Iziane vence queda de braço


Depois de uma longa novela, que vinha se arrastando desde setembro do ano passado, a Confederação Brasileira de Basquete anunciou o espanhol Carlos Colinas como o novo treinador da Seleção Feminina. Seu antecessor, Paulo Bassul – que vinha do título da Copa América e da consequente classificação para o Mundial – foi preterido por Hortência, coordenadora de Seleções femininas da CBB.

Primeiramente, gostaria de me declarar suspeito para escrever as próximas linhas desta coluna por ser um enorme fã de Bassul. Educado, sensato, e, o mais importante de tudo, um estudioso do basquetebol, considero-o o melhor técnico brasileiro de hoje em dia – mesmo entre as equipes masculinas. Não enxergo retoques a serem feitos em seu trabalho à frente do Brasil. Seu principal problema neste período foi a polêmica com a pseudo-estrela Iziane – que, para quem não se lembra, recusou-se a entrar em quadra após ser mantida no banco por Bassul no começo de uma prorrogação.

A atitude do treinador em não mais convocar a atleta foi prontamente apoiada pela grande maioria dos brasileiros que acompanham basquete. Pois é… acreditem ou não, essa rusga pode ter causado a saída de Bassul da CBB. Desde o começo de sua gestão, Hortência vem declarando que pretende ver as principais jogadoras do país defendendo a Seleção. Fez o que foi preciso para contar com Alessandra, e, agora, pode ter feito o que foi preciso para contar com a ala-armadora.

Iziane já declarou em entrevistas que, com a mudança de técnico, topa voltar a defender a amarelinha. Que momento propício para este retorno, não? Com o Brasil já classificado para o Mundial, com uma base formada e com o retorno de jogadoras importantes, como a já citada Alessandra e a veterana Helen. O novo técnico tem nas mãos material humano para montar uma das melhores Seleções dos últimos anos.

Confesso não conhecer o trabalho de Carlos Colinas. Ainda não se sabe se o técnico, que comandava a equipe sub-18 da Espanha, vai deixar de treinar sua equipe em Celta de Vigo. Hortência disse que queria um treinador que soubesse o que está acontecendo no basquete mundial. Mas será que, em alguns meses morando fora do país, o espanhol vai ter conhecimento suficiente para saber o que se passa no basquete brasileiro? Ou será que não é ele que vai convocar a Seleção?

Temo estarmos voltando para uma era de amadorismo na CBB. Se, na equipe masculina, a contratação de Rubén Magnano é inquestionável, na feminina o reforço de Colinas já aparece cheio de dúvidas…

Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor assistente do UOL Esporte. Cobriu o basquete olímpico na Olimpíada de 2016 pelo LANCE!. Trabalhou também para Basketeria e mob36.

Publicado em 06/03/2010, em Na linha dos 3 e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Bruno Pongas

    Iziane vadia!

    Tomara que o Brasil pegue a Austrália no mundial e a Lauren Jackson arranque o braço dela! hahahahaha

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