Arquivo diário: 27/07/2010

E agora ‘Coach K’?

Os norte-americanos deverão ter mais dificuldades do que o esperado no Mundial da Turquia, que será disputado entre os dias 28 de agosto e 12 de setembro. Isso porque as ausências são maiores do que as esperadas e sobrou para o técnico Mike Krzyzewski a convocação de uma “seleção B”, recheada de jovens atletas.

Olhe bem para estes jogadores. Nenhum deles estará na Turquia daqui um mês

Isso porque Coach K não terá nenhum dos 12 jogadores que disputaram as Olimpíadas de Pequim em 2008. Jason Kidd, pela idade avançada, encerrou eu ciclo com o time nacional. Outros pediram dispensa por motivos diversos, como lesões, adaptação às novas equipes com as quais que assinaram contratos, etc.

Além de Kidd, não estarão presentes os armadores Chris Paul e Deron Williams, os ala-armadores Kobe Bryant, Dwyane Wade e Michael Redd, os alas Tayshaun Prince, Carmelo Anthony e LeBron James, os ala-pivôs Cris Bosh e Carlos Boozer, além do pivô Dwight Howard. Além deles, o grupo convocado para treinamentos neste mês de julho já sofreu três baixas: Robin Lopez, David Lee e, a mais importante, Amar’e Stoudemire, que teve problemas de liberação junto ao New York Knicks, seu novo time.

Sem eles, foram chamados jogadores como Derrick Rose, Kevin Durant, OJ Mayo, Rudy Gay, Kevin Love, Rajon Rondo, entre outros. O grupo final com os 12 jogadores que efetivamente irão ao Mundial ainda não está definido, mas podemos esperar um núcleo jovem, liderados por dois caras experientes: Chauncey Billups e Lamar Odom.

Mesmo com um “segundo escalão”, os norte-americanos ainda têm talento de sobra, é verdade. A grande questão é que a maioria dos chamados por Mike Krzyzewski não tem expeiência alguma no basquete com regras FIBA, e leva-se um certo tempo para se adaptar.

Além das regras um pouco diferentes, o estilo de jogo também é diferente. A NBA privilegia mais o jogo físico e individual, o chamado um contra um, enquanto na FIBA o jogo costuma ser mais técnico e coletivo. Por isso Billups e Odom terão papel importantíssimo nesta seleção, pois são alguns dos poucos que já disputaram competições neste sistema.

Pela frente, encontrarão uma Espanha sem Pau Gasol como principal adversária na briga pelo título. Mas mesmo sem seu principal jogador, os espanhóis leverão para a Turquia um time muito forte, com Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez, Jorge Garbajosa, Fran Vasquez e Ricky Rubio. Outra pedra no sapato americano pode ser a Argentina, com Luis Scola e Carlos Delfino, e até mesmo o Brasil pode complicar, já que terá o time completo pela primeira vez em vários anos.

Tenho dúvidas em relação à supremacia dos Estados Unidos no torneio. Apesar de terem um time talentoso, faço parte do lado mais pessimista. Acho que a inexperiência vai pesar diante de rivais fortes nas fases decisivas e não será dessa vez que os EUA voltarão ao lugar mais alto do pódio em um Mundial.