Arquivo diário: 04/09/2010

Data histórica. Outra vez?

Estamos às vésperas de uma partida que pode ser histórica para o esporte do Brasil. No dia 7 de setembro de 2010, em que comemoraremos o aniversário da independência do país, uma geração do basquete nacional pode se libertar do rótulo de fracassada que ganhou nos últimos anos para, de uma vez por todas, cair nas graças da torcida. Ganhar da Argentina em jogo válido pelas oitavas de final do Mundial de basquete pode ser a última chance de um bom resultado para muitos dos jogadores do plantel da Seleção.

Vamos que dá, Brasil!

A tarefa, porém, está longe de ser fácil. Mais parece um pouco menos difícil se pensarmos que os dois maiores pontuadores da seleção argentina, o ala-pivô Luis Scola e o ala-armador Carlos Delfino, deverão ser marcados, respectivamente, pelos dois grandes marcadores do elenco brasileiro, Anderson Varejão e Alex – e sem Rubén Magnano precisar fazer grandes ajustes no restante da defesa de sua equipe.

Scola é, até aqui, o principal atleta da competição, sem sombra de dúvida. Suas médias de 29 pontos e 8,2 rebotes por jogo assustam. Na última vez que as seleções sul-americanas se enfrentaram em uma competição oficial com seus times principais, Scola fez 27 pontos e pegou nove rebotes na vitória da Argentina por 91 a 80, em Las Vegas (EUA), no Pré-Olímpico das Américas. Porém, Anderson Varejão – hoje um dos maiores defensores de garrafão do planeta – não estava em quadra. Será a primeira vez que os dois protagonizarão este duelo em nível internacional. Choque imperdível!

Com Scola bem marcado, sem precisar que dobrem em cima do ala-pivô, os arremessos de Delfino devem sair com menor naturalidade. O completo jogador – que até aqui sustenta médias de 17,4 pontos, 5,4 rebotes e 3,2 assistências por exibição – terá de forçar um pouco mais seu jogo. É aí que entra Alex, nosso principal defensor de perímetro, e toda a sua raça. Minimizar a produção ofensiva de Delfino pode ser uma das chaves para a vitória.

Conversei com muita gente entendida a respeito do confronto. A maioria não só acredita, como está confiante. Acha que chegou a hora desta Seleção. Eu, confesso, ainda estou reticente – principalmente graças à enorme quantidade de decepções que este mesmo time me causou. Mas vou torcer para o Brasil como nunca torci antes no basquete, e acredito que a vitória seja possível. 7 de setembro pode, de novo, entrar para a História brasileira.

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