vindo do banco, e sua ajuda é sempre bem aproveitada. Juntam-se a ela, sentadas no começo do jogo, Danielle Robinson, Jia Perkins, Scholanda Robinson (menos nos últimos quatro jogos), Rooneka Hodges (nos últimos quatro jogos), Porsha Phillips (menos em dois jogos) e Jayne Appel.

As titulares oficiais são Becky Hammon, Sophia Young, Ruth Riley e Tully Bevilaqua. Rooneka Hodges perdeu a vaga para Scholanda Robinson nas últimas partidas, e ainda não aconteceram jogos o bastante para saber se Dan a colocará definitivamente no quinteto titular.

Desse elenco saíram 812 pontos nos atuais primeiros nove jogos. 392 vêm do banco, ou seja, elas são responsáveis por 42,3% dos pontos do Silver Stars. As que mais têm marcado são Danielle Adams e Jia Perkins, com 16,2 e 14,3 pontos por jogo, respectivamente.

É pertinente lembrar que Danielle Adams veio completamente desacreditada da NCAA. A posição número 20 na escolha do Draft foi injusta para a incrível jogadora que ela tem se mostrado em quadra. Sua pontuação está maior do que a de Maya Moore, primeira escolha do Draft (ela tem média de 13,2 ppg).

Danielle Adams foi a principal jogadora da Universidade Texas A&M, campeã da NCAA de 2011, e ganhou o prêmio de Most Outstanding Player

O desempenho dessas reservas é um dos principais motivos do êxito do San Antonio esse ano: a equipe está com campanha de 7 vitórias e 2 derrotas. O técnico também soube como trabalhar esse time quase completamente renovado em relação ao ano passado.

Jayne Appel, no dia do Draft

A essa altura, já é possível expor uma crítica sobre uma das jogadoras. Jayne Appel está em seu segundo ano como profissional, e é compreensível que Dan Hughes esteja sendo bom o suficiente para oferecê-la chances depois de lesões que não a deixaram jogar na temporada passada e nessa, mas até agora não chegou nada perto do que a classe de 2011 tem feito. Appel interpreta a “mão-de-alface” da equipe texana.

Os fãs do San Antonio Silver Stars e da WNBA podem ficar tranquilos quanto ao efeito que o locaute da liga masculina pode ter em sua irmã. As cinco franquias ainda comandadas pela NBA – dentro das quais se encontra o San Antonio Silver Stars – não sofrem paralização.

PS.: nosso eterno freguês Phoenix Mercury também está sobre ordens da NBA. O Texas faz mal para o povo do Arizona (sejam mulheres ou homens) (não resisti).

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