Chance para fazer história

É bem verdade que últimos anos as Seleções Brasileiras de basquete percorreram caminhos de pouca luz. Porém, nem por isso grandes talentos deixaram de aparecer no país, e, aos poucos. jogadores aqui nascidos começaram a quebrar barreiras internacionais. Só para citar as conquistas que vieram no basquete dos Estados Unidos, tivemos a entrada de brazucas na NBA e na WNBA, campeãs da WNBA, jogadoras no All-Star Game da WNBA, o melhor sexto homem da NBA e um atleta no All-Star Weekend da NBA. E, nesta temporada, podemos ver mais uma barreira sendo superada.

Derek Fisher testa a qualidade do desodorante de Nenê

Não me parece exagerado de maneira alguma dizer que Nenê vem fazendo sua melhor temporada. Isso pode ser representado pelas suas médias: 14,9 pontos (melhor da carreira), 6,9 rebotes (4ª melhor), 2,3 assistências (2ª), um toco (2ª), 0,8 roubadas de bola (7ª) e 1,68 turnovers (3ª) em 31 minutos por jogo (4ª). Além disso, seu aproveitamento de 63,1% nos arremessos de quadra o torna líder de toda a NBA neste quesito. Credenciais para que o atleta se torne o primeiro brasileiro a participar do All-Star Game da liga.

O jogador vem sendo importantíssimo para o Denver Nuggets nessa temporada, que sofre com a indecisão de Carmelo Anthony – o ala, astro máximo da franquia, já manifestou interesse em deixá-la. Por isso, esta é uma boa hora para Nenê mostrar que pode ser útil para a equipe mesmo caso Melo decida sair de lá. Até aqui, o pivô vem sendo importante para a arrancada de seu time, que venceu oito das últimas dez partidas que disputou e, com recorde de 14-8, ocupa a sétima posição na Conferência Oeste, com boa vantagem sobre o Phoenix Suns (11-12), nono colocado.

Mas não é só a grande temporada do brazuca que pode colocá-lo no ASG: a falta de concorrentes pode ajudar. Com Pau Gasol inscrito como ala, os rivais de Nenê na votação  para pivô do time do oeste são Andris Biedrins, Andrew Bynum, Marcus Camby, DeMarcus Cousins, Marc Gasol, Brendan Haywood, Chris Kaman, Robin Lopez, Emeka Okafor, Mehmet Okur e Yao Ming.

Bynum e Ming, dois dos mais populares pivôs da lista, estão machucados. Na mesma situação encontra-se Kaman, na minha opinião o mais técnico desta lista. Por isso, vejo  Marc Gasol como grande concorrente para Nenê na briga por um lugar na partida festiva. Mas vale lembrar que o espanhol joga no Memphis Grizzlies, uma das equipes menos populares da NBA, o que pode favorecer o brazuca na disputa.

É uma pena que Nenê não defenda a Seleção Brasileira há algum tempo. E, pelo menos para este artigo, não interessam os motivos dessa ausência. Porém, mesmo longe, o pivô pode ajudar a escrever uma importante página na história do basquete de seu país.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é redator do UOL. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 11/12/2010, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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