Arquivo diário: 21/05/2011

Remédio “caseiro” para a ala: é possível?

Sei que, desde a saída de Bruce Bowen, o San Antonio Spurs jamais encontrou um ala que se encaixe no esquema do time – ele tem de ser bom defensor e ter um arremesso de três pontos confiável. Sei que os torcedores da equipe detestam o Richard Jefferson. Sei que os torcedores sonham com alguns agentes livres para a ala na próxima temporada (como Grant Hill, Jeff Green, Shane Battier e Tayshaun Prince; pretendo falar sobre eles futuramente, em outras colunas). Mas será que existe a possibilidade da franquia encontrar um remédio “caseira” para o problema?

"Queremos jogar, Pop!" "É, magoei!"

Para responder a essa pergunta, começo lembrando de James Anderson. O jogador, ala-armador de origem, foi draftado principalmente por conta de sua pontaria nos arremessos de três pontos. Começou a temporada dividindo seus minutos entre a 2 e a 3, e, em sua estreia, empolgou os crícitos ao exercer boa defesa sobre Danny Granger. Porém, sua temporada foi atrapalhada pelo físico: o atleta conseguiu disputar apenas 26 partidas – duas como titular – e anotou, em média, 3,6 pontos (38,3% FG, 39,1% 3 PT, 78,8% FT) e 0,9 rebotes em 11 minutos por jogo. Depois que voltou do departamento médico, viu o também novato Gary Neal crescer e passar a ser um dos principais reservas do time, roubado seu tempo de quadra como ala-armador reserva. Agora, Anderson terá de suar a camisa na Summer League para ao menos ganhar minutos como alternativa para a ala.

Quem também se aproveitou do problema de Anderson foi Danny Green. O jogador foi um dos muitos testados ao longo da última campanha da equipe – como Bobby Simmons, Ime Udoka e Larry Owens -, mas foi o único que agradou, e terminou a temporada no elenco. O ala disputou oito jogos pelo Spurs no último ano, anotando em média 5,1 pontos (48,6% FG, 36,8% 3 PT) e 1,9 rebotes em 11,5 minutos em quadra. Entrou em quadra nos playoffs em quatro oportunidades e obteve médias de 1,3 pontos (33,3% FG, 25% 3 PT) e 0,5 assistências em 1,8 minutos. Tem seu contrato se encerrando nesta offseason, mas pode ter seu vínculo renovado – sinal que teria agradado Gregg Popovich.

O tal remédio pode também vir da D-League. O corpo técnico do Spurs vai avaliar Leo Lyons, destaque do Auston Toros, equipe da liga desenvolvimento filiada à franquia texana. Na última temporada, Lyons atuou em 34 jogos do Toros – 27 como titular – e anotou, em média, 14,9 pontos (48,1% FG, 39,2% 3 PT, 69,4% FT) e seis rebotes em 29,6 minutos por partida. Segundo o Project Spurs, Lyons é um jogador versátil, que pode jogar de 3 e 4. É veloz o suficiente para marcar no perímetro e sabe criar seu próprio arremesso, mas também consegue se virar com eficiência na área pintada.

Outro jogador do Toros que passará pelo crivo dos técnicos do Spurs é Lance Thomas. Na última temporada, o jogador atuou em 46 jogos da equipe de Austin – todos como titular – e obteve médias de 12,6 pontos (50% FG, 70,3% FT) e 5,5 rebotes em 29,8 minutos por partida. Novamente de acordo com o Project Spurs, Thomas tem sua envergadura como ponto forte, o que lhe permite defender com eficiência no perímetro e “roubar” rebotes de jogadores mais altos. Porém, tem dificuldades com o arremesso de longa distância.

Anderson, Green, Lyons, Thomas. Será possível que esteja aí o fim de nossos problemas? Será que a equipe pode encontrar nesta lista um jogador confiável, que possa começar a temporada como reserva de Jefferson e ir conquistando espaço aos poucos? Nos resta confiar nos excelentes olheiros da equipe texana e esperar pra ver…

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