Arquivo diário: 28/08/2010

Mundial de basquete – Dia 1

Gaspar Nóbrega/Divulgação CBB

O Mundial de basquete começou bem para a Seleção Brasileira. Como era previsto, mesmo com o desfalque de Anderson Varejão, poupado, o Brasil impôs seu jogo e venceu o Irã por 81 a 65. O destaque brazuca no embate foi o ala-pivô Guilherme Giovannoni, que anotou 17 pontos e sete rebotes. Reforço do San Antonio Spurs para a próxima temporada, Tiago Splitter fez 13 pontos e quatro rebotes, mas, no duelo individual contra Hamed Haddadi, saiu perdendo, já que o pivô iraniano terminou com 16 pontos, nove rebotes e cinco tocos.

Quem também não teve dificuldades na estreia foram os americanos. Jogando na mesma chave que o Brasil, o Dream Team foi a única seleção que marcou mais de 100 pontos na rodada; vitória por 106 a 78 sobre a Croácia, que deve brigar por posição com o Brasil. O destaque dos Estados Unidos foi Eric Gordon, que fez 16 pontos. Do lado europeu, quem brilhou foi o ala Bojan Bogdanovic, cestinha do duelo com 17 pontos e quatro rebotes.

Os jogadores vinculados aoo Spurs que atuam na Europa também começaram com o pé direito: o armador Nando de Colo jogou oito minutos e roubou uma bola na surpreendente vitória da França por 72 a 66 sobre a Espanha, e o pivô Robertas Javtokas ajudou, com dois pontos e um rebote, a Lituânia a vencer a Nova Zelândia por 92 a 79.

Confira os resultados do primeiro dia:

Grupo A

Austrália 76 x 75 Jordânia

Sérvia 94 x 44 Angola

Argentina 78 x 74 Alemanha

Grupo B

Eslovênia 80 x 56 Tunísia

Estados Unidos 106 x 78 Croácia

Brasil 81 x 65 Irã

Grupo C

Grécia 89 x 81 China

Rússia 75 x 66 Porto Rico

Turquia 86 x 47 Costa do Marfim

Grupo D

Lituânia 92 x 79 Nova Zelândia

Líbano 81 x 71 Canadá

França 72 x 66 Espanha

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Spurs no Mundial de basquete

Chegou a hora, amigos! Começa hoje o Mundial masculino de basquete da Fiba, que vai nos manter entretidos enquanto a próxima temporada da NBA não começa. Mas para você que é fanático pelo San Antonio Spurs mesmo quando a equipe texana não está em quadra, preparei um pequeno guia de jogadores vínculados à franquia que defenderão seus países nas quadras turcas. Confira a seguir:

Tiago Splitter

Depois da contusão de Nenê, o pivô será, ao lado de Leandrinho e Varejão, a principal esperança de boa campanha da Seleção no Mundial. O camisa 15, draftado em 2007 pelo Spurs, se prepara para disputar sua primeira temporada da NBA pela franquia. Vem de um ano brilhante no basquete europeu, conquistando o título espanhol e sendo considerado o melhor jogador da temporada regular e dos playoffs da competição. Agora, o brasileiro vai tentar colocar seu talento em quadra na Turquia antes de começar sua trajetória na NBA.

Nando de Colo

Depois que o Spurs trouxe Splitter, de Colo deverá ser a principal aposta europeia da equipe. Aos 23 anos, o armador, que joga nas posições 1 e 2, foi selecionado pela franquia de San Antonio na segunda rodada do draft de 2009. Naquela temporada, acertou a transferência para o Valência, da Espanha, clube no qual sagrou-se campeão da Eurocup – uma espécie de segunda divisão da Eurologa, como a Champions League e a Liga Europa no futebol – no ano passado. Com a ausência de Tony Parker, de Colo deve ser titular da França no Mundial.

Robertas Javtokas

O pivô lituano foi selecionado pelo Spurs no final da segunda rodada do draft de 2001. Hoje com 30 anos, dificilmente Javtokas terá futuro na NBA. Mas é interessante notar que a franquia manteve os direitos sobre o big man, hoje um dos três atletas vinculados ao Spurs que jogam na Europa (além de Javtokas e de Colo, o ala georgiano Viktor Sanikidze, do Virtus Bologna, da Itália). Javtokas também atua no Valência. O pivô terá vida dura na Turquia, já que a Lituânia está bastante desfalcada e caiu no grupo da atual campeã Espanha. No europeu de seleções do ano passado, Javtokas teve médias de 4,2 pontos e 3,5 rebotes por partida.

Especial do Mundial

Já conferiram a série especial que o nosso amigo Victor Moraes preparou em parceria com o pessoal do Celtics Brasil sobre o Mundial da Turquia? Tem tudo o que você precisa saber sobre os grupos A, B, C e D da competição. Splitter está no grupo B com o Brasil, enquanto de Colo e Javtokas vão brigar por posição no grupo D. Fique de olho!

Especial do Mundial – Grupo D

Por Flávio Catandi

O grupo D é o mais equilibrado do mundial. Conta com duas fortes equipes que devem ficar com as primeiras posições (Espanha e França), mas também com quatro seleções que irão brigar até o fim pelas duas vagas restantes.

Todos os jogos do grupo D serão disputados na cidade de Izmir.

Espanha

Posição no Ranking da FIBA: 3º lugar (759 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeã Europeia
Posição no Mundial 2006: 1º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 2º lugar
Principais títulos: Campeão Mundial (2006) e Campeão Europeu (2009)
Destaques: Juan Carlos Navarro, Marc Gasol e Rick Rubio
Desfalques: José Calderon e Pau Gasol
Técnico: Sergio Scariolo

Atual campeã européia e mundial, a Espanha vem com tudo para brigar pelo bicampeonato. Pau Gasol e José Calderon farão muita falta, principalmente Gasol, que foi eleito o melhor jogador do mundial de 2006 e do Eurobasket do ano passado. Mesmo com estes desfalques, a seleção espanhola ainda é fortíssima. Marc Gasol, irmão de Pau, pode exercer um bom papel no garrafão; não vai chegar a substituir o irmão à altura, mas também não fará feio.

A ausência de Calderon também será sentida por conta da experiência do armador do Raptors. Mas, para suprir sua ausência, a Espanha conta com uma dupla de ouro do Barcelona, semelhante a Xavi e Iniesta na equipe de futebol. Juan Carlos Navarro é o líder de sua equipe e da seleção, sendo, na ausência de Pau Gasol, o cestinha espanhol. O complemento da dupla de ouro fica a cargo de Ricky Rubio, que mostrou potencial na olimpíada de Pequim, e confirmou seu talento na Euroliga 2010, sendo fundamental para a conquista do Barcelona.

Durante a fase de preparação, os espanhóis mostraram um ótimo basquetebol, muito competente e coletivo. Dos nove amistosos disputados, perderam apenas um e somente por um ponto de diferença, para os EUA.

Os espanhóis vão tentar repetir o feito da Sérvia, que se sagrou bicampeã em 2002. Além disso, a Espanha pode ser apenas a terceira seleção a ganhar dois títulos consecutivos. A primeira delas foi o Brasil, campeão em 1959 e 1963.

Vivendo uma grande fase nos esportes: Rafael Nadal no tênis, Fernando Alonso na Fórmula 1 e a seleção campeã do mundo na África do Sul, a seleção de basquete da Espanha não vai querer ser a sem graça que não vai participar da festa.

França

Posição no Ranking da FIBA: 15º lugar (181 pontos)
Como chegou ao Mundial: 5º lugar no Europeu de 2009
Posição no Mundial 2006: 5º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Boris Diaw e Nicolas Batum
Desfalques: Antoine Diot, Joakim Noah, Mickael Pietrus, Rodrigue Beaubois, Ronny Turiaf e Tony Parker
Técnico: Vincent Collet

A seleção francesa não é a mesma que fez uma excelente campanha no mundial de 2006, terminando na quinta colocação. A equipe atual não conta com jogadores importantes como Ronny Turiaf e Tony Parker. Mesmo assim, o selecionado francês chega à Turquia com uma boa seleção, mesclando jogadores jovens com atletas experientes.

Na ausência de Parker, o papel de líder da equipe ficará a cargo de Nicolas Batum, jovem ala do Portland Trail Blazers, mas que com apenas 21 anos já sabe pontuar como um jogador veterano. A “escolta” de Batum na equipe fica por conta de Boris Diaw, experiente ala do Charlotte Bobcats, que deve dividir a função de cestinha da equipe com Batum.

A França terá a difícil missão de manter o excelente retrospecto no torneio. Mesmo com poucas participações (quatro), os franceses sempre avançaram pelo menos até as quartas-de-final. Em 1950 terminaram na sexta colocação, no campeonato seguinte no 4° lugar. Em 1963 conseguiram a quinta colocação. E em 2002, após ficar quase 40 anos sem participar da competição, terminaram em uma honrosa quinta colocação. Será que Boris Diaw e Nicolas Batum serão capazes de honrar o uniforme francês?

Lituânia

Posição no Ranking da FIBA: 6º lugar (382 pontos)
Como chegou ao Mundial: Wildcard (Convidado)
Posição no Mundial 2006: 7º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 4º lugar
Principais Títulos: Campeã Europeia (1937, 1939 e 2003)
Destaque: Linas Kleiza
Desfalques: Darius Songaila, Darjus Lavrinovic, Kristof Lavrinovic, Marijonas Petravicius, Ramunas Siskauskas, Rimantas Kaukenas e Sarunas Jasikevicius.
Técnico: Kestutis Kemzura

A Lituânia vem para Turquia para não fazer feio frente à sua torcida, que é fanática e tem como esporte preferido o basquetebol. Aliás, talvez para agradar seus torcedores, os principais atletas lituanos não jogarão o mundial. Parece estranho, não? É porque o Eurobasket de 2011 será disputado na Lituânia, e nada melhor do que vencer em casa.

Sem contar com muitos jogadores importantes: gêmeos Lavrinovic, Jasikevicius, Siskauskas, Kaukenas, dentre outros (melhor você ler a lista completa de desfalques), e passando por uma reformulação, já que o técnico assumiu a seleção há pouco tempo, a grande esperança da Lituânia em fazer uma boa campanha no mundial fica por conta de Linas Kleiza. O ala-pivô, que também pode jogar como pivô, é o líder de uma equipe jovem e reformulada (parece um vestibular para selecionar quem vai jogar em 2011).

Kleiza jogava no Nuggets e foi atuar um ano na Europa pelo Olympiacos, da Grécia, para ver de perto seus adversários no mundial, ou a maior parte deles. Após ficar um ano na Europa, voltou para a NBA, dessa vez no Toronto Raptors. Linas Kleiza mostrou toda sua competência ofensiva, liderando a Lituânia em vitórias contra adversários fortes nos amistosos, tais como Eslovênia (86 X 84), Turquia (80 X 77) e Alemanha (78 X 67). Olhos atentos para os lituanos, que mesmo com o treino de luxo para o Eurobasket de 2011, devem fazer um bom papel na Turquia.

Canadá

Posição no Ranking da FIBA: 19º lugar (124.2 pontos)
Como chegou ao Mundial: 4º lugar na Copa América de 2009
Posição no Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaques: Andy Rautins e Joel Anthony
Desfalques: Carl English, Matt Bonner e Steve Nash
Técnico: Leo Rautins

A seleção canadense é uma das mais jovens do torneio, seu jogador mais velho tem apenas 29 anos! O Canadá já pode se orgulhar de participar do mundial, já que eliminou uma grande favorita na Copa América: a República Dominicana, que contava com três jogadores de NBA no time.

Mesmo com uma seleção jovem, o Canadá já aprontou pra cima de um dos seus adversários de grupo. A seleção canadense derrotou em dois amistosos os franceses: 69 a 58 e 85 a 63. Portanto, abre o olho França!

A seleção do país vizinho do norte dos EUA lamenta os desfalques de Carl English e Steve Nash. Certamente se contasse com os ambos, o Canadá poderia fazer um grande barulho na Turquia, mas o time é digno de participar das oitavas-de-final.

Nova Zelândia

Posição no Ranking da FIBA: 13º lugar (193 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão da Copa da Oceania de 2009
Posição no Mundial 2006: 16º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Tricampeão da Copa da Oceania (1999, 2001 e 2009)
Destaque: Kirk Penney
Desfalques: Nenhum
Técnico: Nenad Vucinic

Atual campeã da Oceania, a seleção neo-zeolandesa é um mistério. Sua principal virtude também é seu maior problema: todos os jogadores do elenco atuam na Oceania, seja na Austrália ou na própria Nova Zelândia. Isso é bom pelo entrosamento entre os atletas, mas ruim, pois eles não disputam grandes torneios internacionais e têm um baixo parâmetro de adversários.

Mesmo sem poder enfrentar grandes seleções e adversários sempre, os atletas da Nova Zelândia não fizeram feio nos amistosos. Perderam a maioria, mas venderam caro as derrotas, sendo derrotados por uma diferença pequena de pontos. Os neo-zeolandeses chegaram até a vencer a Eslovênia por 104 a 103.

E muito cuidado com Kirk Penney, ala-armador conhecido como “matador”, já que marca muitos pontos. Somente na vitória contra a Eslovênia Penney, marcou 42. Será que ele vai conseguir liderar seu time até a segunda fase? Depende dos adversários; se o deixarem jogar, a Nova Zelândia tem grandes chances.

Líbano

Posição no Ranking da FIBA: 24º lugar (63 pontos)
Como chegou ao Mundial: Wildcard (Convidado)
Posição no Mundial 2006: 18º lugar
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais Títulos: Nenhum
Destaque: Fadi El Khatib
Desfalques: Nenhum
Técnico: Tab Baldwin

O Líbano é a surpresa deste mundial, já que no convite desbancou a Itália, que foi vice-campeã olímpica em 2004. A seleção libanesa participa apenas de seu segundo mundial e vai em busca de um feito histórico para seu país: avançar até a segunda fase. Parece impossível, mas não é. No último mundial, os libaneses bateram na trave, ficando apenas uma vitória atrás da classificação.

Os libaneses foram responsáveis pela maior zebra do último mundial, ao vencer a França por 74 a 73. Além disso, contam com uma arma mortal: Fadi El Khatib, oitavo maior cestinha do mundial de 2006, com uma média superior a 18 pontos por jogo. Sei que o ditado diz que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas temos de ficar atentos com a seleção libanesa. Uma classificação para as oitavas não será surpresa.

Calendário – Grupo D:

28 Agosto 2010

Lituânia  vs. Nova Zelândia
Canada    vs.   Líbano
França    vs.   Espanha

29 Agosto 2010

Canada   vs.   Lituânia
França    vs.   Líbano
Espanha  vs.  Nova Zelândia

31 Agosto 2010

Líbano    vs.   Nova Zelândia
França    vs.   Canada
Espanha  vs.  Lituânia

1 Setembro 2010

Canada    vs.   Nova Zelândia
Espanha   vs.   Líbano
França      vs.    Lituânia

2 Setembro 2010

Espanha   vs.   Canada
Líbano      vs.   Lituânia
França      vs.   Nova Zelândia