Arquivo diário: 11/05/2010

Duncan é escolhido para os times ideal e defensivo da NBA

Foto por Edward A. Ornelas/Express-News

O ala-pivô Tim Duncan foi selecionado para o terceiro time ideal e o segundo time defensivo da temporada 2009/10 da NBA. Com isso, o jogador continua a fazer história na NBA, sendo a único jogador a ser escolhido para os times ideal e defensivo em cada uma de suas 13 temporadas. Gary Payton, Kareem Abdul-Jabbar e Michael Jordan foram escolhidos para os dois times ao mesmo tempo em apenas nove oportunidades.

Em escolhas para o time ideal da NBA, Duncan fica atrás apenas de Abdul-Jabbar (15), Karl Malone (14) e Shaquille O’Neal (14). Ele é o primeiro jogador desde Shaq (1993-2006) a ser selecionado para o time ideal  em 13 temporadas seguidas, ficando atrás apenas do recordista, que é Karl Malone, com 14 seguidas de 1988 a 2001. Duncan já foi nomeado nove vezes para o primeiro time e três para o segundo.

A 13ª nomeação de Duncan para o time defensivo o coloca na primeira posição na história da NBA e com duas à frente do segundo colocado, Abdul-Jabbar. Ele é o único na história da NBA a ser escolhido para o time defensivo por mais de dez temporadas consecutivas.

Na temporada, Duncan teve médias de 17.9 pontos, 10.1 rebotes, 3.2 assistências e 1.5 bloqueios em 78 jogos. Ele alcançou 38 duplo-duplos, sendo o 12º no quesito na liga, incluindo 22 com mais de 20 pontos e dez rebotes. Em 19 de novembro, contra o Utah Jazz, ele se tornou o segundo maior pontuador do Spurs, atrás apenas de David Robinson. Em 22 de janeiro, contra o Houston Rockets, Duncan se tornou o sétimo jogador na história da NBA a anotar 20 mil pontos, 10 mil rebotes e 2 mil bloqueios. Ele também foi titular do All-Star Game pela 11ª vez e fez sua 12ª aparição em um All-Star.

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Hora de buscar explicações

A derrota por 4 a 0 para o Phoenix Suns pegou o San Antonio Spurs de surpresa. Nem mesmo o mais pessimista torcedor texano e nem o mais otimista torcedor do Arizona esperavam que esta série terminasse assim. O que todos imaginavam era mais um daqueles embates épicos que marcaram os confrontos de playoffs entre as equipes nesta década.

Tim Duncan parabeniza Steve Nash por finalmente vencer uma (Foto: Chris Covatta/NBAE via Getty Images)

Mas temos que reconhecer; já não somos mais aquela máquina que colocava medo em qualquer adversário. O tempo passou e, embora a base com Duncan, Parker e Manu tenha sido mantida, as peças ao redor são diferentes e definitivamente não se encaixaram.

Não quero apontar culpados individualmente, então tentarei fazer uma análise mais abrangente do que aconteceu.

Depois de uma temporada regular bem “capenga”, nos classificamos em sétimo no Oeste e vencemos o Dallas Mavericks na primeira rodada dos playoffs. Parecia que a equipe estava se encaixando e jogando melhor, mas tudo veio por terra na série seguinte.

Durante toda a década de 2000, vencer o Suns nunca foi um problema. O time texano tinha a fórmula exata de como parar este adversário. Mas acontece que o Spurs é um time que joga em um sistema pouco flexível e que precisa das peças certas para funcionar.

Onde ficou a rivalidade dos velhos tempos? (Foto: D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)

Se antes tinhamos Bruce Bowen como um marcador implacável, em 2010 não tivemos resposta para Steve Nash. Se antes tínhamos Michael Finley e Brent Barry como especialistas em bolas de 3 pontos, este ano não tivemos um jogador consistente nas bolas de longa distância. Se antes tínhamos o experiente Robert Horry como escape para fechar as partidas, dessa vez não tínhamos ninguém.

Mas também não podemos tirar os méritos do time de Phoenix. O tempo fez bem a eles. As seguidas eliminações em playoffs fez a equipe aperfeiçoar seu sistema de jogo, que antes era baseado só na correria. Agora a equipe tem um bom jogo de meia-quadra. Nash e Amar’e tornaram-se quase impráveis no pick and roll, obrigando trocas constantes na marcação. Grant Hill é um excelente arremessador de média distância, algo que a equipe simplesmente não tinha com Shawn Marion. Jason Richardson deu mais versatilidade para a equipe e deu mais opções além da bola de 3 de Raja Bell.

Sou obrigado a reconhecer a superioridade do adversário que mereceu a vitória. Mas, mesmo assim, não acredito que o Suns chegue na final da NBA. Agora o adversário será o Los Angeles Lakers. Do outro lado encontrarão um Ron Artest sedento por defender Steve Nash, tão qual Bowen faria. Terão que se virar para achar um defensor para Kobe Bryant e Pau Gasol…

Mas claro que, como bom torcedor do San Antonio Spurs, seja quem vença esta série, torcerei para perder na grande final. Minha preferência, claro, fica com o Orlando Magic.

Parker fica, crava R.C. Buford

Parker + Richard Jefferson = Bosh? Eu duvido, mas a mídia especulou...

Como muitos de nós já sabemos, o armador Tony Parker e o ala Richard Jefferson serão agentes livres na temporada 2011-2012. Isso quer dizer que a próxima época pode ser a última deles com a camisa preto e branco do San Antonio Spurs.

Alguns rumores cogitam o ala-pivô Chris Bosh no Texas. Para isso, o Spurs enviaria Parker e Jefferson para Toronto em troca do camisa #4. Apesar de parecer excelente, creio que tal negócio é improvável, já que isso  indicaria que o Raptors entraria para a próxima temporada já mirando o outro verão, o que no meu ponto de vista é loucura.

Além do que, R.C. Buford concedeu algumas entrevistas à mídia norte-americana e garantiu que o francês faz parte dos planos da equipe para o futuro. “Acho que seria loucura rejeitar um jogador como o Tony em nosso programa”, afirmou o executivo. “Ele vem sendo grande parte do sucesso que tivemos”.

Sobre o assunto, o armador parece tranquilo, já que terá longas férias pela frente. “Estarei num barco, ou algo do tipo… apenas me refrescando”, brincou. “Eu sempre confio no Pop [Gregg Popovich] e no R.C. [Buford]. Estarei pronto para o training camp, pois encararei a próxima temporada como uma revanche”, completou.

Parker, que passou boa parte da temporada com problemas físicos, ainda prometeu muito empenho para voltar a brilhar com a camisa do Spurs. “Quero estar muito bem na próxima temporada. Trabalharei muito duro nessa offseason, ainda mais do que eu trabalhei no passado”, assegurou.

Já para o caso de Richard Jefferson, ainda é cedo para concluir qualquer coisa. Com um salário pomposo [US$ 15 mi por ano], o ala deverá continuar comendo e dormindo em San Antonio. Seus ordenados elevados, no entanto, podem atrair alguma equipe que esteja mal na temporada. Talvez algum negócio surja próximo à trade deadline. Mas, para isso, temos que esperar com paciência.

Tiago Splitter

Falaram bastante do brasileiro Tiago Splitter desde que a equipe foi varrida da NBA. Embora nada esteja certo, os engravatados de San Antonio esperam contar com o pivô para 2010-2011. Algumas análises veiculam a chegada de Splitter a uma melhora de Tim Duncan, já que o brasileiro proporcionaria muitos minutos de descanso ao nosso craque.

A falta de descanso para o camisa #21, inclusive, foi a grande culpada pelo fraco desempenho do elenco contra o Suns.

WNBA

Para quem gosta do basquete feminino, a temporada da WNBA está chegando. Começa no dia 15. O Spurs Brasil fará o possível para manter o leitor informado sobre o San Antonio Silver Stars, equipe feminina de San Antonio que disputa o torneio.