Os desgastantes 82 jogos

Greg Oden fora da temporada. Cena comum...

Caros leitores, antes de mais nada, eu gostaria de pedir desculpas a vocês pela minha ausência nesta coluna na semana passada. Como todos sabem, temos uma vida fora do blog e, infelizmente, não podemos nos dedicar exclusivamente a este espaço. Devido a alguns imprevistos, não tive o tempo necessário para elaborar meu texto, então peço desculpas a todos.

Mas, de volta ao universo da NBA, já há algum tempo estive refletindo sobre a extenuante rotina de jogos da NBA. São 82 jogos em um período que vai de novembro até, mais ou menos, o meio de abril. Isso só na temporada regular, fora os jogos dos playoffs, que podem somar outros 28, caso a equipe chegue à final disputando sete jogos em todas as séries.

Por mais que os jogadores sejam preparados para suportar esta maratona de jogos, chega até a ser desumano tamanho número de jogos e tamanha exigência das partidas. Se em nosso querido futebol os jogadores reclamam de entrar em campo duas vezes por semana, o que dizer da NBA, onde os atletas jogam até quatro vezes neste período? E o pior; muitas vezes atuam em dias seguidos.

Juntando isso ao grande número de viagens, já que os Estados Unidos possuem vasto território e com equipes espalhadas em diversas áreas, o resultado são as inúmeras lesões que os jogadores sofrem e a queda de rendimento das equipes, devido ao desgaste físico.

No caso do Spurs, temos vários exemplos. Tony Parker está fora até os playoffs devido devido a uma fratura na mão, mas chegou a perder alguns jogos da temporada com dores no pé e problemas no tornozelo. Manu Ginobili também; durante quase duas temporadas, sofreu com probelams nos tornozelos. Tim Duncan tem as dores no joelho que insistem em pertubá-lo. Isso sem falar de outros casos de jogadores que ficaram fora de algumas partidas desta temporada, como Roger Mason e Matt Bonner.

Pela NBA, temos outros exemplos. Talvez o mais claro seja o Portland TrailBlazers. Sem Greg Oden e Joel Przybilla, fora já há alguns meses, Travis Outlaw (que já foi trocado), Rudy Fernandez, Nicolas Batum e Brandon Roy já tiveram problemas físicos que os afastaram da equipe. Isso sem falar de outros casos históricos de jogadores que tiveram suas carreiras atrapalhadas pelas lesões, como Tracy McGrady e Grant Hill.

Perto dos 162 (!!!) jogos da MLB, liga de beisebol norte-americana, os 82 jogos da NBA parecem pouco, mas reparem que a NFL, liga de futebol americano, tem apenas 16 em sua temporada regular. Será que reduzir o número de jogos para 60, por exemplo, mudaria os classificados? Na minha opinião, não.

Basta olhar a tabela hoje e ver que os oito classificados já estão praticamente definidos, exceto a última vaga do Leste, e dificilmente grandes mudanças vão acontecer na tabela. Quem hoje está lá em cima, continuará lá em cima nos próximos jogos e também já estava lá em cima há dez jogos. Quem estava em baixo, a mesma coisa.

Sei que os interesses comerciais da liga são grandes, claro. Mais jogos geram mais pessoas nos ginásios, mais transmissões de TV, mais dinheiro… Mas nem sempre os interesses financeiros podem se sobressair sobre o espetáculo. Queremos ver nossos ídolos inteiros em quadra, e não nos departamentos médicos ou entrando em quadra em frangalhos.

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Sobre Victor Moraes

Formado em Jornalismo no ano de 2012 pela Universidade Metodista de São Paulo. Fanático por esportes, sobretudo o basquete, passou pela redação do Diário Lance!, trabalhou na Liga Nacional de Basquete e no extinto Basketeria. Se orgulha de fazer parte da equipe do Spurs Brasil desde a criação em 2007.

Publicado em 30/03/2010, em Na linha dos 3 e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. A NBA ja tem estado mto mal das pernas e c pouquissima popularidade…. nunca q eles vão diminuir o numero de jogos.. mta grana iria pelo ralo..

  2. * Alonzo Gee assinou até o fim da temporada

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