Draft 2011 – Pivôs

Hoje, a série de posts Na Linha dos 3 especial que o Spurs Brasil preparou para o Draft chega à sua terceira parte. Depois de mostrar o perfil de armadores e jogadores da posição 3 avaliados pela comissão técnica texana, é hora de falar do garrafão, uma das principais fraquezas do elenco do San Antonio Spurs. A deficiência ficou evidente nos playoffs, diante do Memphis Grizzlies, quando Zach Randolph e Marc Gasol deitaram e rolaram pra cima da equipe do Texas.

Pivôs que saibam arremessar, como Vucevic, estão em pauta

Com a provável aposentadoria de Antonio McDyess, sobram para o garrafão Tim Duncan, Tiago Splitter, DeJuan Blair e Matt Bonner. O Spurs já começou as conversas para contratar Ryan Richards, que joga na Espanha e foi a 49ª escolha do Draft de 2010. Mesmo assim, é provável que a equipe use uma de suas escolhas no próximo recrutamento – o time de San Antonio tem a 29ª e a 59ª – para selecionar um jogador de garrafão. Não à toa, foi para este setor que a comissão técnica do Spurs analisou a maior quantidade de prospectos.

Vamos então ao perfil dos atletas que foram até San Antonio para se exibirem para a comissão técnica texana. Lembrando que eu nunca vi nenhum desses jogadores em ação: os textos foram produzidos com base em pesquisa feita nos sites americanos NBADraft.net e DraftExpress.

Enes Kanter – Kentucky
Kanter é considerado um dos melhores pivôs do próximo Draft, e pode acabar até sendo uma escolha top 3. Isso significa que o Spurs teria de fazer alguma troca para selecioná-lo. Mesmo assim, a equipe texana convidou o turco para um período de testes. O jogador passou a última temporada inativo – foi convidado para jogar por Kentucky, mas considerado inelegível pela NCAA, já que já havia disputado partidas profissionais pelo Fenerbahce. O atleta tem passagens pelas seleções de base da Turquia.
Status: Improvável na primeira rodada

Marcus Morris – Kansas
Apesar de ser originalmente um ala-pivô, Morris transita melhor pelo perímetro – tem seu estilo de jogo comparado ao de Al Harrington, e pode até mesmo quebrar um galho na posição três. Isso porque seu arremesso está entre seus pontos fortes. Suas principais fraquezas são a defesa e a força física, o que não impede que o jogador seja esperado já a partir da décima escolha do Draft – em outras palavras, dificilmente o Spurs terá acesso ao atleta. Na última temporada – sua terceira no basquete universitário – Morris disputou 38 partidas e apresentou médias de 17,2 pontos (57% FG, 34,2% 3 PT, 68,8% FT), 7,6 rebotes e 1,6 assistências em 28,3 minutos por jogo.
Status: Improvável na primeira rodada

Donatas Montiejunas – Benetton Treviso (ITA)
O ala-pivô lituano é considerado um dos principais prospectos internacionais – ou seja, que não vieram da universidade – deste Draft. Montiejunas tem como pontos fortes a altura, a velocidade e o arremesso, mas precisa evoluir na defesa e nos rebotes. Na última temporada, disputou 37 jogos no campeonato italiano e apresentou médias de 12,8 pontos (52,5% FG, 42,9% 3 PT, 71,5% FT), 4,4 rebotes e 1,2 roubadas de bola em 25,6 minutos por exibição. Na Eurocup – uma espécie de segunda divisão da Euroliga – entrou em quadra em 16 oportunidades e anotou, em média, 10,9 pontos (44,1% FG, 15,4% 3 PT, 62% FT) e 5,6 rebotes em 27,3 minutos por embate. É esperado já a partir da décima escolha do Draft.
Status: Improvável na primeira rodada

Nikola Vucevic – USC
Depois de disputar três temporadas no basquete universitário americano, o pivô montenegrino é esperado no terço final da primeira rodada do próximo Draft. Vucevic tem a altura e a força física como pontos fortes, e a falta de atleticismo e velocidade como fraquezas. Na última temporada, o europeu entrou em quadra em 34 oportunidades e anotou, em média, 17,1 pontos (50,5% FG, 34,9% 3 PT, 75,5% FG), 10,3 rebotes, 1,6 assistências e 1,4 tocos em 34,9 minutos por partida.
Status: Possível na primeira rodada

Justin Harper – Richmond
Apesar de alto, o ala-pivô tem seu arremesso como ponte forte, o que faz com que seu estilo de jogo seja comparado com o de Channing Frye. Sua defesa, velocidade e força física também são boas, enquanto as habilidades no post e a capacidade de pegar rebotes aparecem como pontos fracos. Em sua última temporada no basquete universitário, Harper disputou 37 jogos e anotou, em média, 17,9 pontos (53,4% FG, 44,8% 3 PT, 79,7% FT), 6,9 rebotes, 1,2 assistências e 1,2 tocos em 31,8 minutos por exibição. É esperado a partir da 25ª escolha do Draft desta quinta-feira.
Status: Possível na primeira rodada

JaJuan Johnson – Purdue
Ala-pivô muito atlético, tem seu estilo de jogo comparado ao de Hakim Warrick por especialistas. No entanto, não é muito forte fisicamente, o que dificulta seu jogo de costas para a cesta e sua defesa. Em sua quarta e última temporada no basquete universitário, Johnson entrou em quadra em 34 oportunidades e apresentou médias de 20,5 pontos (49,4% FG, 29,4% 3 PT, 80,9% FT), 8,6 rebotes, uma assistência e 2,3 tocos em 35,4 minutos por exibição. Também é esperado a partir da 25ª escolha do Draft.
Status: Possível na primeira rodada

Jeremy Tyler – Tokyo Apache (JAP)
Um americano no Draft que não vem do basquete universitário é sempre curioso. Foi assim com Brandon Jennings, que jogava na Itália quando foi selecionado pelo Milwaukee Bucks. Mas um pivô que atua por uma equipe japonesa é, digamos, pra lá de diferente. Na última temporada, Tyler disputou 33 jogos pelo Tokyo Apache, e anotou, em média, 9,9 pontos (51,1% FG, 20% 3 PT, 45,4% FT) e 6,4 rebotes em 15,4 minutos por exibição. Deve sair a partir do começo da segunda rodada.
Status: Provável na primeira rodada

Jordan Williams – Maryland
Ala-pivô com boa envergadura, Williams tem como pontos fortes a força física e a habilidade de pegar rebotes, o que compensa seu ponto fraco, a lentidão. O jogador é esperado do começo para o meio da segunda rodada do próximo Draft. Na última temporada – apenas sua segunda no basquete universitário – o big man disputou 33 partidas e apresentou médias de 16,9 pontos (53,8% FG, 57,5% FT), 11,8 rebotes e 1,4 tocos em 32,5 minutos por jogo.
Status: Provável na primeira rodada, improvável na segunda rodada

Malcolm Thomas – San Diego St.
Esperado a partir da 50ª escolha do próximo Draft, Thomas é um ala versátil, que pode também quebrar um galho na posição 3. Tem como pontos fortes a defesa, o que inclui sua habilidade nos rebotes e nos tocos, e a velocidade. Em compensação, precisa melhorar seu arremesso. Na última temporada, o ala-pivô disputou 37 partidas e apresentou médias de 11,4 pontos (53,6% FG, 16,7% 3 PT, 64,2% FT), 8,1 rebotes, 2,3 assistências e dois tocos em 30,4 minutos por exibição.
Status: Possível na segunda rodada

Matt Howard – Butler
Esperado aproximadamente na 53ª do próximo Draft, Howard é um ala-pivô que tem no jogo ofensivo sua principal qualidade. Porém, na defesa, sua baixa estatura compromete um pouco, assim como sua falta de força física e velocidade. Em sua última temporada, Howard entrou em quadra 37 vezes e anotou, em média, 16,4 pontos (47,1% FG, 39,8% 3 PT, 79,2% FT), 7,7 rebotes, 1,4 assistências e 1,1 roubadas de bola em 31 minutos por jogo.
Status: Possível na segunda rodada

Matthew Bryan-Amaning – Washington
O britânico ala-pivô jogou quatro anos de basquete universitário nos Estados Unidos, e é esperado no fim da segunda rodada do próximo Draft. Bryan-Amaning tem como ponto forte o atleticismo, mas peca por sua falta de habilidade defensiva. Em sua última temporada jogando por Washington, o big man disputou 35 partidas e apresentou médias de 15,3 pontos (54,6% FG, 61,9% FT), oito rebotes, 1,5 tocos e 1,1 roubadas de bola em 28,2 minutos por exibição.
Status: Possível na segunda rodada

Jamie Skeen – VCU
Skeen tem poucas chances no Draft – é esperado, talvez, no finalzinho da segunda rodada. O ala-pivô tem sua versatilidade ofensiva como ponto forte, mas ainda precisa trabalhar sua habilidade para pegar rebotes e alguns aspectos da sua defesa – apesar de se dar bem no post. Em sua quarta e última temporada no basquete universitário, o jogador disputou 39 partidas e anotou, em média, 15,7 pontos (52% FG, 41,9% 3 PT, 71,9% FT), 7,3 rebotes, 1,6 assistências e um toco em 31,9 minutos por exibição.
Status: Provável na segunda rodada

Lavoy Allen – Temple
Outro que tem poucas chances no Draft, mas mesmo assim recebeu uma oportunidade da comissão técnica do Spurs. Allen tem como pontos fortes a capacidade de pegar rebotes, a versatilidade ofensiva e as habilidades no post, inclusive a visão de jogo para achar arremessadores ou jogadores cortando para a cesta. Em compensação, é um pouco passivo, e tem dificuldades para marcar outros alas-pivôs no perímetro. Em sua quarta e última temporada universitária, Allen entrou em quadra em 33 oportunidades e apresentou médias de 11,6 pontos (48% FG, 29,4% 3 PT, 69,7% FT), 8,6 rebotes, 2,3 assistências e 1,8 tocos em 33,9 minutos por exibição.
Status: Provável na segunda rodada

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é redator do UOL. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 22/06/2011, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

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