Arquivo diário: 11/12/2010

Spurs (19-3) vs. Hawks (15-9) – A força do conjunto

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Jogando em casa, o San Antonio Spurs contou com a força de seu conjunto para bater o Atlanta Hawks, que atuou sem Joe Johnson. Pelo lado texano, todos os titulares e reserva George Hill alcançaram dígitos duplos na pontuação, o que foi determinante para a arrancada no último período, que decidiu a partida.

Manu Ginobili foi um dos cestinhas do Spurs, com 18 pontos (AP Photo)

Gregg Popovich manteve o quinteto inicial que vem utilizando durante toda essa temporada. Tony Parker, Manu Ginobili, Richard Jefferson, Tim Duncan e DeJuan Blair começaram a partida contra o Hawks, e tiveram alguns problemas para controlar o jogo.

Parece que Jefferson andou treinando nas férias... (AP Photo)

Mesmo sem o ala/armador Joe Johnson, o time de Atlanta não facilitou para para os donos da casa. Com Al Horford conseguindo pontuar dentro do garrafão, e com Jamal Crawford inspirado vindo do banco, os visitantes se mantiveram ponto a ponto na briga pela liderança do placar durante todo o primeiro quarto e grande parte do segundo período.

Os texanos conseguiram abrir pequena vantagem apenas nos minutos finais do primeiro tempo graças ao momento inspirado de DeJuan Blair, e foram para o intervalo vencendo por 53 a 48.

No terceiro quarto, o Atlanta Hawks voltou a enconstar. Errando muitos lances livres, o Spurs não conseguiu abrir vantagem e foi para o último período com apenas dois pontos de frente, 71 a 69.

No último e decisivo período, a partida parecia que ia complicar para os donos da casa. Com uma cesta de Damien Wilkens e outra de Maurice Evans, os visitantes passaram à frente no marcador. Foi então que brilhou a estrela do argentino Manu Ginobili. Ele anotou cinco pontos conecutivos e recolocou o Spurs em vantagem.

A partir daí os texanos sobraram em quadra. DeJuan Blair, Richard Jefferson e George Hill tomaram conta do jogo e a diferença foi aumentando cada vez mais. Com a vitória por 37 a 23 no quarto período, o San Antonio Spurs assegurou a 19ª vitória em 22 jogos e consolidou a liderança da NBA.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Manu Ginobili – 18 pontos e três rebotes

Richard Jefferson – 18 pontos (5-6 3pts) e quatro rebotes

Tony Parker – 17 pontos e seis assistências

DeJuan Blair – 16 pontos, 12 rebotes e quatro roubos de bola

George Hill – 16 pontos (3-4 3pts)

Tim Duncan – 12 pontos

Atlanta Hawks

Jamal Crawford – 23 pontos e cinco assistências

Al Horford – 19 pontos e nove rebotes

Marvin Williams – 15 pontos e sete rebotes

Josh Smith – 15 pontos e cinco assistências

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Chance para fazer história

É bem verdade que últimos anos as Seleções Brasileiras de basquete percorreram caminhos de pouca luz. Porém, nem por isso grandes talentos deixaram de aparecer no país, e, aos poucos. jogadores aqui nascidos começaram a quebrar barreiras internacionais. Só para citar as conquistas que vieram no basquete dos Estados Unidos, tivemos a entrada de brazucas na NBA e na WNBA, campeãs da WNBA, jogadoras no All-Star Game da WNBA, o melhor sexto homem da NBA e um atleta no All-Star Weekend da NBA. E, nesta temporada, podemos ver mais uma barreira sendo superada.

Derek Fisher testa a qualidade do desodorante de Nenê

Não me parece exagerado de maneira alguma dizer que Nenê vem fazendo sua melhor temporada. Isso pode ser representado pelas suas médias: 14,9 pontos (melhor da carreira), 6,9 rebotes (4ª melhor), 2,3 assistências (2ª), um toco (2ª), 0,8 roubadas de bola (7ª) e 1,68 turnovers (3ª) em 31 minutos por jogo (4ª). Além disso, seu aproveitamento de 63,1% nos arremessos de quadra o torna líder de toda a NBA neste quesito. Credenciais para que o atleta se torne o primeiro brasileiro a participar do All-Star Game da liga.

O jogador vem sendo importantíssimo para o Denver Nuggets nessa temporada, que sofre com a indecisão de Carmelo Anthony – o ala, astro máximo da franquia, já manifestou interesse em deixá-la. Por isso, esta é uma boa hora para Nenê mostrar que pode ser útil para a equipe mesmo caso Melo decida sair de lá. Até aqui, o pivô vem sendo importante para a arrancada de seu time, que venceu oito das últimas dez partidas que disputou e, com recorde de 14-8, ocupa a sétima posição na Conferência Oeste, com boa vantagem sobre o Phoenix Suns (11-12), nono colocado.

Mas não é só a grande temporada do brazuca que pode colocá-lo no ASG: a falta de concorrentes pode ajudar. Com Pau Gasol inscrito como ala, os rivais de Nenê na votação  para pivô do time do oeste são Andris Biedrins, Andrew Bynum, Marcus Camby, DeMarcus Cousins, Marc Gasol, Brendan Haywood, Chris Kaman, Robin Lopez, Emeka Okafor, Mehmet Okur e Yao Ming.

Bynum e Ming, dois dos mais populares pivôs da lista, estão machucados. Na mesma situação encontra-se Kaman, na minha opinião o mais técnico desta lista. Por isso, vejo  Marc Gasol como grande concorrente para Nenê na briga por um lugar na partida festiva. Mas vale lembrar que o espanhol joga no Memphis Grizzlies, uma das equipes menos populares da NBA, o que pode favorecer o brazuca na disputa.

É uma pena que Nenê não defenda a Seleção Brasileira há algum tempo. E, pelo menos para este artigo, não interessam os motivos dessa ausência. Porém, mesmo longe, o pivô pode ajudar a escrever uma importante página na história do basquete de seu país.