Arquivo diário: 14/05/2011

Playoffs de verdade

Sou um aficionado relativamente novo de basquete. Meu interesse cresceu após a Olimpíada de Atenas-2004, quando a campanha de Manu Ginobili, comandando a Argentina, me encantou. Passei a acompanhar a NBA em seguida, na época em que ela era dominada pelo San Antonio Spurs de Tim Duncan e pelo Detroit Pistons de Rasheed Wallace e Ben Wallace. Aos poucos, o comando da liga foi passando para o Los Angeles Lakers de Pau Gasol e Andrew Bynum, que ganhou a companhia do Boston Celtics de Kevin Garnett e Kendrick Perkins. Você pode ter estranhado a ausência de alguns jogadores nesta lista. Mas o que estou tentando mostrar é que, para triunfar neste campeonato, é preciso ter homens fortes. Para aqueles que partilham deste ponto de vista, é impossível não estar completamente apaixonado pela série Oklahoma City Thunder x Memphis Grizzlies, que terá seu sétimo jogo disputado neste domingo, às 16h30.

Duelo incrível!

O Thunder tem, talvez, a melhor dupla defensiva de toda a NBA. Kendrick Perkins – adquirido durante a temporada e, para mim, a peça que faltava para a equipe brigar pelo título – é uma verdadeira parede, capaz de incomodar qualquer pivô adversário na individualmente e de inibir as investidas vindas do perímetro. Seu companheiro, Serge Ibaka, é incrivelmente versátil na defesa, já que é eficiente tanto no homem-a-homem quanto na cobertura, fundamento que lhe rendeu apelidos como “The Shot Blocker” e “Ibloka”. E, mais até do que seu companheiro, é uma presença relativamente confiável no ataque, principalmente com pontes aéreas e arremesso de média distância.

Pensei que a dupla fosse perfeita para deter Zach Randolph e Marc Gasol. Acreditava que o Thunder era o pior match up possível para o Grizzlies entre todos os times que haviam se classificado para os playoffs. Aparentemente estou um pouco enganado: os gigantes da equipe de Memphis apresentam, somados, médias de 40,2 pontos e 23,5 rebotes por partida na série. Para se ter uma ideia, contra o San Antonio Spurs estes números foram de 35,7 pontos e 21,5 rebotes por jogo. Ou seja: talvez a força no frontcourt seja menos uma deficiência texana e mais uma qualidade do Grizzlies do que pensávamos logo depois que o time de Memphis fechou a série em 4 a 2.

Além disso, Z-Bo e companhia conseguiram levar a série para o sétimo jogo porque fazem uma defesa impecável no perímetro – ponto forte do Thunder no ataque. Assim como fizeram contra o Spurs, marcam as linhas de passe e dificultam demais os arremessos de três pontos. Além disso, Mike Conley, Tony Allen e Shane Battier vêm se mostrando bons antídotos para o poder ofensivo de Russel Westbrook e Kevin Durant.

Ainda considero a equipe de Oklahoma City favorita. Neste domingo, no sétimo jogo, o mando de quadra deve pesar. Além disso, há o fator físico também: no jogo cinco, Randolph, Gasol e o Grizzlies estavam completamente desgastados após a partida anterior, que teve três tempos-extras. Mesmo assim, qualquer que seja o resultado, a série foi muito mais equilibrada do que eu acreditava.

Confesso estar ansioso para ver que resistência qualquer uma dessas equipes pode oferecer ao Dallas Mavericks. Admito que, justamente por conta da força debaixo da cesta, jamais acreditava que os texanos pudessem passar pelo Los Angeles Lakers. Eu claramente estava errado, mas a má fase de Pau Gasol com certeza pesou na maiúscula queda. Será que um frontcourt mais forte pode ser suficiente para que Thunder ou Grizzlies vençam um Mavs, que ainda contará com o mando de quadra? Veremos…

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