Arquivo diário: 02/03/2010

Spurs (34-24) @ Hornets (31-30) – De volta às vitórias

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Dominando a partida desde o início, o San Antonio Spurs alcançou uma ótima vitória fora de casa sobre o New Orleans Hornets. O protagonista da noite foi o jovem George Hill, que, além de conseguir parar a sensação Darren Collison, ainda foi o cestinha da equipe.

Parker busca voltar à sua velha forma (Foto por Layne Murdoch/NBAE via Getty Images)

Sem o pivô Antonio McDyess, que lesionou o joelho no domingo, Gregg Popovich iniciou a partida com Tony Parker, Hill, Keith Bogans, Tim Duncan e DeJuan Blair. As duas equipes começaram bem no aproveitamento em arremessos; contudo, o Hornets, na metade do primeiro quarto, estava à frente no placar. Mas logo o Spurs conseguiu passar à frente com uma boa corrida de 12 a 2 comandada por Hill, que anotou 11 pontos. Apesar dos nove pontos de Emeka Okafor e sete de Peja Stojakovic, o San Antonio fechou o período inicial vencendo por 31 a 24.

Hill mais uma vez foi o destaque do time (Foto por Layne Murdoch/NBAE via Getty Images)

O Hornets veio para o segundo quarto melhor, conseguindo uma corrida de 8 a 0, chegando a empatar em 39 a 39. Mas, após a metade do período, o Spurs voltou a render no ataque e conseguiu uma corrida de 8 a 0. Com uma cesta de três no estouro do cronômetro de Matt Bonner, o time texano foi para o intervalo na frente por 58 a 47.

No retorno dos vestiários, o Spurs continuou com seu bom ritmo e bem na defesa, com apenas uma ocorrência; o ala Bogans saiu de quadra com dores no dedo. Porém, após o raio-x negativo, ele voltou à quadra no final do terceiro período. O New Orleans novamente conseguiu uma corrida de 0 a 12; contudo, a equipe texana se segurou na frente do placar e, com mais uma cesta de três pontos de Matt Bonner no últimos segundo do quarto, eles chegaram na frente para o tempo final em 80 a 73.

No quarto decisivo, o San Antonio continuava com um jogo sólido, mantendo a distância no placar. Parker mostrava sinais de estar voltando à sua antiga forma, mesmo com a incômoda lesão. Richard Jefferson não repetiu as boas atuações, mas fez uma partida boa, ajudando o time na defesa e no ataque. Ao final, o Spurs conseguiu aumentar sua vantagem e fechou tranquilamente a partida em 106 a 92.

Vejam os melhores momentos da partida:

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

George Hill – 23 pontos e 69,2%(9-13) nos arremessos de quadra e 75% (3-4) nos de três pontos

Tim Duncan – 22 pontos e nove rebotes

Tony Parker – 18 pontos e seis assistências

Manu Ginobili – 13 pontos, oito assistências e quatro roubos de bola

Richard Jefferson – Dez pontos e seis rebotes

Matt Bonner – Dez pontos

New Orleans Hornets

Marcus Thornton – 30 pontos, sete rebotes, 63,1%(12-19) nos arremessos de quadra e 85,7% (6-7) nos de três pontos

Emeka Okafor – 18 pontos e sete rebotes

David West – 13 pontos e nove rebotes

Peja Stojakovic – 11 pontos

Darren Collison – Dez pontos e 15 assistências

Finley, obrigado!

Ontem fui surpreendido com uma notícia triste para os torcedores do Spurs. O veterano Michael Finley, prestes a completar 37 anos, foi dispensado e não faz mais parte do plantel da equipe de San Antonio. Muito mais que apenas a saída de um jogador, a dispensa de Finley despertou-me um certo saudosismo de um passado nem tão distante.

Não nos esqueceremos. Você estava lá!

Finley chegou ao Spurs para a temporada 2005/2006. Com status de estrela, deixou o rival Dallas Mavericks e rumou para San Antonio, aceitando o papel de coadjuvante em busca de um título da NBA. De início, ver um ídolo rival com a camisa preta e prata causou-me muita estranheza. Era como um intruso, um “estranho no ninho”. Mas, aos poucos, Finley ganhou a confiança de toda a torcida com dedicação em quadra e boas atuações.

Pode festejar, Finley!

Logo chegou 2006/2007 e Finley pode comemorar. Alcançou seu sonho de ganhar o anel de campeão, teve papel fundamental na campanha e marcou de vez o seu nome na história da franquia. Apesar das médias discretas na temporada regular, 9 pontos e 2,7 rebotes por jogo, nos playoffs o camisa #4 subiu de produção, marcando 11,2 pontos e 2,9 rebotes de média nas 20 partidas disputadas.

O ex-ídolo rival abusou da larga experiência e fez o que sabe melhor: cestas de três pontos. E, sem ele, dificilmente a equipe levaria o tetracampeonato. Finley apagou de vez as lembranças dos tempos de Mavs e tornou-se um verdadeiro Spur.

Nos dois anos seguintes, apesar da idade avançada, ele menteve a regularidade e a pontaria certeira. Não foram poucos os jogos que o experiente atleta venceu para os texanos ou levou para a prorrogação convertendo, com muita frieza, arremessos nos segundos finais.

Frieza e pontaria certeira. As marcas do camisa #4

Somente nesta temporada, Finley mostrou-se realmente decadente. Jogou pouco, acertou menos ainda e sofreu com as lesões, algo não tão comum em sua carreira de 14 anos. Perdeu espaço na equipe e, agora, acabou dispensado.

Ao que parece, foi um pedido do próprio jogador, que optou por deixar a equipe para, provavelmente, buscar um espaço em outra franquia nos últimos momentos de sua carreira. Mas isso pouco importa diante do que ele representou para a Spurs.

Seu auge foi em um arqui-rival, sua camisa não estará pendurada no teto do AT&T Center, mas, com certeza, lembraremos de Finley com muito carinho.

Obrigado Michael Finley!