Arquivo diário: 15/05/2011

O San Antonio Silver Stars

A partir desse domingo, durante a offseason da NBA, toda semana teremos a nova coluna “Vestiário Feminino”. Roberta Rodrigues, do blog Dentro da WNBA, é torcedora do San Antonio Silver Stars, e toda semana falará sobre o desempenho do time texano na WNBA, a liga americana feminina de basquete.

Existe, em uma grande cidade do Texas, um time chamado San Antonio Silver Stars. A semelhança com o nome do time que intitula esse blog não é coincidência. Ele também é regido pelo Spurs Sports & Entertaiment, divide teto com o Spurs no AT&T Center e ambos têm as mesmas cores em seus logos. Uma das diferenças entre eles é a liga em que jogam. O San Antonio Silver Stars é um dos doze times da WNBA (Women’s National Basketball Association). Podemos dizer que é o “time feminino do Spurs”. Já teve o nome de Utah Starzz (tinha o mesmo dono que o Utah Jazz), de 1997 até 2002, e em 2003 foi comprado pelo grupo de Peter Holt e relocado para San Antonio.

Dan Hughes (Foto por D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

O técnico do San Antonio Silver Stars é Dan Hughes, que já comandou três times da WNBA: Charlote Sting (1999), Cleveland Rockers (2000-2003) – franquias já aposentadas -, e San Antonio Silver Stars (2005-2009; 2011). Em 2010, deixou o cargo para ser apenas General Manager da equipe. Ele nomeou a australiana Sandy Brondello em seu lugar. Nesse ano, o Stars teve campanha 14-20, e mesmo assim foi para os playoffs, morrendo na primeira fase. Agora, em 2011, ele reassume a liderança do time e traz consigo a ex-veterana Vickie Johnson (que se aposentou no Stars em 2009) e o experiente Steve Shuman.

Esses três, a partir de hoje (15), têm um trabalho árduo a fazer: selecionar quem fica e quem vai embora, as titulares e as reservas. O training camp reduz a lista, que no momento é de 14 jogadoras, para 11 (limite de atletas no elenco para a temporada regular). As novatas Danielle Adams (vencedora da NCAA desse ano), Porsha Pillips e Danielle Robinson aproveitam a oportunidade para mostrar que Dan não errou em suas escolhas no draft. Shanavia Dowdell, apesar de selecionada no ano passado pelo Washington Mystics, ficou de fora da temporada regular, e ganhou uma chance de atuar na conferência Oeste, com o Stars; assim como Ashley Walker, fechou contrato de training camp com a equipe texana. Os novos reforços tratam-se de Kelly Mazzante (ex-Phoenix Mercury), Jia Perkins (do Chicago Sky), Scholanda Robinson (ex-Tulsa Shock) e também a australiana veteraníssima Tully Bevilaqua, que com certeza tem espaço como armadora. Do elenco do ano passado, continuam Jayne Appel, Roneeka Hodges, Ruth Riley, Sophia Young e Becky Hammon, que cumpre o último ano de contrato.

Becky Hammon (Foto por D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

Dessas, vale ressaltar Becky Hammon. A baixinha (1,68m) entra em sua 13ª temporada, e apesar da idade (34), diz que não pretende parar, e que enquanto seu corpo estiver bem e ela estiver se divertindo em quadra, continuará jogando. Tem alto poder de definir e grande habilidade, adquirida com o passar do tempo em sua cidade natal, Rapid City (South Dakota), no tempo em que jogava com seu pai, seu brother e um amigo dele, fizesse chuva ou sol, e enquanto tivesse luz. Fez faculdade na CSU (Colorado State University), pouco conhecida, e nem ao menos foi draftada. Chegou em 1999 na WNBA, com contrato de agente livre no New York Liberty, e agradou (e muito!). Ficou lá até o draft de 2007, quando foi enviada para o San Antonio. Em 2008, levou o time às finais da liga ao fazer 35 pontos sobre o Los Angeles Sparks, mas o 3-0 do Detroit Shock na final implodiu o sonho texano. A jogadora também foi o centro de uma grande polêmica por ter decidido jogar pela Rússia durante os jogos olímpicos de Pequim, pois nunca era convocada para o selecionado norte-americano. Isso deixou a ex-técnica da equipe estadunidense, Anne Donovan, furiosa. Ela chegou a dizer que um verdadeiro americano não vestia as cores vermelho, branco e azul da Rússia. Mesmo com toda a polêmica, Becky permaneceu firme no leste europeu. Hoje, ela é um dos maiores nomes da WNBA.

No dia 25, o Stars entra em quadra pela primeira vez neste ano. O jogo será contra o Connecticut Sun, pela pré-temporada, e o confronto se repetirá no dia 27. A temporada regular começa no dia 3 de junho, com Minnesota Lynx contra Los Angeles, mas o San Antonio jogará pela primeira vez no dia seguinte, contra o Tulsa Shock, em casa. Acompanhe o Stars nessa temporada de 2011, todo domingo, aqui no Spurs Brasil!

Um abraço, Roberta.
#GoStarsGo

Para Popovich, falta maturidade a DeJuan Blair

Menos hambúrguer e mais salada para o nosso pivô!

Nós aqui do Spurs Brasil sempre criticamos o pivô DeJuan Blair por vários motivos. Ele caiu muito desde sua temporada de novato, e sua defesa continua péssima. Para o técnico Gregg Popovich, no entanto, os problemas do jogador ultrapassam os limites da quadra.

Para o treinador, o futuro do pivô na equipe depende de “disciplina, responsabilidade e maturidade”. Segundo Popovich, isso o levará a um “nível superior”.

A maior crítica do comandante está relacionada aos hábitos alimentares de DeJuan Blair. De acordo com a imprensa texana, Blair começou a temporada muito acima do peso e levou uma bronca de Popovich por conta disso. Após a “chamada”, o atleta conseguiu perder alguns quilos cortando tranqueiras como fast food de sua dieta, mas ainda assim sofreu com o excesso de peso durante todo o ano.

Particularmente penso que Popovich está certo. Um atleta profissional tem que ter disciplina e cuidar do corpo, afinal ele é seu instrumento de trabalho. Vamos ver se o pivô aceita o recado e volta voando para a próxima temporada.