Arquivo diário: 08/01/2011

Spurs (30-6) @ Pacers (14-19) – Voltando ao normal

90X87https://i2.wp.com/l.yimg.com/a/i/us/sp/v/nba/teams/20080123/80x60/ind.gif

Depois de duas derrotas consecutivas, o San Antonio Spurs foi a Indianópolis enfrentar o Indiana Pacers e conseguiu quebrar a sequência negativa ao superar o adversário por 90 a 87. Foi a 30ª vitória da equipe texana na temporada, que continua com a melhor campanha da NBA.

Duncan e Manu salvaram o Spurs da terceira derrota seguida (AP Photo)

Mas a vitória não veio de maneira fácil. Jogando fora de casa, o Spurs precisou reverter uma desvantagem de 15 pontos, alcançada pelo Pacers no terceiro quarto, para chegar ao resultado positivo.

Mais uma vez, a equipe texana sofreu para parar o ala-pivô adversário. Dessa vez foi o segundoanista Tyler Hansbrough quem deitou e rolou para cima de DeJuan Blair e Matt Bonner. Com 23 pontos e 12 rebotes, o jogador alcançou suas maiores marcas na carreira nos dois fundamentos e foi o destaque da equipe de Indiana na partida.

"Not in my house" (AP Photo)

Quem apareceu para salvar os texanos foi Manu Ginobili. O argentino chamou a responsabilidade no último período e comandou a reviravolta da equipe, que estava sofrendo com a má pontaria – aproveitamento de 41,6% nos arremessos de quadra.

E foi Manu Ginobili quem colocou o Spurs à frente no marcador, pela primeira vez no segundo tempo, a 15 segundos do fim, ao converter dois lances livres. Com o placar apontando 88 a 87, a responsabilidade passou para o lado de Indiana.

A bola, assim, foi para Roy Hibbert debaixo da cesta, que falhou ao tentar um gancho. O rebote ficou com McDyess, que rapidamente acionou Tony Parker. O francês recebeu falta e converteu os dois lances livres.

Restava apenas 0.8 segundo no relógio para o Pacers tentar alguma coisa. James Posey, da zona morta, arriscou a bola de três pontos que levaria o jogo para o tempo-extra, mas errou, para tristeza da torcida que compareceu ao Conseco Fieldhouse.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Manu Ginobili – 25 pontos, quatro assistências e três roubos de bola

Tim Duncan – 15 pontos, 15 rebotes e cinco bloqueios

George Hill – 16 pontos

Indiana Pacers

Tyler Hansbrough – 23 pontos e 12 rebotes

Danny Granger – 15 pontos

Roy Hibbert – Dez pontos e 14 rebotes

Anúncios

Ex-armadores do Spurs podem desembarcar no Arizona

Temple foi dispensado no começo dessa temporada

O Phoenix Suns está perto de acertar com um ex-armador do San Antonio Spurs. Blake Ahearn e Garrett Temple fizeram testes recentemente junto à franquia e ao menos um deles pode ser contratado em breve.

Owen McCormick, proprietário do Erie BayHawks, equipe por onde ambos atuam na NBDL (liga de desenvolvimento da NBA), confirmou a notícia. “Estou feliz pela oportunidade que Blake e Garrett ganharam”, afirmou. “Isso é bom para nós. Nossos atletas ficam incentivados a fazerem o melhor, pois podem ser chamados pela NBA a qualquer momento”, completou.

Ahearn, de 26 anos, vestiu a camisa do Spurs em apenas três partidas na temporada 2008/09 e obteve média de 2.7 pontos. Temple, por sua vez, teve uma sólida passagem por San Antonio. O armador, de 24 anos, esteve no Texas em 2009/10 e registrou média de 6.2 pontos em quase 15 minutos por noite.

Problemas à mostra

Nessa semana, vimos o San Antonio Spurs perder duas partidas consecutivas pela primeira vez nesta temporada da NBA. Jogando fora de casa, a equipe caiu diante de New York Knicks e Boston Celtics, deixando muitos de nossos leitores, pelo que percebi nos comentários, apreensivos. Eu não estou entre os mais preocupados, e a campanha de 30 vitórias em 36 jogos ainda é excelente – não à toa, é a melhor da liga. Minha tranquilidade aumentou ontem, depois que o time venceu, também longe do Texas, o encardido Indiana Pacers. Acho ainda que as derrotas, ambas diante de equipes fortes, podem render frutos positivos, como mostrar a Gregg Popovich os pontos fracos de seu time.

Bonner e Blair na defesa... que nao é a especialidade da dupla

Ao meu ver, até aqui, a principal dificuldade do Spurs quando enfrenta equipes fortes é a sua defesa debaixo da cesta – principalmente contra alas-pivôs (conhecidos na NBA como PF’s). Se os texanos têm feito um bom trabalho em parar os principais pontuadores de perímetro adversários – como fez recentemente com Kobe Bryant, Kevin Durant e Danny Granger -, na área pintada o time encara dificuldades. A seguir, vou tentar demonstrar com números esta teoria.

Contra o New Orleans Hornets, primeira derrota da equipe, logo no segundo jogo da temporada, David West anotou 18 pontos – o segundo maior pontuador do time na partida – e três rebotes. Nosso segundo algoz na temporada, o Dallas Mavericks teve como cestinha Dirk Nowitzki, que fez 28 pontos e coletou oito rebotes. Na surpreendente derrota para o Los Angeles Clippers, o destaque foi Blake Griffin, com 31 pontos e 13 rebotes. Pelo Orlando Magic, Brandon Bass anotou 17 pontos (atrás apenas de Dwight Howard e empatado com J. J. Reddick na oportunidade) e seis rebotes.

Contra o New York Knicks, o técnico Mike D’Antoni pode ter se aproveitado dessa dificuldade para vencer. Com o desfalque de Danilo Gallinari, o treinador escalou Ronny Turiaf como pivô, puxou Wilson Chandler para a ala e colocou sua estrela Amare Stoudamire como ala-pivô. O resultado? 28 pontos e nove rebotes de Stat. Por fim, o Boston Celtics poderia ter feito maiores estragos na defesa do Spurs com Kevin Garnett, mas teve um Glen Davis inspirado, que deixou a quadra com 23 pontos, apesar de ter pego somente dois rebotes.

A princípio, este problema será difícil de corrigir. Tim Duncan ainda é um bom defensor no mano a mano, mas seu físico está claramente limitado pelo seu joelho. Por isso, o camisa 21 não tem mais pique nem atleticismo para correr atrás dos alas-pivôs adversários: Pop prefere, com razão, colocá-lo estático, embaixo da cesta, marcando pivôs. Com isso, não sobram grandes alternativas para pararem os alas de força.

Matt Bonner e DeJuan Blair fazem uma boa temporada, principalmente em termos ofensivos, mas são, ao meu ver, os dois piores marcadores de todo o elenco texano. Pop tem insistido nos dois, sacrificando um pouco a defesa e favorecendo o ataque. Deu certo na maioria dos jogos, mas não funcionou nos acima citados. O excessivamente criticado pelos leitores do blog Antonio McDyess e o brasileiro Tiago Splitter são bons no mano a mano no meu ponto de vista, e poderiam ajudar em alguns casos, mas são pesados demais para marcarem PF’s mais leves, como Lamar Odom e Jeff Green.

Carente de peças para suprir este problema, Pop vem apostando em algumas alternativas para driblar a carência. Em outra partida contra o Hornets, apostou no Small Ball e colocou Richard Jefferson para marcar West; funcionou. Em uma das vitórias sobre o Denver Nuggets, o triunfo veio no quarto quarto graças à defesa por zona. E em inúmeras outras partidas a equipe compensou as falhas das “peneiras” Bonner e Blair com um impecável trabalho ofensivo. Vem dando muito certo até aqui, mas será suficiente para que o time brigue pelo título?