Arquivo diário: 19/06/2011

Spurs procura reforços na D-League

Dyson ganhou a chance de mostrar serviço em San Antonio

Depois de avaliar Leo Lyons, Lance Thomas e Garrett Williamson, a comissão técnica do San Antonio Spurs segue avaliando jogadores da D-League – a liga de desenvolvimento filiada à NBA – em busca de reforços para a próxima temporada. A informação é do site americano Project Spurs, especializado na equipe texana.

Um deles é o armador Jerome Dyson, companheiro de Williamson no Tulsa 66ers. Na última temporada, o jogador disputou 47 jogos – dez como titular – e apresentou médias de 15,5 pontos (43,7% FG, 33,2% 3 PT, 79,6% FT), 3,1 rebotes, 2,6 assistências e 1,6 roubadas de bola em 27 minutos por exibição. Fez quatro partidas nos playoffs, todas como titular, e anotou, em média, 19,5 pontos (50,9% FG, 30,8% 3 PT, 87% FT), 6,5 assistências, três rebotes e 1,5 roubadas de bola em 36,8 minutos por embate.

O também armador Lance Hurdle, do Springfield Armor, é outro que está na lista. O jogador chegou à equipe com a última temporada já em andamento e disputou 14 jogos – cinco como titular – anotando, em média, 13,3 pontos (49,6% FG, 51,7% 3 PT, 87,5% FT), 2,7 rebotes e 2,2 assistências em 28 minutos por partida.

Para o perímetro, o nome é Ryan Thompson, swingman que pode atuar nas posições 2 e 3. Na última temporada, o jogador disputou 42 jogos pelo Utah Flash – oito como titular – e apresentou médias de 11 pontos (50,7% FG, 33,3% 3 PT, 74,3% FT), 2,8 rebotes e 1,3 assistências em 24,5 minutos por exibição. Nos playoffs, fez três jogos – nenhum como titular – e anotou, em média, 9,3 pontos (40% FG, 80% FT), 3,3 rebotes e duas assistências em 22 minutos por embate.

Por fim, aparece na lista o ala-pivô Matt Rogers. Em 49 jogos pelo Texas Legendes – 14 como titular – na última temporada, o big man anotou em média 7,4 pontos (49,3% FG, 72,5% FT), 4,3 rebotes e 1,1 tocos em 18 minutos por exibição. Nos playoffs, disputou dois jogos – nenhum como titular – e apresentou médias de 1,5 pontos (50% FG, 50% FT) e um rebote em 5,5 minutos por embate.

Primeiro lugar e invicto

*O placar está no final do texto

Becky Hammon contra Temeka Johnson no duelo de sexta-feira.

Na sexta-feira (17), o San Antonio enfrentou um de seus maiores rivais, o Phoenix Mercury. A partida foi dolorida para os torcedores do time texano, mas… (agora leia até a continuação do “mas…”)

Foi a primeira vez que o Phoenix jogou no US Airways Center nessa temporada. O local não estava cheio, havia bastante cadeiras vazias. Dentro de quadra, em contrapartida, Corey Gaines caprichou nas titulares: Diana Taurasi, Candice Dupree, Penny Taylor, Temeka Johnson e Kara Braxton. Do outro lado, Dan Hughes foi mais humilde: Becky Hammon, Sophia Young, Tully Bevilaqua, Ruth Riley e Roneeka Hodges.

Até metade do jogo aconteceu o que era esperado: vantagem do Mercury, que chegou a deixar o Stars 14 pontos atrás.

O que elas tinham que o Stars não tinha? Seus arremessos iam direto para o buraco da cesta, enquanto o Stars cometia erros sucessivos, vindos até de suas veteranas. Bolas de três, bandejas ou lances livres, qualquer que fosse a jogada, não dava certo.

O que o San Antonio tem que o Mercury não tem? Defesa. Assim como o Phoenix Suns, a franquia feminina dessa cidade segue o famigerado “run n’ gun”. Fogo total no ataque e defesa precária (a sorte do Mercury é que em duas temporadas existiam times com defesa pior do que a delas, e assim elas conquistaram o bicampeonato da WNBA). A baixa qualidade nesse fundamento começou a atrapalhar o time da casa.

Dan Hughes sabia que um dos maiores problemas do Stars era defesa, principalmente o rebote, e trabalhou mais intensivamente nesses dois fundamentos durante os treinamentos da pré-temporada. Ele confiava no seu ataque, por isso as fez suar para defender (alguém aí teve uma breve memória de Coach Carter?).

(continuação do “mas…”)

Sophia Young subindo contra DeWanna Bonner

Depois do intervalo entre o segundo e o terceiro quarto, parecia que um Stars diferente entrava em quadra (Space Jam, alguém?). Ataques precisos e defesa melhor ainda, com roubos de bola e mais rebotes sendo agarrados. O trabalho em equipe funcionou muito bem, assim como o talento individual de cada atleta servindo para o bem maior do time.

Sophia Young, com sua mão super calibrada, fez 26 pontos, mas errou muitos lances livres, com 50% de aproveitamento. Ela foi um dos motivos do renascimento do Stars. Sua parceria com Becky Hammon funciona muito bem.

Além de cooperar com as assistências, Becky não deixou de fazer as infiltrações que são forte característica sua. Nesse jogo, elas funcionaram mais do que suas bolas de três pontos – apenas uma caiu em quatro tentativas.

Danielle Adams não decepcionou, e foi a terceira maior pontuadora do time, com 16 pontos. Mesmo sendo colocada em quadra com cinco faltas, não foi expulsa, e ainda conseguiu que fizessem falta nela.

O Stars conseguiu virar a partida, e com 2.4 segundos para o final do jogo tinha cinco pontos de vantagem. Sem se preocupar com a defesa, Kara Braxton, do Mercury, arremessou uma bola de três pontos at the buzzer, que não adiantou para sua equipe.

O placar final foi 101 a 99. O primeiro placar centenário da temporada, e que consagrou a primeira posição do Stars na conferência Oeste, com quatro vitórias, nenhuma derrota, e 100% de aproveitamento. O Minnesota Lynx está em segundo lugar, com um jogo a mais (campanha 4-1).

Na terça-feira, o San Antonio terá a possibilidade vencer mais uma vez o Mercury, no jogo de volta, em San Antonio, às 21h, com transmissão da ESPN do Brasil.

Merecem pontos positivos nesse jogo: a defesa do Stars – as garotas chegaram a conseguir forçar três erros consecutivos de ataque do Mercury -, a persistência – elas não desistiram, mesmo com a grande diferença de pontos, e ainda viraram -, e o entrosamento, já que elas estão juntas há pouco tempo e já conseguem trabalhar bem em equipe.

Precisa melhorar: rebote. A baixa estatura do Stars ainda deixa o time fraco nesse fundamento, que pode ser crucial em diversos momentos de algumas partidas.

O San Antonio Silver Stars está com um começo excelente. Melhorando em alguns fundamentos e dando mais profissionalismo a algumas novatas, tem tudo para ser o campeão da temporada. O técnico do time dá bastante confiança de que isso pode acontecer. Com diriam os americanos, “Dan is not and ordinary coach.” (Dan não é um técnico qualquer).

Espero contar para vocês sobre as vitórias do Stars nessa terça-feira (21h, contra o Phoenix Mercury), na sexta-feira (21h, contra o Los Angeles Sparks) e domingo (às 16h, contra o Atlanta Dream).

Até mais!
Roberta, #GoStarsGo