Hora de buscar explicações

A derrota por 4 a 0 para o Phoenix Suns pegou o San Antonio Spurs de surpresa. Nem mesmo o mais pessimista torcedor texano e nem o mais otimista torcedor do Arizona esperavam que esta série terminasse assim. O que todos imaginavam era mais um daqueles embates épicos que marcaram os confrontos de playoffs entre as equipes nesta década.

Tim Duncan parabeniza Steve Nash por finalmente vencer uma (Foto: Chris Covatta/NBAE via Getty Images)

Mas temos que reconhecer; já não somos mais aquela máquina que colocava medo em qualquer adversário. O tempo passou e, embora a base com Duncan, Parker e Manu tenha sido mantida, as peças ao redor são diferentes e definitivamente não se encaixaram.

Não quero apontar culpados individualmente, então tentarei fazer uma análise mais abrangente do que aconteceu.

Depois de uma temporada regular bem “capenga”, nos classificamos em sétimo no Oeste e vencemos o Dallas Mavericks na primeira rodada dos playoffs. Parecia que a equipe estava se encaixando e jogando melhor, mas tudo veio por terra na série seguinte.

Durante toda a década de 2000, vencer o Suns nunca foi um problema. O time texano tinha a fórmula exata de como parar este adversário. Mas acontece que o Spurs é um time que joga em um sistema pouco flexível e que precisa das peças certas para funcionar.

Onde ficou a rivalidade dos velhos tempos? (Foto: D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

Se antes tinhamos Bruce Bowen como um marcador implacável, em 2010 não tivemos resposta para Steve Nash. Se antes tínhamos Michael Finley e Brent Barry como especialistas em bolas de 3 pontos, este ano não tivemos um jogador consistente nas bolas de longa distância. Se antes tínhamos o experiente Robert Horry como escape para fechar as partidas, dessa vez não tínhamos ninguém.

Mas também não podemos tirar os méritos do time de Phoenix. O tempo fez bem a eles. As seguidas eliminações em playoffs fez a equipe aperfeiçoar seu sistema de jogo, que antes era baseado só na correria. Agora a equipe tem um bom jogo de meia-quadra. Nash e Amar’e tornaram-se quase impráveis no pick and roll, obrigando trocas constantes na marcação. Grant Hill é um excelente arremessador de média distância, algo que a equipe simplesmente não tinha com Shawn Marion. Jason Richardson deu mais versatilidade para a equipe e deu mais opções além da bola de 3 de Raja Bell.

Sou obrigado a reconhecer a superioridade do adversário que mereceu a vitória. Mas, mesmo assim, não acredito que o Suns chegue na final da NBA. Agora o adversário será o Los Angeles Lakers. Do outro lado encontrarão um Ron Artest sedento por defender Steve Nash, tão qual Bowen faria. Terão que se virar para achar um defensor para Kobe Bryant e Pau Gasol…

Mas claro que, como bom torcedor do San Antonio Spurs, seja quem vença esta série, torcerei para perder na grande final. Minha preferência, claro, fica com o Orlando Magic.

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Sobre Victor Moraes

Formado em Jornalismo no ano de 2012 pela Universidade Metodista de São Paulo. Fanático por esportes, sobretudo o basquete, passou pela redação do Diário Lance!, trabalhou na Liga Nacional de Basquete e no extinto Basketeria. Se orgulha de fazer parte da equipe do Spurs Brasil desde a criação em 2007.

Publicado em 11/05/2010, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. João Paulo

    tbem to torcendo p o magic

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